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segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Poema ao Luar

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Gradam campos e pradarias,

Soltos pastam em seu descanso,

Pasta o gado por estes dias;

Passos fartos consome o campo.

Calçam botas e as montarias,

É o caminho do seu recanto,

Outros tantos e, quem diria...

Hoje acalmam e secam prantos.

Corre o tempo que assim urgia

Nesse longo e verde acalanto;

Horas largas ao fim do dia

Trazem folga estando ao entretanto...

Foge o sol, vai-se a nostalgia,

Chão de palha estrela o manto

Prata, a lua que romanceia

Esse céu, noite sul, descanso.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Prima-Dona

Prima-dona

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Um sorriso

Impreciso

Ilumina,

Reanima.

Imprevisto,

Mostra o viso,

Canta a lírica

Prometida.

Sem juízo

Vive o vinho,

Livra a sina

Solta à vida.

Sem aviso,

Seu motivo

Predomina,

Canta a rima.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Poesia de uma frase… possível.

Existe um lugar onde tudo é possível e este lugar é aqui.

There is a place where everything is possible and this place is here.

Hace un local … Ola, que tal?

Barbie 50 anospiano musicAnotaçãoPazCoração vermelhoDedos cruzadosSmiley virando os olhosmatrioskaAnotaçãoPazCoração vermelhoDedos cruzadosSmiley virando os olhos

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Pensamentos Soltos nº3

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Todos caminham inexoravelmente ao encontro marcado com o desconhecido, ao próximo segundo que até terminar de ser soletrado já terá passado. Quem disse isso?

Experiência essa que você não tinha planejado e, no entanto, já viveu e faz parte do seu passado nesse exato momento.

Os próximos segundos minutos e horas você não adivinha. Como adivinhar que a moça do supermercado lê o que você escreve? Isso você não imaginava! Ela sabe o seu nome e as suas preferências de consumo. Ela é a sua fã incondicional. Ao saber que você tem um leitor assim, como se fosse um tiro à queima roupa, você se pergunta se está adequadamente trajado para a ocasião de conhecer o seu leitor. Pelo menos você está com jeito de quem tomou banho e as suas roupas têm o cheiro do sabão em pó da sua marca preferida e a sua leitora conhece os produtos que você compra para lavar a sua roupa suja. Incomoda? Justamente naquele dia no qual você estava com uma pressa tremenda e deixou o perfume para depois?

Esse é o desconhecido, o que você ignorava. Agora você sorri e pergunta o nome dela e diz da imensa alegria dela te ler.

O desconhecido é aquele pássaro que entra na sua casa e você fica com aquela expressão de bobo tentando ajudá-lo a encontrar o jardim.

Mas você segue rumo ao encontro com ele: Você viu? Você sabia? Você não viu e nem sabia. Você estava guardando a comida que sobrou da janta na geladeira quando o apartamento lá em cima teve um princípio de incêndio, os bombeiros vieram, e o fogo apagou, os vizinhos saíram do prédio, o porteiro ficou tão nervoso que saiu correndo e não interfonou para nenhum morador. Quem viu a fumaça do lado de fora, não entrou e quem sentiu o cheiro porque morava lá em cima saiu pela escada. E, você? Você estava com a atenção voltada ao programa de televisão que explicava o verdadeiro benefício de adicionar a abobrinha ao seu cardápio semanal. Pombas!

Foi aí que eu aproveitei para tirar uma fotografia da pomba, assustada com o barulho e a fumaça que eu não vi que entrou na minha cozinha. Além da comida, da televisão, eu também tinha a pomba ao alcance das mãos.

Assim é a maneira como o desconhecido, vizinho de vocês; ele se apresenta e vocês marcam um encontro todos os dias na hora que ele quiser.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Bragi – o deus da poesia / mitologia nórdica

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I

Os seus cantos as guerras entoavam,

O deus versos declama poesias;

Evocado nos gelos que inflamavam

Os mais nobres desejos. Fantasia

Dos gigantes vencidos que ensejavam

A fronteira do céu ao vir desse dia.

II

Da presença de Iduna desfrutavam

As maçãs preciosas. Dividia,

A divina, a beleza que esperavam,

Numa caixa guardada que aprazia.

Eternizam os deuses que encontravam

Juventude, a vaidade em primazia.

III

Ao seguirem maçãs, auto-invocavam

Os poetas: Verseja todo o dia

Ao lirismo que faz desse divã

O pensar numa vida, assim vadia.

Resolvendo ficar na tal maçã

Cuidará da verdade luzidia.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Noções–inspirado na mitologia nórdica

Noções                                            polo norte

Mitologia nórdica

I

Gigantes são formados nesse lácteo

Alvar. Desse arco-íris se dizia

O céu, e abaixo o vapor em forma d’água.

Um polo ao arco terrestre induziria

Num próximo futuro atemporal

À mostra desse rol, geografia.

II

Gigantes continentes viram palco

Da Terra apresentada, alegoria

De Odin, Vili e Ve. Sal do Ymir, astral

De um nórdico valente. Moradia

Enorme desse freixo original

Impuro. Magnetismo que surgia.

III

No eterno inconcebido como tal,

Embla e Aske; a esse casal a primazia.

Criados num castelo com um lauto

Banquete. Nessa arcada se fazia

A “nova”, legendada do casal

Adão e Eva, numa história à revelia.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Mitologia Fantástica

Mitologia Fantástica – Tétrica

Inspirado na mitologia Egípcia

I

Eis um mito originado, Tífon

E o grosseiro funeral de Osíris.

O caixão metrificado do Egito

Na medida do sapato, da íris

Invejosa no tamanho dito,

No traçado das vinganças vis.

II

Era um deus falsificado e Milton

Alegrou-se com seu fim ipsis

In Ipssimus! Uma febre, o tifo

Inspirado no temor. Ides,

Nada mais descomunal. Um rito

Abissal, anti-odisséia de Ulisses.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Latino – O Elo Encontrado

Latino – O Elo Encontrado

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Precisava de um guerreiro

Bem disposto. Planejava

Com Lavínia no terreiro

Um destino que almejava:

Conquistar o mundo inteiro.

Vem Eneas aventureiro

Precisando de uma clava,

Um apoio uno e derradeiro,

Porque a Grécia não deixava

Terminar o seu tinteiro.

Muitas lutas no seu meio,

Sofrimento que alijava

A subir um mar inteiro

E encontrar a sua tábua,

O seu remo, o seu roteiro.

Com Lavínia, tudo feito;

A donzela que aceitava

O papel casamenteiro,

A mulher que se enfeitava

Num contexto bem brejeiro.

D’uma união nasceu um herdeiro

O seu nome, Iulo, visava

Um futuro alvissareiro;

Alba Longa planejada,

De um eterno sobranceiro.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

De Circe

De CirceMaga_Circe_o_Melissa_-_1520_-_Dosso_Dossi1.520 Dosso Dossi

I                                                                      

Para chegar à Sicília

Há que cuidar com Sibila

Nessa jornada.

Nesse vagueio, o monstro Sila,

Plasma que cega e maquina,

Surge do nada.

Toma cuidado na sina,

Pode o Caríbdis a azia

Dar-te a almoçar.

II

Sela os ouvidos e vigia

Para evitar a sinistra

Voz da chamada.

Há que forçar a vigília,

Sopra esse vento em guarida

À retirada.

Solto o corcel ventania,

Náufrago ao léu cercaria

A admoestar.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Os Grous de Íbicus

As Eumênides cantavam, mas os grous (aves que presenciam a cena) da morte de Íbicus, um músico, descobriram os seus assassinos com essa frase:

“Os Grous de Íbicus”clip_image002

Na trilha do escuro bosque surgiram

Ladrões. Com a música, Íbicus segue,

Num ato perece. As aves que viram

A morte, a pedido, tramam seu blefe.

Os grous a flanar na festa seguiram

Os rudes, de ferros soltos à plebe

Entregues. Dois gritos rompem e guiam

A turba. _Dois réus, dois maus se percebe!

_Confessos, punidos pelos grous! Voam

No enorme e celeste véu a festejar

A justa função de amor dos que doam.

Os versos e cantos de Íbicus entoam

Nas vozes corais brilhantes. Rumam

Ao Sul, grous da excelsa glória a acenar.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Estevão

Estevão

Diga-me que as pedras que levaste

Hoje mesmo pesa em outras costas;

Culpas teus algozes a um desgaste

Pífio e vadio e assim te mostras.

Tantas as pedradas de arremate,

Raiva descabida, lambe-botas

Ágeis que impuseram xeque-mate.

Saibas desse Amor de quem tu gostas!

Ombros dos umbrais aos quais quedaste,

Coro de mortais inomináveis,

Nesses, os que esquecem a “Livre Haste”.

Grande sofrimento o qual passaste,

Dessas aflições abomináveis;

Átrio insistente de um contraste.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

O médico e a múmia

Doutor,múmia

I

Não uso droga,

Vou cuspir

Nessa toga.

Sem mentir

Pra ser moda,

Ou fingir.

II

O seu nome,

O seu poder,

O seu dote,

O seu foder,

O seu poste

Vai arder.

III

Nesse chão

Sem justiça

No balcão,

A preguiça

Não dá a mão

À carniça,

Charlatão.

IV

O delatei,

Denunciei

Seu crachá.

Vingarei,

Buscarei

O caçar.

V

Torturou

Sem razão,

Não tratou

Um ladrão.

Procurou

Confusão.

VI

Encontrou

Essa fera,

Transformou

A quimera

Em formol

Atmosfera.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

O Rato–poesia

O Ratoclip_image002

Procuram um protagonista

Para a praça morta. Desmaio

À vista do maratonista

Que some e se oculta num raio

De desmandos de um arrivista.

Calaram uma poetisa

Que está em silente soslaio

E vive e ama um idealista.

Um grande do suspeito ralo

Quer briga com a pacifista;

O escape do engano do rato

Persegue-a contra a conquista.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Meu Nome e Curiosidades

Meu nome:

Yayá (Iaiá – Dicionário Houaiss): tratamento que se dava às meninas e às moças, muito usado no tempo da escravidão.

Um nome brasileiro, bem brasileiro!

Petterle: Origem Austro-húngara. Moradores de Verona- Itália. Na época da unificação da Itália alguns descendentes de austro-húngaros vieram para o Brasil, inclusive o engenheiro que me deixou esse sobrenome. Um nome com sabor de pizza mezzo italiano - mezzo chucrute.

Portugal: Adivinhe a origem Manoel! Alhos.

Moral da história: brejeira como brasileira, mas teimosa.

Religião: Batista e preciso oficializar essa opção. Uma igreja com a origem nos puritanos ingleses.

Mais sobre mim não falo e, no entanto não me calo.

Ficarei no blog e nos livros. Assim os “egípcios” não se incomodarão e poderei escrever livremente. O que é que eu tenho a ver com eles? O filme é produzido, dirigido e editado por eles, fora do circuito. Fiquemos com a produção comercial de cinema.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011