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terça-feira, 30 de julho de 2013

Lealdade / Reflexão

Lealdade / Reflexão

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Lealdade é palavra gasta que anima o espírito a continuar a trilhar o caminho do bem. É um sentido não obrigatório, depende da consciência de cada pessoa e da intimidade espiritual, onde esse sentir pode vir a ser o realimentador da boa vontade dentro da humanidade.

A vontade de se sentar frente ao outro e compartilhar sentimentos, falar de amor, de paz e de esperança é alimento.

Outro dia sentei-me para comer feijão com farinha de mandioca num shopping. Paguei pelo feijão com farinha e acompanhei com uma lata de refrigerante.

Na mesa ao meu lado havia uma jovem adulta que me viu com o prato e os talheres.

Ela ria de mim e eu terminei por sorrir para ela.

A lealdade de sentimentos lembrava aquele prato bem servido. Existem tantas iguarias nos Shoppings Centers, mas nenhuma iguaria me daria àquela satisfação.

Sei que o exemplo é simples demais, mas a lealdade é simples, é a vontade de comer feijão com farinha satisfeita sem gasto excessivo.

Estava no centro da cidade e, no entanto, comia o sabor do interior.

Dessa vez não teve café, dessa vez teve sabor de lar.

Depois dessa crônica, concluo que a lealdade é simples e, a franqueza, pode ou não ser rude. Somos nós que rotulamos o feijão, o feijão, enquanto grão é alimento para o estômago; não tem qualidades espirituais.

Esse prato de feijão não era rude, foi manuseado com os talheres e em bom comportamento à refeição. Era engraçado porque é engraçado comer feijão no Shopping. São os conceitos estereotipados que o transformam em engraçado o que, na realidade, não é.

A oportunidade para nos livrarmos desses conceitos são raras. É difícil combinar a fome física com a vontade da alma. A essa harmonia é necessário estar-se centrado psicologicamente e concentrado na atividade trivial.

Acresça-se a isto uma serenidade e a sensação de bem estar oriundas da lealdade de parte a parte, estômago e espírito.

Quando, por ventura, conseguimos exteriorizar esta lealdade e passamos a tratar os outros com tal sinceridade, que desprovida de rudeza, transforma a nossa sociedade numa sociedade compatível com as aspirações de boa convivência, porque no fundo de cada ser humano há o desejo de conviver bem com o próximo, aumentamos a qualidade da vida dessa sociedade.

A moça que olhava o meu prato, o olhava com vontade, mas ela mesma comia um X-qualquer-coisa.

Às vezes podemos fazer o que queremos, mas é preciso que nos permitamos.

Nessa reflexão um tanto quanto humilde, e reconheço essa humildade no texto, eu acredito que para sermos leais aos outros, necessário se faz que sejamos leais com os nossos sentimentos e vontades, quando esses, em si mesmos, não expressam contradições que impeçam a serenidade de coabitar junto ao pensamento.

Hoje estou para reflexões e, deixo-as entre os blogueiros e amigos.

Um comentário:

XicoAlmeida disse...

Lealdade com nós próprios e nossos sentimentos, a meu ver, são a semente.
Mesmo sem palavras, um gesto e um olhar, são cúmplices de estado de alma.
E de partilha no bem sentir das melhores coisas, a simplicidade, sincera.
Abraço Yayá.