VideoBar

Este conteúdo ainda não está disponível por conexões criptografadas.

VideoBar

Este conteúdo ainda não está disponível por conexões criptografadas.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Fuga e Prelúdio do Jabuti

Fuga e Prelúdio do Jabuticlip_image002

Nada melhor para me esquecer de mim mesma e deixar tudo de lado por algum tempo, do que uma boa leitura por fazer.

Se o livro é premiado e você conhece o escritor, melhor ainda. Agora, se você frequentou uma Oficina de Criação de Textos literários com o escritor, imperdível. Reler o livro já lido e perceber uma nova nuance numa segunda leitura é uma vontade e, porque não dizer, quase uma obrigação.

O livro do jornalista, escritor e crítico de literatura José Castello preencheu a minha fuga com sucesso. As angústias e os questionamentos escritos em forma de uma carta que não será lida, é forte e tocante.

O livro de José Castello trata de um diálogo impossível à época da sua infância e mocidade:

_ “Certos fatos que se percebem, de acordo com a boa educação, não se repara, não se comenta e muito menos se critica; ignora-se. Também, por uma questão de respeito e dignidade, não se permite a conversa sobre o assunto, desvia-se dele ou se interrompe o diálogo. Importa a vida que levamos e cada um que cuide da sua vida.”

O prêmio, imaginando-me em Kafka numa transformação exotérica na qual eu tiro o avental, sem o qual eu não frito o arroz, e, me transformando em crítica literária, numa ousadia extrema, digo que: o prêmio se deve à sinceridade de propósitos com a qual o texto se fez livro.

Porém, a fuga, que é a arte do desencontro, deu lugar ao prelúdio, um encontro claro de plena espiritualidade. O livro do jornalista contém a partitura da música com a qual era embalado a dormir quando criança pelo pai, que também é o título do livro: Ribamar. Toquei e a cantei.

Certamente era costume da época. Veio-me à memória uma melodia de ninar, doce colo, doce lembrança de espelho, uma história diferente. Sempre discutimos o essencial à direita, à esquerda e o que mais viesse. Fiz a partitura, me emocionei e saí para continuar a fuga planejada. Encontrei uma amiga musicista com os filhos. O olhar do seu menino quando eu cantei a minha música de ninar, me emocionou. Abraçamos-nos e nos encontraremos para fazer um arranjo.

A fuga se fez prelúdio e encontros amigos diversos. A vida também é feita de encontros gratificantes.

4 comentários:

Paulo Francisco disse...

E é por isso que ela é válida.
Um beijo grande

Severa Cabral(escritora) disse...

Belo alvorecer!
Folhas de Outono chega para matar saudades !
Saudades de tuas escritas e de vc tbm.Estava privada de fazer uma das coisas que mais gosto de fazer que é te ler,kkkkkkkkk,seus textos são de definições construtivas...
bjs

Célia disse...

Yayá, com sua veia romântica, você consegue posicionarmo-nos diante da realidade de encontros dignificantes, assim como, não importando a vida que levamos, que cada um que cuide da sua vida... Excelente "fuga e prelúdio" de uma vida pé no chão! Parabéns!
Abraço, Célia.

tecas disse...

Sem dúvida! A vida é feita de momentos gratificantes e o seu texto é belíssimo.
Bjito amigo e uma flor.