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sábado, 13 de julho de 2013

Canja?

Canja?

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João e Janice desmancharam o namoro.

Passados quinze dias a campainha toca e Janice abre a porta. São o pai e a mãe do João. Sem entender o que se passa, convida-os para entrar.

_Sentem-se, por favor.

A conversa começa com eles perguntando se ela está bem.

_Sim, estou bem. Se ele não gosta de mim, foi bom desmancharmos o namoro. Estávamos brigando demais.

Joana, ao ouvir a moça, sentiu-se à vontade para conversar e disse:

_Estamos preocupados com você. Nós não sabemos o que se passa com o João nos últimos tempos. O comportamento dele se modificou muito. Viemos aqui, com toda a humildade que conseguimos obter para a circunstância.

Janice fica sem jeito e deixa a mãe dele dizer tudo o que tinha a dizer.

_O João, aquele nosso João, que era educado e cortês, anda agora como se fosse um rei. Desconsidera o que eu digo a ele e trata o pai com certo desprezo. Perguntamos sobre você e porque vocês andavam discutindo e não gostamos da resposta. Ele disse que você era propriedade dele e que de agora em diante você não se mandaria mais.

Janice, agora tensa com o rumo da conversa, perguntou o que ela poderia fazer a respeito. Pediu sugestões para eles.

_Nós viemos pedir a você que o trate com dureza. Você não sabe, mas ele não deixou que você saísse na última sexta-feira com os seus amigos. Ele disse ao Paulo, que é da turma de vocês que, se vocês saíssem, ele iria até lá com a sua chefe como namorada dele e a provocaria até que ela te tirasse o emprego. Ele quer você como objeto. Pensamos que ele está alterado ou com algum tipo de estresse.

Janice ficou surpresa e perguntou se ele estava saindo com a chefa dela.

_Ele levou a sua chefa para jantar na nossa casa. Nós ficamos estarrecidos com o comportamento dele oferecendo joias a ela durante o jantar. Ele disse que conquista qualquer uma com a sua galanteria. Ele chamou a sua chefa de qualquer uma depois que a levou para casa. Não largue o seu emprego porque é o que ele quer que você faça.

Corada com a situação diz que agirá como se nada soubesse.

A mãe dele continua a discursar com a aprovação do marido:

_Você não é posse de ninguém, muito menos do meu filho. Ele está diferente e nós não sabemos até onde isso pode chegar. Estamos preocupados. Ele tem a vida independente da nossa e não podemos controlar um adulto. Evita a companhia dele enquanto nós verificamos o que podemos fazer, se é que poderemos fazer. Pelo amor que você tem para com você mesma: seja dura!

Janice concordou. Eles agradeceram a atenção e foram embora, mais humildes do que quando entraram.

Ao se despedirem dela disseram:

_Você não sabe o quanto nos doeu esta visita. Estamos sofrendo, acredite.

Janice quase não dormiu naquela noite.

No dia seguinte, no escritório ela chega e vê a sua superiora com um lindo anel de ouro nas mãos. Ela elogia o anel e pergunta onde ela havia comprado a joia.

_Janice, agora que você perguntou sobre o anel, eu preciso te contar que eu estou namorando o João, aquele que foi o seu namorado.

Janice desejou boa sorte no relacionamento e disse que ela não se importava. Ela disse que estava de olho noutro rapaz e ficava contente que ele estivesse em boa companhia.

O emprego estava garantido, mas ela teria que se cuidar para não se encontrar com ele.

Passados alguns dias ela ligou para a mãe do João e perguntou se ela estava bem. A sua superiora tinha saído com ele naquela noite e ela sabia que não precisava temer ao telefonar.

_Estou bem.

A voz era emocionada. Mais uma vez ela pediu à moça que se cuidasse. Janice desligou o telefone logo em seguida, sem saber ainda com quem contar.

A ajuda veio e Janice se livrou do problema. A sua superiora desmanchou o relacionamento dois meses após aquele dia, disse que ele era um sujeito arrogante.

_E a mãe dele, como está?

A superiora disse que não muito bem porque andava escondendo as lágrimas, mas não contava do que se tratava.

_Não é da nossa conta!

A superiora concordou.

Teria Janice ainda que se preocupar com o João, como diz o ditado: cautela e canja de galinha não fazem mal a ninguém.

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