Rio de Janeiro

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O blog da Nina, menina que lia quadrinhos.

sexta-feira, 6 de junho de 2014

A Descoberta / Realidade Fantástica

A Descoberta/ Realidade Fantástica

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Eram cinco horas da manhã quando Karina resolveu procurar uma panificadora e café com leite antes de sair para o curso de treinamento.

Não demorou nada e voltava à portaria do hotel onde estava hospedada.

_O que houve? Algum problema? Perguntou o gerente do hotel.

_Eu estava saindo, mas ao meio da quadra havia três pequenos ratos pegando comida na lixeira. Eu iria comprar lanches, mas desisti; pensei na volta e no pacote de biscoitos que viria comigo.

_Ah, minha amiga, este é um dos segredos dessa cidade.

Karina riu-se.

Nas cidades organizadas, os problemas existem, mas as soluções também. O hotel avisou os vizinhos e a prefeitura.

À noite, quando voltou, os homens estavam de lanternas nas mãos vasculhando o lugar.

No dia seguinte, o gerente perguntou se estava tudo bem com ela.

Estava. Ela estava confiante de que não precisava temer, viu os homens em ação antes de adormecer.

O homem que estava próximo observou:

_É por isso que ela está aqui, ela não teme os ratos; avisa da existência deles. Boa pessoa.

Karina saiu, caminhando devagar, pensando na vida. Os problemas pelos quais já se passou, quando retornam, são menores, pois sabemos solucioná-los. Da cidade de onde vieram, os ratos eram problemas sazonais. Lembrou-se de quando era pequena e algum rato entrava em casa e, ao invés de correr ou grita, ia até a cozinha e pegava um banco de madeira na cozinha, onde subia, ficava a salvo do rato e se divertia vendo o pai com a vassoura atrás do camundongo. Gostava mais ainda quando tinha alguma prima, criança feita ela, gritando porque na cidade dela não havia ratos.

Enquanto a mãe ficava desesperada, a prima gritava ao lado dela, em cima do banco de madeira da cozinha. Ela ria muito, sabia que tanto o seu pai quanto a sua mãe pegavam ratos com uma perfeição inigualável. Talvez fosse o rato o primeiro motivo de sentir orgulho de estar naquela família de gente corajosa.

Naquele momento parou com as lembranças e percebeu a outra cidade e, mesmo assim, aquele orgulho infantil apareceu. Acabava de mostrar ao mundo que não tinha medo dos ratos. Um segredo encoberto pela maturidade. O espelho estava perfeito, brilhava naquela saudade absurdamente feliz.

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Poema de Supermercado: A Bola

Poema de Supermercado: A Bola

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Revoadas de pássaros pousam

Pensando nos jogos, na bola,

Que logo virá. Já ecoam

As vozes diversas num “Ola”.

 

Turistas que torcem, mas ousam,

Falar português nesse enrola

O verbo e, como eu; não me ouçam,

Sou igual a vocês. De sacola,

 

Mercado, nas compras que somam,

Na escolha do bife de sola,

Ou, o frango cozido, onde entoam

Torcidas, ao esporte que rola.

quarta-feira, 4 de junho de 2014

Desagradável Tema / Crônica do Cotidiano

Desagradável Tema / Crônica do Cotidiano

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Em Curitiba faz frio, mas ao sol é bom de caminhar.

O frio convida ao café, mas, hoje, quis um salgado para acompanhar o café, conheço o lugar de bons salgados, café e gente disposta a conversar.

A moça que atendia o balcão da confeitaria que fica de frente para a rua, com o apoio das colegas atendentes, foi recolhida para a cozinha para fazer outros serviços no lugar.

Os fregueses olhavam para a moça esperando saber o que havia acontecido a ela.

A moça estava abraçada pela colega que a defendeu.

Parei o café e fiquei atenta. Se houvesse algo de errado na rua, eu precisava saber tanto quanto os outros frequentadores do local.

Segundo a colega que presenciou o fato, um homem foi ao balcão e perguntou se ela tiraria a manta dela por cinquenta reais. Parece que ele insistiu e a colega a abraçou para entrarem. Um jovem ficou no lugar delas.

A gerente disse em voz alta:

_Fujam mesmo!

Houve um silêncio terrível lá dentro.

Quando saí, pediram para que eu me cuidasse.

Noutra esquina, esperando o semáforo para os pedestres, uma garota pediu ao pai que comprasse um Ipad.

O pai disse a ela que não compraria nenhum computador de mão para ela. Disse que compraria um computador de mesa onde ele e a família pudessem navegar juntos na internet.

Eu sei que tem gente que me lê entre conhecidos e conhecidos da família e agradeço a todos.

Eu tenho responsabilidade pelo o que escrevo e, por mais que sugiram, há temas sobre os quais eu não escrevo porque realmente não sei.

Por exemplo: eu não sei sobre os outros blogs e nem os seus autores.

Nesse caso, está implícito que o público que lê o meu blog, suspeita que seja um brasileiro conhecido quem escreve para um determinado blog de humor em língua estrangeira. Eu não sei, não faço afirmações sem conhecimento.

Eu penso que quem acha que é um brasileiro conhecido que escreve para o tal blog, deve escrever para o tal blog e conferir a identificação do blogueiro.

Não adianta fugir do tema: Eu não sei se ele é mau?!

Mas eu sei que todos nós devemos nos cuidar, com propostas estranhas como essa que a moça recebeu enquanto vendia salgados.

Eu sei, igualmente, que precisamos viver dentro da nossa civilidade habitual e que o medo é bom enquanto não prejudica ninguém, faz parte da nossa própria preservação.

Estou com vocês nessa descoberta sobre quem é o dono do tal blog que apavora a galera. De repente, pode até mesmo ser de outro lugar.

De acordo, fugirei tanto quanto vocês. Vocês me convenceram.

Aos leitores informo que o clima na minha cidade varia muito, eis o motivo da crônica.

To: A Homeless lawyer, a handsome man, who can't take a home, walking alone on Central Park telling about his cause.





They looked one each other, but the circumstances were uncomfortable.

Eles se olharam, mas as circunstâncias eram desfavoráveis.



This is a beautiful story for whoever think about romances.

Esta é uma linda história para quem gosta de criar romances.



We can create good stories throughout the world, but it needs a mood to believe that love is possible.

Podemos criar boas histórias em qualquer lugar do mundo, mas é preciso disposição para se acreditar que o amor é possível.



The happiness needs the will of each human being.

A felicidade necessita da vontade de cada ser humano.




terça-feira, 3 de junho de 2014

Minuano

Minuano
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Parece que ecoa o minuano
Ao poncho de lã de carneiro,
Sotaque gaúcho e pinheiro
De laços e fitas de pano.

No entanto, é o frio curitibano,
Assim encolhido ao passeio,
Vontade a ficar de aperreio;
Pinhão, terça-feira sem dano.

Soletra em destaque esse engano,
De chiste ao ser aventureiro,
E come o pinhão de recreio;
Folclore de feira em todo ano.

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Espaço de Amor

Espaço de Amor

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Confesso é o espaço de amor,

Carinho de algum pedestre,

Que riu desse desamor,

Querendo a vida campestre.

 

Vivendo em campos de flor,

O sol dá a luz sem que empreste

Ao seu encanto, sonhador;

Teimoso tal flor do agreste.

 

Sabendo a mãe o parto e a dor,

Ao filho se torna mestre;

Não guarde à vida um rancor,

Que todo campo é silvestre.

domingo, 1 de junho de 2014

Poema Em Cima do Muro

Poema Em Cima do Muro

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Quero um poema em cima do muro,

Que não faça mal a ninguém,

Que não seja claro ou escuro

E não tenha nenhum vintém.

 

Sem promessas e nem perjuro,

Onde se esconda o quê ou algo ou quem;

Comprometa-se a esse ser puro,

Mas não seja apenas também.

 

Nem amarra ou fruto maduro

Saboreado ao gosto do nem;

Ao prazer desse não esconjuro,

Mesmo sendo o muro e o convém.