Rio de Janeiro

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O blog da Nina, menina que lia quadrinhos.

domingo, 14 de maio de 2017

Significação


Significação

Essas palavras soltas,
Esparsas, desenvoltas,
Quando são proferidas
Envolvem acolhidas,

E são poucas, tão poucas
Que são luzes envoltas
Em pausas comovidas
Às emoções olvidas,

Mas preparam as solfas
E se parecem toutas
Precisas, definidas;
São as canções aludidas.

sábado, 13 de maio de 2017

Peixe em Cardume


Peixe em Cardume

Ando apressada,
Causa de nada,
Não, esse é o costume,
Meu vaga-lume.

Estou habituada
A ser ritmada
Por som e volume;
Esse é o meu lume.

Sou serenada,
Mas com passada
Que me presume;
Peixe em cardume.

sexta-feira, 12 de maio de 2017

Internet / Mesmo assunto


Internet / Mesmo assunto

     Muitos sites saíram do ar em consequência de um ataque de vírus. Alguns sites que tentei acessar estavam sem serviço até que fosse feita uma verificação de segurança.
     Seguro mesmo é se cuidar com a internet. Ontem fiz um download de aplicativo e até agora não consegui fazê-lo funcionar.
     Se tem esse lado ruim, tem o lado bom, que através de pesquisa de preços se consegue fazer boas compras, que são entregues em domicílio, que causam satisfação ao se verificar que são exatamente iguais ao especificado no site de vendas.
     Outro lado bom são os serviços oferecidos, os consertos em geral que uma casa precisa.
     A internet já propicia uma série de comodidades para se planejar o final de semana com cinema, cafés e sugestões diversas.
     No que tange às amizades virtuais, eu digo que conversar com os amigos pessoalmente é muito mais aprazível, mas também digo que quando se tem contato virtual e pessoal é melhor ainda, pois se pode entender uma ou outra postagem feita num dia mau para essa ou aquela pessoa.
     O mundo virtual não substitui o real de jeito nenhum, é ferramenta de apoio, mas a vida real depende da gente.
     Interessante como é que tem gente a fim de derrubar a internet com maus propósitos, tais como roubar senhas dos usuários.
     Aconteceu que o meu android apareceu com vários programas novos e ele mesmo disse se tratar de um tal de "joko" e pediu para desinstalar esses programas e eu desinstalei.
     Outro caso interessante é o do celular com anti-vírus que impede de fazer ligações telefônicas. Para fazer a ligação telefônica o usuário tem que desinstalar o anti-vírus, mas esse pedido pode vir de um vírus que era anterior à instalação do anti-vírus, algo que já aconteceu com o meu computador.
     Estou aproveitando para fazer as atualizações necessárias e às vezes acho que há excesso nessas atualizações, mas com esses ataques virtuais, é melhor que hajam atualizações.
     As conexões tem de ser reais, dizem os especialistas, mas poema é surreal.
     Hoje estou mais para o realismo de que para a subjetividade. A subjetividade nem sempre é propícia, pois a internet é paga e o consumidor não tem muita segurança e não sabe se o computador está protegido e essa é a melhor forma de se pensar no que tange ao computador e ao android, dizem os especialistas.
     Quanto a mim, acrescento que já obtive o que precisava sem saber que existia com tal qualidade para residências. Se eu continuo o assunto, eu começo a fazer propaganda e não é esse o meu objetivo.
     Com ataque cibernético ou sem ataque cibernético, cá estou eu na telinha aproveitando a sexta-feira e está valendo aqui estar, porque apesar de tudo, depende de mim que o lazer seja bom, o que é um sossego.
     

quinta-feira, 11 de maio de 2017

Espelhos

 Espelhos

     Um espelho novo, um espelho antigo. O espelho antigo adivinha-me e me prevê. Pego o espelho antigo e mostro a quem está em casa. Surpreendente espelho que aumenta a autoestima do outro que não sou eu.
     Alguém nesta casa casa recebeu uma declaração de amor através de espelho meu, mas a declaração de amor não me pertence, apenas a espelho através de um espelho inesperado.
     Outro espelho me diz da dor que não é minha, mas também não é de casa.
     Espelhos que não confundem, mas mostram o amor e o desamor.
     E eu me espelho na alegria do amor ao outro dedicado através das palavras do que somente a verdade é capaz de responder.
     E eu me espelho na dor que não é minha e que precisa não ser minha, espelho do qual eu posso prescindir. Mas a dor do outro é tanta que me rouba o espelho à contragosto, para seu desgosto e um certo bem estar de minha parte.
     O meu espelho, porém, está oculto em percepções musicais etéreas; não sei mais porque tanto gostar das melodias; essas sim me espelham em cada nota observada com atenção.
     Se, esses espelhos, perguntam muito, têm algo a dizer.
     O amor ao outro me faz sorrir, embora mais parecido comigo do que com o outro.
     A dor do outro me faz sorrir porque o espelho foi roubado por bom ladrão. Que se entenda bom ladrão no sentido bíblico, aquele que rouba a dor do coração e faz sentir compaixão.
     O meu espelho, no entanto, foi sincero e disse-me que não me perca da canção que me espelha.
     Quem é que tem em casa um espelho só, ainda mais sendo mulher que se olha e se observa em qualquer espelho que encontre. 
     Quem é que, ao sair, não arruma jeito se se ver em espelho para ver como está ajeitado no andar?
     Eu só acho que três espelhos num dia só foi algo que mexeu comigo, mexeu mesmo.
     Devo dizê-lo.  

quarta-feira, 10 de maio de 2017

Ampulheta


Ampulheta

Quando a rotina passeia,
O relógio é bem cotado,
Compensado em hora e meia.

Num escasso grão de areia
De ampulheta recordado,
Um luz surge e permeia

E diz ao dia que clareia,

Que a rotina vem ao lado.

terça-feira, 9 de maio de 2017

Na Quadra de Cima / Crônica do Cotidiano


Na Quadra de Cima / Crônica do Cotidiano

     Foi na quadra de cima de onde eu estava. Caminhava eu em direção à panificadora quando os gritos começaram.
     _Ladrão! Ladrão!
     Numa atitude completamente idiota parei na hora, no meio da quadra anterior, de onde eu não conseguia enxergar direito o que acontecia.
     Ouviu-se um tiro, mas ninguém na quadra de cima caiu no chão.
     _Um vagabundo desses merecia é um tiro certeiro, alguém gritou.
     Olhei em volta e mais alguns transeuntes estavam parados, aguardando os acontecimentos, mas ninguém correu para a quadra de baixo, a não ser os pedestres que estavam aguardando a vez de atravessar a rua. Esses pedestres correram para atravessar a rua.
     O alarme de um carro estacionado na quadra de cima disparou. Alguém entro e saiu do carro, mas não o levou.
     A sorte dos pedestres da quadra de baixo foi que o nominado ladrão resolveu fugir pela quadra de cima da quadra de cima.
     E, agora, pensando adequadamente, eu feito uma estátua olhando para a quadra de cima, e isso do meio da quadra de baixo e do meio da calçada. Acho que fiquei com falta de raciocínio.
     Parece que os funcionários dos estabelecimentos da quadra de cima saíram à rua porque eram umas dez pessoas gritando ladrão. Ninguém gritou "pega ladrão", mas simplesmente ladrão.
     Consegui sair da posição de estátua assim que os gritos pararam e ouvia-se apenas um rumor da quadra de cima.
     Fui até a panificadora e perguntei o que era aquela gritaria.
     A resposta foi coincidente com a minha perspectiva:
     _Ouvimos a gritaria, mas não saímos para ver, mas ficamos atentos ao movimento dos fregueses.
     Ainda bem que foi na quadra de cima, porque eu fiquei feito idiota na quadra de baixo, se bem que não houvesse nem um lugar para entrar, a menos que eu andasse na direção contrária, mas seria complicado e perigoso; tinha um ladrão na rua.
     Comprei os pães e voltei para casa. Perplexa.   

segunda-feira, 8 de maio de 2017

Valores Humanos na Tomada de Decisões / Crônica do Cotidiano


Valores Humanos na Tomada de Decisões / Crônica do Cotidiano

     Ainda me sento para escutar histórias, bons conselhos e fatores que podem influenciar o cotidiano.
     Hoje ouvi uma palestra sobre a boa convivência baseada em valores humanos.
     O dia começou cedo e com ele um ensinamento que, até agora, até por não ser da minha natureza humana, eu não tinha prestado atenção.
     "O ser humano é muito adaptável às circunstâncias que o cerca e se acostuma à estupidez sem perceber. Quando percebe é porque já se acostumou a ela e a propagou, criando para si e para outrem um ambiente de convivência estúpido."
     O dia seguiu dessa maneira, com ensinamentos sobre valores humanos, independente de qualquer filosofia e teologia.
     "Podemos e devemos conviver com aqueles cujos traços de caráter são coincidentes em alguns pontos. Não se trata de bom ou mal caratismo, mas de maneiras de pensar similares e aceitáveis sob um ponto de vista de caráter comum que facilitam as relações interpessoais. Não se trata de discriminar outros pontos de vista, porque não é disso que o assunto trata. São hábitos como sentar-se para ouvir e contar histórias, por exemplo; tem gente que não tem a menor paciência para essa atividade e tem gente que gosta. Esses pontos de vista comuns ajudam a se obter melhores resultados em projetos pessoais e a suportar as frustrações com apoio mútuo."
     Valores humanos importam para a tomada de decisões pessoais, mesmo lembrando que o respeito aos divergentes é fundamental e o respeito, quando não obrigatório, é um traço de caráter, com variações importantes nas questões subjetivas que levam a bons resultados à condição de desenvolvimento pessoal mútuo.
     Sabe, hoje foi um dia que valeu cada minuto.
     "As dificuldades provenientes de decisão pessoal devem ser enfrentadas com parcimônia por aqueles que estão de fora da questão. Quando se percebe dificuldades provenientes de decisões humanas e realizadas por escolhas que não interferem negativamente nem na vida daqueles que tomaram a decisão ou os seus partícipes nessa decisão, podemos deixar que os grupos de interesses se resolvam sem a interferência indevida de parte alheia à questão. Toda decisão humana é difícil, ou seja, têm os seus prós e os seus contras, são escolhas feitas por traços de caráter."
     Hoje eu fico até amanhã contando sobre essa palestra, mas é tarde e desejo aos leitores um bom descanso.