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terça-feira, 7 de março de 2017

Teste da Natureza / Crônica do Cotidiano

Teste da natureza / Crônica do Cotidiano

     Eu já disse que gosto de passarinhos? Diversas vezes.
     O que eu não esperava era um teste, no caso, prova elaborada pela natureza.
     Pelos lados de cá temos bem-te-vis, sabiás, chopins, pardais e, de vez em quando um ou outro colibri, um ninho de joão-de barro numa árvore próxima, além dos passarinhos azuis, que aparecem somente no mês de outubro.
     Esse passarinho com cor de passarinho, aquele que se disfarça em qualquer árvore.
     O passarinho resolveu atravessar à minha frente, caminhando e eu esperei que ele passasse, mas que nada, o passarinho viu que eu iria em frente e mudou a direção e começou a caminhar na minha frente.
     Eu, que estava séria, sorri e disse ao passarinho, num faz de conta de que ele entenderia.
     _Eu não estou vendo você. Continuarei andando.
     O passarinho levantou voo e ficou em cima de um muro (local público) e ficou me olhando.
     Parei também e fiquei olhando para ele. A distância era de meio metro.
     Foram alguns minutos memoráveis e desafiadores.
     Comecei a assoviar, imitando um bem-te-vi rouco, porque eu não sei imitar um bem-te-vi e ele não era um bem-te-vi.
     O passarinho dava dois passinhos para um lado, voltava e me olhava e, depois, dava dois passinhos para o outro lado e me olhava.
     Eu não tentei pegá-lo, era silvestre.
     Ele não voou para mim e se comportou como um animal silvestre.
     Por fim, eu disse "tchau" para ele, como se ele entendesse e fiz menção de continuar o meu caminho.
     Ele olhou para mim e pulou para o lado de dentro do muro em que estava.
     É indescritível a sensação de bem estar que esse passarinho me causou no espírito.
     Não pensei em fotografia, pois eu estava ali conversando com um passarinho como se fosse uma completa idiota. Uma idiota feliz.
     Confirmei à natureza o que já sabia sem ser sabiá. Eu gosto de passarinhos.
     Mas conversar e assoviar e, ele, a prestar atenção na minha paupérrima imitação, foi o máximo que podia acontecer.
     Não se consegue explicar tudo o que acontece na vida da gente. Tudo bem.
     Ele mudou o meu semblante e preencheu minha alma. Sem piar, harmônico olhar.
     Desejo que vocês possam provar e serem provados por essas delicadezas da natureza, em acordo à natureza que possuírem. Felicidades.   

2 comentários:

Célia Rangel disse...

Experiência incrível de vida em nossa vida!
Abraço.

Élys disse...

É bom quando temos uma oportunidade destas de ver que até um pequeno passarinho nos entende e enos faz sentir um doce sentimento de ternura.
Um abraço.
Élys.