Lugares Bonitos

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O blog da Nina, menina que lia quadrinhos.

terça-feira, 9 de abril de 2013

O Grito de Horror

O Grito de Horror

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Era uma viagem longa. São mais de quatrocentos quilômetros entre Curitiba e São Paulo. Ônibus que pega a passageira na cidade de Registro, antes de chegar à capital paulista.

Na cidade de Registro entra uma jovem senhora, que, ao verificar o local do seu assento, grita histericamente. Ao lado dela está sentada a tia.

A jovem cumprimenta a tia, surpresa. A tia responde e começa o estranho diálogo:

_Pensei que o seu marido tivesse com amante. Não sabia que você tinha voltado a pintar os cabelos de castanho. Eu o vi enquanto ele te beijava te desejando boa viagem.

A moça tentou mudar de assunto, mas a senhora disse:

_Estou pronta para uma fofoca. O seu marido não tem amante ainda, mas agora que você mudou a cor dos seus cabelos, não demora muito.

A moça ligou para o marido. Ele disse para ela ligar para a sua irmã ou a sua mãe.

Do outro lado da linha as recomendações da mãe e da irmã.

A jovem não dirigiu mais a palavra à tia. O marido, a mãe e a irmã, aguardavam ansiosos que ela chegasse a São Paulo. A irmã dela a esperaria na rodoviária.

Fosse lá como fosse ninguém acreditou na coincidência. Era uma situação constrangedora para toda a família. Ninguém sabia dessa viagem da tia entre os parentes dela.

_Cuidado! Essa atitude não é costume nosso.

A viagem prosseguiu com tia e sobrinha, lado a lado, sem trocar olhares, com alguns telefonemas da família à jovem, apoiando-a.

Prova de que nem sempre os mais velhos estão certos.

4 comentários:

XicoAlmeida disse...

Yayá,
Quatrocentos quilómetros com "esta" tia ao lado, é obra de tal forma que o grito de horror, continua fazendo eco.
Abraço.

edumanes disse...

Era uma viagem longa
Talvez, sofredora
Devido à angústia tanta
Gritou aquela senhora!

Quatrocentos quilómetros
Quando ao destino iria chegar
Neste mundo de tantos imbróglios
Todos os dias nos andam a enganar!

Boa terça-feira e um abraço
para você amiga Yayá.
Eduardo.

Élys disse...

Uma situação constrangedora.
Beijos.

Eloah disse...

Nem gosto de pensar numa viagem de ônibus de 400 quilômetros ao lado de uma fofoqueira, parente ou não!!!
Adorei o conto.
Bjs Eloah