Rio de Janeiro

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O blog da Nina, menina que lia quadrinhos.

quarta-feira, 30 de abril de 2014

Flores de Maio

Flores de Maio

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A beleza de maio

Que permite um jardim

A se ver num jasmim

De libélula e ensaio,

 

É o conforto de Caio,

O das rosas sem fim;

Romantismo de mim

Aos caminhos de saibro.

 

Sem olhar de soslaio,

Num por que se diz sim,

Todo amor é carmim

De buquê, porque é maio.

terça-feira, 29 de abril de 2014

Meninice

Meninice

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Todo o trabalho excelente

Cria um rebuliço excedente;

Queira ou não queira, já disse.

 

Povo que a língua não sente

Toca a viola presente,

Canta o chá-chá-chá e o maxixe.

 

Viva essa terra da gente,

Vibra o teclado contente;

Dança de rua é sandice.

 

Dança, que a dança é frequente,

Bisa com voz pertinente,

Ri-se dessa meninice.

segunda-feira, 28 de abril de 2014

Experiências

Experiências

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Mais velha que um país,

Parece que é atriz,

No entanto, é a experiência,

Que afirma a eficiência.

 

E faz o que diz,

Não se arrisca um triz.

Quem usa a paciência,

O sabe a consciência.

 

E nessa matriz

De tudo o que quis,

Não fala a carência

À sua paciência.

 

Espera e bendiz,

Do tempo aprendiz,

Ao olhar a aquiescência

De um guia, o da experiência.

domingo, 27 de abril de 2014

Ping-Pong

Ping-Pong

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Emoção é sujeito,

Também oração;

Predicado feito,

 

Que bate no peito

E apanha a canção

Com todo o respeito.

 

E diz que é bem feito

 

Amar de paixão.

sábado, 26 de abril de 2014

Para Ler Atentamente / Crônica do Cotidiano

Para Ler Atentamente/ Crônica do Cotidiano.

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Filas interessantes, mas o caso vexatório para a senhora acompanhada da filha à minha frente.

Ela foi fazer uma troca de produto tanto quanto eu.

O sistema recusou-se a fazer a troca para ela. Ela perguntou várias vezes por que e a resposta não estava no computador da loja.

Ela perguntou ao atendente se constava alguma dívida não paga por ela.

O atendente disse que não. O cartão de loja pertencente a ela estava bloqueado na loja.

A senhora disse que ela sabia qual era o problema.

O atendente perguntou se ela devia no cartão da loja.

A senhora contou que havia recebido um email dizendo que constava a dívida por não pagamento referente a uma compra e que ela ligou várias vezes para o SAC (Serviço de Atendimento ao Consumidor) e a resposta a todos os telefonemas era de que não constavam dívidas no CPF dela perante a loja. Ela não fez aquela compra, mas pagaria se soubesse o valor da dívida.

O atendente perguntou se ela havia consultado a SERASA (Serviço de Consulta a Pendências e Protestos) para verificar se havia alguma dívida no número do CPF dela.

Ela havia consultado a SERASA e o SEPROC (Serviço de Proteção ao Crédito) e nada havia contra ela.

Eu me meti na conversa e pedi a ele que chamasse alguém responsável pelo setor para atendê-la.

O atendente disse que chamaria o responsável pela troca de produtos, mas que o departamento de cobrança era terceirizado e que ele não liberaria o cartão de loja daquela senhora.

Ele me passou à frente da senhora e o meu produto foi trocado na hora.

A senhora olhou para a filha e disse o quão caro era ser correta e querer pagar as contas, ou, descobrir, ao menos que dívida era aquela.

O atendente sugeriu a ela que fosse aos cartórios para verificar se havia algum título de protesto contra ela. Perguntou ainda há quanto tempo ela se encontrava naquela situação.

A senhora respondeu que havia dois anos do email, dos vários telefonemas aos números indicados, das várias negativas de dívida no sistema da loja, mas que o cartão dela somente poderia ser liberado após a solução do caso, houvesse dívida ou não.

Ela ironizou o atendente e disse para mim que há dois anos ela compra todos os meses algum produto para tentar o atendimento que precisa. Ela não consegue cancelar o cartão da loja.

A loja entrou para a família dela, todos os parentes e amigos sabem da dívida fantasma que ela tem perante a loja.

Ela também se queixou que não consegue ir ao PROCON (Serviço de Defesa do Consumidor) sem provas o que de fato é constrangedor para ela. A loja nega a dívida, mas bloqueou o cartão dela pela dívida que não existe.

O fato é que não saberia como defendê-la junto à gerência, ela precisaria de um advogado para ajudá-la nessa situação.

Eu me despedi dela desejando boa sorte a ela e contente por não ter o cartão da loja.

O atendente me retrucou na hora dizendo que eu tenho o cartão e está válido, o uso do mesmo está a minha disposição.

Ele me pegou de surpresa. Olhei a tela e vi que estava tudo em ordem.

O meu cartão tem muito tempo e ainda não o utilizei e essa foi uma boa ideia.

Aqui entre nós, que situação absurda!

Se alguém souber do que fazer nesses casos, que faça uma postagem no seu blog e divulgue no Google mais, penso que será de utilidade pública.

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Certezas

Certezas

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Não serão pescadores,

Os que juram amores,

Num mar de alma à Mariana,

A dizer por quem brama?

 

Ao embarcar sem temores,

Suspirando aos valores

Do pescado em rama,

Sem sombreio ao panorama,

 

A pescaria tem humores

De aquietar prosadores,

Ao luar que proclama

A bucólica chama.

O Mal

O Mal

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Eu procuro escrever crônicas saudáveis e reflexões positivas e essa não será diferente.

Mas, que o mal existe todos sabemos.

Como reconhecer o mal? O mal é tudo o que faz com que você se afaste do bem, mas existem algumas maneiras de identificá-lo.

As pessoas boas e que te querem bem não vem dizer do que você não tem: a infância e a juventude e de tudo aquilo que você não tem e nem mais terá, embora para Deus nada seja impossível, mas alguns fatos falam por si.

São lugares dos quais os bons devem se afastar, pois para que conviver com o que te faz mal?

Todos nós já perdemos amigos e familiares, boas pessoas que deixaram saudades boas. São as saudades das horas felizes as que ficam para sempre.

A energia ruim vem te lembrar das doenças e dos sofrimentos dos pacientes, vem lembrar que você precisa disso e daquilo, e vem com vontade de tirar a sua energia boa para viver o que te cabe.

Naquela hora do café ou da vitrine, naquela hora em que você olha distraidamente uma borboleta colorida que pousa delicadamente numa flor, naquele momento em que você percebe que ainda há muita beleza na vida, não permita que nada tire esse seu momento.

Os bons momentos independem das obrigações de cada um. Às vezes, é de dentro de um coletivo que você observa as mais lindas borboletas e pássaros exóticos e, observa, porque o cansaço físico deixa a mente livre para essa beleza, visível algumas vezes, como às vitrines e as borboletas, mas invisíveis outras tantas; por exemplo, cito um colegial se levantando para ceder o banco onde está sentado para a senhora gestante, sorrindo por fazer o que faz.

O espírito duro vê em tudo uma obrigação, mas os bons momentos existem para todos.

Há muitos anos atrás existiu uma senhora que ganhou o apelido de “Senhora Doença” porque era o assunto dela.

Eu lembro que me preveniram sobre ela:

_Fique longe dela. Ela é convincente e ao parar de falar você sentirá uma vontade irresistível de fazer um exame completo para verificar a sua saúde.

No dia em que não evitei, à noite fui ao médico com uma dor de garganta terrível. Se, tomei sorvete e conversei sobre doença, foi certeira a visita ao médico.

Existem revistas que dizem que são pessoas vampiras, pois sugam o seu bom humor e a sua disposição.

Espero que esse texto não seja usado como desculpa para deixar os bons compromissos de lado. Amar o próximo é bom e ajudar a quem precisa também, não é disso que se trata aqui.

Há outra situação que vivi e não fui educada. Encontrei alguém que voltava das últimas homenagens de um conhecido dela. A pessoa começou a descrever o cadáver.

Com todo o respeito, eu disse: Sinto muito por você, mas estou ocupada.

Todos nós podemos estar ocupados quando nos encontramos com pessoas que tiram a gente desse caminho bom.

É por isso que dizem que o mal é pensar que o mau não existe.