Para Ler Atentamente/ Crônica do Cotidiano.

Filas interessantes, mas o caso vexatório para a senhora acompanhada da filha à minha frente.
Ela foi fazer uma troca de produto tanto quanto eu.
O sistema recusou-se a fazer a troca para ela. Ela perguntou várias vezes por que e a resposta não estava no computador da loja.
Ela perguntou ao atendente se constava alguma dívida não paga por ela.
O atendente disse que não. O cartão de loja pertencente a ela estava bloqueado na loja.
A senhora disse que ela sabia qual era o problema.
O atendente perguntou se ela devia no cartão da loja.
A senhora contou que havia recebido um email dizendo que constava a dívida por não pagamento referente a uma compra e que ela ligou várias vezes para o SAC (Serviço de Atendimento ao Consumidor) e a resposta a todos os telefonemas era de que não constavam dívidas no CPF dela perante a loja. Ela não fez aquela compra, mas pagaria se soubesse o valor da dívida.
O atendente perguntou se ela havia consultado a SERASA (Serviço de Consulta a Pendências e Protestos) para verificar se havia alguma dívida no número do CPF dela.
Ela havia consultado a SERASA e o SEPROC (Serviço de Proteção ao Crédito) e nada havia contra ela.
Eu me meti na conversa e pedi a ele que chamasse alguém responsável pelo setor para atendê-la.
O atendente disse que chamaria o responsável pela troca de produtos, mas que o departamento de cobrança era terceirizado e que ele não liberaria o cartão de loja daquela senhora.
Ele me passou à frente da senhora e o meu produto foi trocado na hora.
A senhora olhou para a filha e disse o quão caro era ser correta e querer pagar as contas, ou, descobrir, ao menos que dívida era aquela.
O atendente sugeriu a ela que fosse aos cartórios para verificar se havia algum título de protesto contra ela. Perguntou ainda há quanto tempo ela se encontrava naquela situação.
A senhora respondeu que havia dois anos do email, dos vários telefonemas aos números indicados, das várias negativas de dívida no sistema da loja, mas que o cartão dela somente poderia ser liberado após a solução do caso, houvesse dívida ou não.
Ela ironizou o atendente e disse para mim que há dois anos ela compra todos os meses algum produto para tentar o atendimento que precisa. Ela não consegue cancelar o cartão da loja.
A loja entrou para a família dela, todos os parentes e amigos sabem da dívida fantasma que ela tem perante a loja.
Ela também se queixou que não consegue ir ao PROCON (Serviço de Defesa do Consumidor) sem provas o que de fato é constrangedor para ela. A loja nega a dívida, mas bloqueou o cartão dela pela dívida que não existe.
O fato é que não saberia como defendê-la junto à gerência, ela precisaria de um advogado para ajudá-la nessa situação.
Eu me despedi dela desejando boa sorte a ela e contente por não ter o cartão da loja.
O atendente me retrucou na hora dizendo que eu tenho o cartão e está válido, o uso do mesmo está a minha disposição.
Ele me pegou de surpresa. Olhei a tela e vi que estava tudo em ordem.
O meu cartão tem muito tempo e ainda não o utilizei e essa foi uma boa ideia.
Aqui entre nós, que situação absurda!
Se alguém souber do que fazer nesses casos, que faça uma postagem no seu blog e divulgue no Google mais, penso que será de utilidade pública.