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quinta-feira, 26 de julho de 2012

Não Sendo Aqui, Ainda Há Senão…

Não Sendo Aqui, Ainda Há Senão...

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O rapaz estudou doze horas por dia e conseguiu a sua aprovação ingresso como engenheiro militar.

Aviões, construções perfeitas, disciplina, saúde, visão de tecnologia, tudo em ordem.

Ele se apaixonou pela carreira e era bom. Sete anos depois, num dia qualquer, ele pediu baixa nas forças e saiu. Largou tudo, os amigos, a carreira, a disciplina; manteve a família.

A família, mulher e filhos foram o apoio para que ele saísse dessa doença desconhecida, parecia depressão, mas não se enquadrava no diagnóstico. Tinha trinta e dois anos e era o orgulho dos pais pela brilhante atuação como oficial. Vocação batalhada, suada e altruísta, tendo em vista a dedicação e o abandono da mocidade com empenho e alegria da carreira a ser seguida.

Pai e mãe entristecidos, para não dizer desesperados com a situação. Filhos assustados com o novo homem de calça jeans, com barba por fazer, cortando a grama do jardim e assobiando.

Clarabela, a mulher de infinito amor, pediu a ele que estudasse novamente, sem compromissos ou determinações, sem expectativas, sem planos, apenas para matar o tempo, ou, para mostrar aos filhos que estudar é bom independentemente de notas ou aprovações.

Amor pela mulher, ele tinha. Pelos filhos era um amor maior, diferente e especial.

_Pelo Ricardo, pelo Rogério e pela Anabela eu estudo. Quero que eles estudem e se façam e que sejam melhores que eu.

Engenheiro, estudando pedagogia para dar aulas de matemática nos colégios. Sem a menor intenção de saber onde esse estudo iria dar.

Hoje, nos colégios, é bem quisto pelos alunos; todos entre doze e quatorze anos. Diz-se feliz e conta aos alunos como se sentiu fracassado e fraco ao ponto de abandonar a carreira de engenheiro militar, a construção de aviões.

_Eu não sei o que mexe com a gente quando se trabalha com o espaço, com voos; é estranho. Eu tive que discernir e amar a todos os meus colegas, da aviação militar e civil. Foi o amor à vida que me trouxe até vocês. Peço que gostem da matemática, os números que nos levam ao bom senso, às decisões corretas baseadas em valores outros além das necessidades sociais e de autorrealização. É difícil amar quando se luta para manter a paz e se tem orgulho de estar nessa condição. A renúncia passa pelo crivo do seu próprio juiz, aquele que está dentro de você. Eu tinha um juiz militar dentro da minha cabeça e me impus rotinas desgastantes numa discussão interna das mais rígidas, creio que fui mais duro comigo mesmo do que o pessoal que lá exerce essa função. Eu pesava noventa quilos, era forte. Fiquei flácido, sem exercícios. Não suportando falar em exercícios e querendo manter a forma, deixei de comer, emagreci sem saúde. Não tenho vontade de me olhar no espelho, e por vocês, crianças, que podem ter essa vocação e que eu não quero que terminem a carreira como eu, é que eu me olho de cabeça erguida. Dou aulas querendo que vocês sigam as suas carreiras de acordo com as suas vontades, mas sem ultrapassarem os limites para chegarem onde desejam. Para terminar a exposição, quero que anotem a frase e a mantenham na contracapa do caderno de matemática:

“O limite do não retorno é o limite da queda.”

12 comentários:

Will Moa disse...

Excelente reflexão!

edumanes disse...

Esse rapaz espertalhão
Estudou doze horas por dia
Sendo assim, aqui não há senão
Há trabalho, felicidade e alegria!

Sem trabalho não se construiria
Não se sabe sem aprender
Por não ocupar lugar o saber
Por isso esse rapaz estudava doze hora por dia!

Boa quinta-feira para você, e viva a brilhante sabedoria.

Um abraço
Eduardo.

Célia Rangel disse...

Corageme audácia de recomeçar é um renascer muito valioso. Ser tão somente.
Bj. Célia.

Mona Lisa disse...

Fantástico texto, para reflectir.

Nada na vida se consegue sem determinação.

Beijos.

MARIA DA FONTE disse...

Comovi-me...Que mensagem linda! beijinho grande

aluap disse...

Quantas pessoas assim não haverá por este mundo fora?
Por vezes para responder aos desafios que a vida hoje traz é preciso recomeçar.
Continue através dos seus bons textos a proporcionar-nos boa leitura.

Voltarei depois de férias.
Abr./Paula

Magia da Inês disse...

彡✿✿⊱╮
"O limite do não retorno, é o limite da queda." Pouca gente sabe disso.
Bom fim de semana!
Beijinhos.
✿彡¸.•°`♥✿⊱╮

Giancarlo disse...

Un bel testo! buona serata e felice fine settimana...ciao

Álvaro Lins disse...

Sem mais comentários: gostei do texto!
Abraço

lucidreira disse...

Acho fantástico as coragens dessas pessoas que se determinam em fazer que para mim seria impossível.
Matéria para ler refletir, absorver e semear.
Abraço

Unai disse...

Precioso texto, lo que da la vida...

Un saludo

Jopz_B1B disse...

kurti