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sábado, 3 de dezembro de 2016

Cuidando do Sobrinho / Crônica de Supermercado

Cuidando do Sobrinho / Crônica de Supermercado

     Consegui uma crônica na fila do supermercado. A tia, com vinte e três anos de idade, moça bonita e delicada com o sobrinho, de oito anos de idade.
     Ele pediu a ela um pacote de balas, daqueles de duzentos gramas, com balas de goma com formatos diversos.
     Ela disse a ele que comprasse e ele ficou olhando o pacote de balas.
     _Engraçado que eu nunca vi na sua casa esse tipo de bala em nenhum pacote. Você pode comer essas balas?
     O menino disse que sim, pode comer dessas balas de goma.
     A tia, preocupada perguntou se ele já havia comida dessas balas antes de hoje.
     _Sim, titia. Já comi.
     A tia, desconfiada, perguntou onde é que ele tinha comido dessas balas.
     O menino baixou a cabeça, pensativo, para dar uma boa resposta para a tia. Pensou em voz decrescente a resposta “já comi”. Repetiu, murmurando a pergunta: onde, onde, onde. Achou a resposta, uma resposta com sonoridade semelhante à pergunta:
     _Sim, titia, eu comi ontem.
      Eu comecei a olhar para os lados para não rir.
     Ela percebeu que a resposta não era verdadeira e disse a ele:
     _Eu acho que eu não vou levar você ao Shopping porque você vai me pedir coisas e eu não vou gostar disso.
     O menino olhou para a tia e disse com toda a educação:
     _Titia, pode me levar ao Shopping que eu não vou pedir nada para você.
     Ela olhou séria para ele e perguntou se ele estava falando sério.
     Ele, meio sem jeito disse que sim, que estava falando sério.
     _Se é assim, está bem. Vamos ao Shopping.
     Ele pensou em voz alta novamente:
     _Eu consegui as balas, por que eu pediria mais alguma coisa?
     A tia olhou para o menino com seriedade e perguntou o que é que ele tinha dito.
     _Nada não, titã. Posso abrir o pacote de balas aqui?
     Ela disse a ele para abrir o pacote de balas depois que as balas passassem pelo caixa e fossem pagas.
     O menino respondeu que iria esperar na fila até que a tia fosse à caixa registradora. E esperou, a tia estava muito séria e ele não se arriscou a dizer mais nada.

     Eu não tenho nada a ver com isso, mas tenho a impressão que o assunto entre eles se estenderá por mais tempo.

Um comentário:

Gracita disse...

Um bela crônica. E este assunto certamente não seria finalizado ali no supermercado.
Tenha um ótimo domingo
Beijos