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quinta-feira, 27 de julho de 2017

O Poder / Reflexão

O Poder

     Depois de um dia repleto de atividades, abstraio o pensamento, divago sobre as estruturas de poder nesse mundo pra lá de complicado.
     Influenciada por alguns livros igualmente abstratos, penso a humanidade.
     Antigamente, ou seja, quando eu era jovem, havia duas correntes de estrutura de poder que dominavam a humanidade a saber, a triangular e a estrutura em linha.
     Hoje temos uma outra de estrutura de poder que se diz "em rede".
     A estrutura triangular, é aquela que se observa em todo o mundo e, necessariamente, mas para não entrar em polêmica, prefiro dizer como exemplo a Igreja Católica Apostólica Romana. 
     A estrutura em linha, acredito que seja a da Igreja Batista.
     A estrutura em rede, sem muita certeza, digo que seja pertencentes às igrejas que existem no mundo inteiro e que unem os seus povos através da religião.
     A situação geopolítica onde a humanidade se insere é esta, sob o domínio dessas estruturas, sendo que a maioria das populações não possuem estado-religião.
     Uma boa parte da população não tem acesso ao estudo. Quando eu digo não tem acesso ao estudo, não digo de política governamental, digo das circunstâncias individuais.
     Às vezes, dependendo do lugar em que se habita, tanto faz ter ou não ter estudo. Certa vez, numa escola de inglês via internet, uma jovem mãe nos contava que trabalhava doze horas por dia, tinha um filho pequeno e tentava aprender inglês e disse que não podia contar mais nada porque se contasse, ela perderia o acesso à internet. Os alunos que estavam online pediram a ela que dissesse o que quisesse e pudesse, porque aquela era a chance dela desabafar.
     Outra vez, um senhor foi interrompido por uma colega e ele respondeu que desde quando uma mulher podia interromper o que ele estava falando. Era ela mulher e que se comportasse como tal. Nesse caso, o professor pediu desculpas e disse que a conversa ficaria entre a escola, o homem e a moça em questão. Acabou a aula.
     Outra vez, o professor deu um número exato de minutos para cada aluno, como se fosse um debate de ideias e todos tinham que participar.
     A escola, em rede internacional, fazia com que pessoas do mundo inteiro participasse das aulas. Esse é o poder da rede. Milhares de conversas entre pessoas do mundo inteiro sob o escrutínio de uma escola não americana, diga-se.
     Em termos políticos, não falta quem queira ser o "manda-chuva do pedaço".
     As redes entram em qualquer dos dois sistemas, seja o triangular, seja o em linha.
     A estrutura em linha entra, mas não participa, age de lateral.
     O problema que se vê mundo adentro são as associações, os múltiplos interesses, as conveniências, etc.
     Cada dia se torna mais difícil se viver normalmente, pois parece que as formas de agir com violência adapta-se à rede com certa facilidade.
     E tudo o que não se quer é a violência e a radicalização de ideias.
     O combate à violência é a primeira urgência da humanidade. O combate ao que é pérfido, a língua bífida e as imprecações generalizadas, enfim a violência psicológica é a segunda urgência da humanidade.
     As incongruências sociológicas são visíveis no mundo inteiro e não é isso o que a humanidade média quer; a humanidade quer viver em paz, com alguns problemas passíveis de solução, e esse é o pensamento no mundo inteiro.
     A batalha no campo das informações privadas é visível, com leitura à disposição, ou seja, dos jornais. A escolha é do público. Cada um lê o que quer ler, a notícia que lhe apraz. Os leitores são jogados uns contra os outros e não se sabe de quem é o interesse de promover esse tipo de situação. Entre o jornal da minha cidade e o jornal de uma cidade a cento e cinquenta quilômetros da minha cidade a manchete é oposta, contrária e radical, sem meio termo.
     Parece que o desenvolvimento das cidades não aceita indecisos, mas aceita plenamente os radicais.
     O que realmente constrange são as redes, que são as mesmas, com os mesmos endereços nominativos, o que é inaceitável.
     A maioria das pessoas se comporta igualmente aqui e lá, são elas mesmas não importa onde estão. Ora, se eu não consumo algo na minha cidade, eu não consumo algo noutra cidade, porque eu viajo junto com a minha gastrite.
     Sinceramente, não é possível se entender que as opiniões sejam tão contrárias de cidade para cidade, quando os detentores das informações sejam as mesmas pessoas.
     A humanidade média precisa encontrar respostas pacíficas para esse confronto das estruturas de poder, até mesmo para promover o bem estar social e humanitário.
     Dessa vez eu acho que a paz não depende das estruturas de poder, depende das respostas com as quais se combate essa animosidade provocada injustificadamente, porque não se sabe que forma de dominação virá a partir dessas situações.
     Já refleti que chegue. Obrigada a quem ler.   
     

Um comentário:

Célia Rangel disse...

Uma leitura instigante e repleta de verdades inteiras com as quais convivemos e nem sempre sabemos administrá-las...
Abraço.