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terça-feira, 14 de maio de 2013

Cirandeira

Cirandeira

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A moça diz ao padeiro

Que fique com suas tranças.

Desse amor, quem se faz fiandeiro,

Confia, mas leva as balanças.

 

Em hora certa o ponteiro

Menor fará as alianças,

À espera do outro, o carteiro,

Das novas, com boas lembranças.

 

A moça, de tempo inteiro,

Desenha ao vento, as tranças;

Nos fios, sonhando ligeiro,

Cabelos soltos, andanças.

 

Que venha o amor escudeiro,

Trigal dessas esperanças.

De dor o mundo anda cheio

E, chega de desconfianças.

 

Confiante, segue ao recreio.

Com graça, sorri às crianças,

Contente em seu devaneio

De mantas brancas e tranças...

 

Sem culpas, sorri ao padeiro,

Crianças, balanços, balanças...

Afastam do meio o vespeiro,

Relógio, tempo e mudanças.

 

O tempo é do rio, o cordoeiro

Que tece e cobre ventanas,

Tornando-se conselheiro,

Amigo do peito; enchanças.

4 comentários:

Wanderley Elian Lima disse...

Linda ciranda, parece coisa de criança, que ainda sonha com príncipes e ainda balança a trança.
Bjux

Célia Rangel disse...

Nas tranças da ciranda... a grande dúvida da esperança... o carteiro ou o padeiro... Ambos, alimentam...
Bj. Célia.

Eloah disse...

Adorei a ciranda.fez recordar das brincadeiras de crianças e " Das novas, com boas lembranças"" Trigal dessas esperanças". Lindo, terno e brando.Amei.Bjs Eloah

Nayane Kastter disse...

Doce inocência!!!

Belo!!!