Loading...
Loading...

quarta-feira, 11 de maio de 2016

Com Televisão / Crônica do Cotidiano

Com Televisão / Crônica do Cotidiano



     Estou me inteirando sobre o país hoje porque fiquei sem televisão durante aproximadamente entre dez e quinze dias.
     Tenho ouvido comentários esparsos enquanto vou ao supermercado.
     Eu acredito que esse tempo de alguns meses é realmente necessário para o país se pensar e se resolver no que tange aos seus ideais.
     A primeira vez em que ouvi falar em petróleo foi na aula de ciências nos primeiros anos dos bancos escolares. O petróleo equivale ao ouro, é riqueza nacional. Como é que está esse “ouro” nacional hoje? Não sei. Também não sei quem saiba. O que eu sei é que o país precisa saber das notícias sobre o petróleo nacional, o seus lucros e os seus prejuízos. Precisamos saber onde o país mantém a exploração de petróleo e quanto à crise no oriente tem afetado a empresa chamada Petrobrás. As quantas andam o petróleo, os seus produtos e derivados comercializados? Não sei e, pense o leitor (leitora), que até mesmo os bancos privados publicam os seus balanços nos jornais. Como foi que terminou aquela crise e quais foram as suas consequências? Estamos desinformados.
     O que está havendo com a figura do eleitor comum, aquele não partidarizado ou engajado? Segundo os esparsos comentários durante as compras, os quais vieram a serem entendidos especificadamente hoje, é mágoa. Mágoa de quê? Bom, cada vez que um político destrata o outro, o eleitor sente-se destratado. Nada mais deprimente do que esse “Tchau querida e Tchau querido” respectivamente ouvidos numa única semana.
     Discute-se muito um conceito para a família, mas parece que esse conceito é mais óbvio do que parece: é um agrupamento entre grupos consanguíneos e afetivos que ocupam um mesmo espaço de convivência por vontade de todos os seus participantes.
     Sou de meia idade e o conceito de família naquele tempo onde se tentou criar a ideia do amor livre, a família foi discutida, não há maior liberdade de amor do que dentro de um lar. A legislação serve apenas para regular o que existe espontaneamente.
     O que está fora do conceito acima citado como família não é família e a lei não deveria legislar a favor do que extrapola esse conceito. Essa mágoa geral é oriunda, por mais que se possa achar incrível, de grupos que poderiam considerar uma conquista social. A lei extrapola os conceitos de família, pensem nisso, regularizando o que não é família. Esse parágrafo que parece conservador é, no entanto de grupos específicos que se sentem prejudicados, como os homossexuais, cabeleireiros, que possuem as suas famílias, muito embora ainda não regulamentada por lei. Apesar de tudo isso, a palavra proscrita está regulamentada para tristeza de muitos e muitas “dançarinas’.
         Parece que os problemas não acabam, vamos às queixas na saúde. Em consequência de uma mordedura canina o serviço de emergência solicitou a visita ao posto de saúde para os primeiros socorros. Aqui, eu abro um parêntesis para alertar a todos que: quando se sofre mordedura canina por cachorro de rua, a vacinação e medicação devem acontecer antes que se complete 24 horas após o acidente.  A vacinação ocorre prontamente nos postos de saúde indicados pelo SAMU, quanto a isso, o atendimento é exato. Uma vez que o atendimento foi realizado prontamente, as queixas dos demais frequentadores dos postos de saúde se fizeram ouvir. A medicação indicada pelo médico está na farmácia do posto de saúde ou na farmácia popular? Quando é que o paciente deve ou não comprar o medicamento em caso de não existência do mesmo dentro do posto de saúde? Em caso de efeitos colaterais desagradáveis como é que o paciente deve proceder tendo em vista a demora na concessão das consultas não urgentes? Qual é o período de espera considerado normal para um paciente atendido pelo posto de saúde? Eu não sei. O povo que frequenta posto de saúde também não tem orientações seguras.
     A reclamação continua na educação, as mães sentem-se temerosas quanto às escolas, elas largam tudo para irem até a escola, só que muitas vezes não está ocorrendo nada de errado com o filho (filha). Bastaria uma cartinha da direção dizendo que a criança tem bom comportamento e que as suas notas estão regulares e a mãe estaria sossegada. Acompanhar a educação de uma criança conta com a participação dos respectivos pai e mãe, mas isso não os deve sobrecarregar desnecessariamente.
     Indústria e comércio: quais são os mecanismos econômicos que podem aumentar o consumo sem aumentar a inflação mantendo o bom desempenho para as empresas. Essa é uma discussão entre empresários e governo. Não adianta promover um culpado e se conformar com a existência desses pseudo- culpados, é a conversa que resolve o investimento.
     Vamos ao governo, mais queixas. Seria obrigação de o governo promover a interação social instituindo o respeito às diferenças de pensamento como norma. Apontar onde estão os preconceitos, lembra o preconceito, mas não a erradicação do problema. Interagir é a melhor forma de acabar com os preconceitos e cabe ao governo fazer campanhas abrangendo as diferenças. Porque os vícios sociais existem entre iguais; é preciso que todos entendam que os seres humanos não são somente virtude, embora a busquem com todo o empenho e dedicação. O que deve se combater é a exploração do homem sobre o homem e tornarmos a convivência harmoniosa possível onde antes era improvável.
     Diante de todas essas dificuldades e reclamações, o tempo é necessário e a organização se faz necessária.
     Suponhamos que haja esse tempo. É óbvio que ninguém será excluído da discussão. NINGUÉM. Mas o tempo existirá como consequência do excesso da desinformação vigente.
     O meu problema é que eu tenho blog e ando sendo cobrada por muita gente.
     Se eu não tinha tocado no assunto até agora, está feito.
     Eu quero, antes de terminar o texto, mandar um grande abraço para cada um que se lembrou de que eu tenho blog e que estava quieta diante da crise. A opinião de cada uma dessas pessoas foi ouvida e, por fim, este texto é delas e, eu o assino agradecido.
    

     

Nenhum comentário: