Rio de Janeiro

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O blog da Nina, menina que lia quadrinhos.

domingo, 30 de dezembro de 2018

Capricho

Capricho


Que tanto que eu não sei,
Que nunca vou saber,
Se esse tanto eu não sei,
É normal não saber.

Da sapiência, escrevei
Vós, que pensais saber,
No entanto, compreendei,
Que há quem não há de saber,

E não sabe porque hei
De saber, se o saber
É outro do qual bem sei;
É capricho esse saber.


sábado, 29 de dezembro de 2018

Magnificente

Magnificente



À luz, intensa;
 Ao céu, algo imensa,
Mas diferente
E permanente,

Quando se pensa,
Que de tão densa,
Fez-se coerente
Ao equivalente

A essa nascença
Nessa presença
Ambivalente,
Magnificente.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2018

Uma Saudade


Uma Saudade

Tem gente que a gente quer bem,
E quer sem motivo ou vintém.
Parece que a alma é desejosa
De verso, de melodia e prosa.

O tempo é que é um porém
Que passa e é menos que um aquém
Porque deixa saudade em rosa
De alguém que foi mais que graciosa.

Gostar não é feio: é sentir-se bem
E ouvir-se na letra de alguém
De tom gentil e forma airosa,
Que a vida admira o sol e a rosa.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2018

Presente de Natal / Crônica do Cotidiano

Presente de Natal / Crônica do Cotidiano


     Foram algumas horas conversando sobre cultura e música, sobre igrejas e Deus e o Evangelho.
     Conversamos em voz alta e as pessoas em volta estranhavam a conversa.
     Bebemos água mineral, mas a conversa foi genial.
     Conversamos sobre o prazer que a música traz. É um prazer que é muito além de sexo.
     Ele estuda a Bíblia e recitou o Evangelho de Mateus. Eu li a Bíblia.
     A jornalista de uma emissora de televisão onde ele se apresentou, eu não sei o motivo, mas me chamou e disse para pesquisar sobre ele, conto dessa tarde emocionante sob a tutela cultural de Ariel Veloso.
     Eu disse a ela que eu estudava música para deleite próprio. Levarei as composições do Ariel para as minhas aulas de música.
     A jornalista contou da produção do programa da Ana Maria Braga, onde ela conheceu o Ariel.
     Ela deve ter se divertido com a conversa minha com o jovem talentoso e pronto para fazer sucesso em nível nacional.
     Ela fez uma pesquisa sobre pontos de vista em comum entre pessoas que têm a música no seu dia a dia, estudante, amadora e aquele momento em que o profissional tem que se assumir enquanto profissional.
     Ele ficou surpreso com a atitude dela, muito gentil, cordial, e seguindo a rotina dela de mostrar aos demais o que é uma produção musical.
     O produtor musical quer a música chamada de comercial, aquela que atinge toda a população, mas o compositor quer ser artesanal, porque é muito amor colocado em cada linha de uma canção.
     Não que eu seja uma pessoa com falta de inteligência, mas a inteligência daquela senhora me deixou encantada.
     _Eu não quero dizer mais nada. Eu amo o Ariel e todas as canções dele. Conversem que eu escuto.
     Que senhora educada, como ela soube conduzir essa entrevista informal de uma maneira  adequada e fina. O seu marido sorria com polidez e não interferia em nada do que ela dizia.
     Eu pedi para comprar um cd autografado dele. E insisti.
     Uau! Ele providenciou o cd autografado.
     A jornalista sorriu.
     A emissora apoia o cantor e compositor Ariel, mas para se tornar conhecido é preciso acordo com a produção para a divulgação do seu trabalho.
     Se sorrio, é com nervosismo, porque é a vida dele esse trabalho musical.
     Eu sou dona de casa. Mas parece que a tartaruga em que vivo não comeu esse jeito de gostar de música. Ao mesmo tempo, quando a professora mandou mensagem sobre aula e Natal, ela me confortou sem o saber que o fazia.
     _Ah! Dona de casa! A Ana Maria faz programas de televisão para donas de casa. Musicista? Ótimo!
     O peso da responsabilidade de estar entre uma jornalista de São Paulo e um compositor de talento e muito conhecido na Bahia, a a sua terra amada.
     Ele muito culto, perguntou sobre o tipo de música e o que eu achava sobre a música popular.
     Eu disse o básico: que haviam músicas de dois acordes e havia a música.
     Ela se divertiu com a gente conversando, e incentivava:
     _Converse com ele. Ele precisa ir mais longe!
     Pesquisem e ouçam Ariel Veloso no Youtube.
     Que presente de Natal! Obrigada Papai Noel.
     

quarta-feira, 26 de dezembro de 2018

Candeeiro

Candeeiro


O exagero
É o tempero
Que se quer,

Corpo inteiro,
Som maneiro,
Bem-me-quer

Ao candeeiro
Que é festeiro
Onde estiver.

terça-feira, 25 de dezembro de 2018

Eles Querem Uma Explicação / Crônica do Cotidiano


Eles Querem Uma Explicação / Crônica do Cotidiano

     Pegamos um guia turístico que não para de rir. Ele se tranca na cabine do e com o motorista, mas a risada é contagiante.
     Centenas de paranaenses, catarinenses, gaúchos e paulistas resolveram passear nesse Natal.
     Discute-se passeios. São Paulo é pura internet, Santa Catarina tem as estradas com lentidão, e no Rio Grande do Sul, o bom é ir até Gramado nessa estação de Papai Noel.
     Alguém lança uma carraspana contra a companhia de turismo:
     _Vocês providenciaram uma invasão, depois não se queixem. Vêm todos pra cá. Além de nós, digamos, "sulistas", franceses, americanos, chilenos, argentinos, enfim aquela confusão de linguagens.
     O mundo parece que resolveu fazer uma festinha particular por aqui.
     Interagimos entre todos, mas catarinenses e paranaenses e gaúchos, enfim faz-se uma roda e dá-lhe falar bobagem.
     Alguém pergunta:
     _O que vocês acham da política?
     Alguém responde:
     _Eu dou a minha palavra que paro de tomar a cerveja agora se esse assunto persistir. Volto a tomar cerveja para o ano que vem. 
      Desconversa:
     _Você não toma cerveja?
     _Não tomo cerveja e participo da roda dos pratos.
     Ah!
    É mesmo. Num restaurante lotado, a moça deixa os oito pratos com garfos e facas em cima da mesa e corre para buscar o pedido da outra mesa de paranaenses, catarinenses e gaúchos.
     Com fome, reparti os pratos e os talheres, afinal é Natal, e repartir faz parte da festa.
     A ideia excelente. Faz-se uma mesa enorme num restaurante e pede-se todas as contas em separado. Ninguém paga o que não pede para comer.
     Uns dão liberdade aos outros para comprarem sorvetes sem aquela chatice de dizer sobre as calorias do sorvete.
     A essa altura do Natal tem gente elogiando o Trump e as suas fronteiras, mas é pilhéria.
     Outro acrescenta que, se existir algum plano para invadir a Nigéria, estaremos em maus lençóis, porque ninguém que seja sensato no Brasil vai admitir tal absurdo, mas doamos alguns trocados para as crianças flageladas pelo tsunami na Indonésia. O tsunami é verdadeiro, mas não sabemos se o dinheiro doado vai para lá.
     A gente não sabe se é verdade, mas na dúvida, nenhum catarinense foi menos generoso que gaúcho e paranaense. Paulista fica olhando, São Paulo é grana.
     Passeio com preços acessíveis, é algo que vale à pena.
     Em compensação ninguém quer viajar durante o Ano Novo.
     De volta à rotina!
     Feliz Natal!
     Um Feliz Natal ao guia turístico com ataque de riso também!  

segunda-feira, 24 de dezembro de 2018

Feliz Natal

Feliz Natal

     A gente está em busca desse estado de espírito, esse estado de espírito abençoador. Mais nada. Que esse estado de espírito seja alcançado com a esperança do nascimento do menino Jesus.