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quarta-feira, 2 de maio de 2012

Causo de Frô

Causo de Frô
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Todos contra o seu Joaquim
Que cantava esse seu verso:
_Margarida o que dói em mim
É o meu amor, não tem remédio.
Desengano no jardim
É viver desse mistério
De sonhar contigo, enfim,
Mais parece um despautério.

Margarida de carmim,
Envergonha e conta ao néscio:
_Quem me amar será chinfrim,
Ou será meu cavaleiro?
Nem eu sei, nem o capim.
Jardineiro que é carteiro
Bem me colhe do meu fim;
Recolhida, sou canteiro.

Quem não pede ao Serafim,
Vai na fonte de nó e agueiro;
Quem se junta ao querubim,
Vaso d’água é sementeiro.
Margarida não é marfim,
Pedestal, vela ou candeeiro.
_Todos contra o seu Joaquim,
Mas quem gosta, o quer benjoeiro.

6 comentários:

ONG ALERTA disse...

Muito bom...
Beijo Lisette.

Artes e escritas disse...

Este tive que editar. Um abraço, Yayá.

Natália Campos disse...

Deu vontade de cantar. Parece uma canção. Que lindo, querida!

edumanes disse...

Por que a razão de tanta injustiça
Contra o seu Joaquim
Que cantava seus versos castiça
E tratava das flores já no jardim.

Margarida linda assim
Se vergava por amor
Tinha ciúme a carmim
Seria capim e não flor?

Quem não pede ao Serafim
Pode ficar sem ser regada
Margarida não ser marfim
Ser uma flor muito amada!

Boa quinta-feira~
um beijo
Eduardo.

MARIA DA FONTE disse...

Poema divertido e muito bom na forma e no conteúdo. beijinhos

Elisa T. Campos disse...

Seu poema sempre me alegra a alma.
bjs