Rio de Janeiro

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O blog da Nina, menina que lia quadrinhos.

segunda-feira, 4 de agosto de 2025

Essência

Essência


Restaurar

Pela arte,

Esta parte


Que a se doar

Se reparte

À la carte


Num jejuar,

E sobra arte.




 

domingo, 3 de agosto de 2025

Tempo de Domingo

Tempo de Domingo


Lá vem o tempo

De começar;

De novo, o tempo


E o pensamento

De em Deus confiar

Todo o momento,


É Dele o tempo

E o caminhar. 

sábado, 2 de agosto de 2025

Melhor do Estômago Apesar das Águias de Estimação / Minicrônica

 Melhor do Estômago Apesar das Águias de Estimação / Minicrônica



     Estava eu saindo de casa durante a semana, quando observo este animal comendo alguma coisa e resolvi tirar uma foto.

     Caminho mais um pouco e desvio um pombo morto no chão.

     Comecei a me perguntar se estava num filme do canal geográfico sobre a natureza, pois acabara de ver a ave se alimentando de um pombo cujos restos ainda estavam na calçada.

     Pergunto daqui e dali e descubro que são duas dessas aves que visitam o telhado do edifício de vez em quando.

     O meu estômago está melhor, mas naquele momento ele não ficou satisfeito.

     Chamei a águia de animal por matar e comer um pombo sem timidez.

     Pelo menos ela parecia aborrecida após a refeição.

     É a natureza das coisas em contraponto a humanidade.

     O ser humano cozinharia, concordam?

     Grata pela leitura. 

sexta-feira, 1 de agosto de 2025

Excentricidade

Excentricidade


Nesse fazer, mania

De não parar o dia

Até quando cansar,


Metrônomo que pia

O som da companhia

Nos ouvidos do lar


E faz a correria,

E a pausa a melhorar.


 

quinta-feira, 31 de julho de 2025

Dinâmica

Dinâmica


Para me refazer,

Não fazer, contrassenso

Que acato quando penso

N'algo pra me aquecer,


  Dinâmica de ser

Sem que seja esse o imenso

Esforço do não intenso,

Mas também não esquecer


De ver o entardecer

E a linha por extenso

Nesse azul que é pretenso,

E que vai esvanecer


Até que o amanhecer

A refaça no lenço

Da névoa do bom senso,

E acordar por fazer.


quarta-feira, 30 de julho de 2025

Inteligência Artificial? Crônica do Cotidiano

 Inteligência Artificial? Crônica do Cotidiano


     Não que seja para rir, mas é.

     A amiga de um parente próximo veio fazer visita.

     Conversa vai, conversa vem, eu reclamei da falta de pessoas para atender o telefone no Serviço de Atendimento ao Consumidor e na facilidade com que diversos telefonemas de marketing acontecem no dia a dia.

     Eu não sabia que ela era a responsável por um departamento de I.A.- inteligência artificial.

     Eu tinha recebido diversos telefonemas e mensagens para que aproveitasse algumas promoções.

     Na semana passada tomei a decisão de ir até a loja e perguntar sobre a promoção para desfazer qualquer mal entendido que tivesse causado naquela conversa.

     Cheguei na loja e perguntei sobre preços e sugestões da empresa, e com tempo para conversar.

     O atendente fez diversas sugestões e gostei de uma das sugestões, ao que, solícito buscou os dados para me repassar.

     De repente um cheiro de café quente e recém passado chegou ao meu olfato.

     _Que cheiro bom. A cafeteria é próxima? Perguntei.

     Era a colega dele que tomava o café.

     O atendente pediu para que eu o aguardasse um momento.

     Pegou um copo de café para ele e trouxe um para mim, perguntando se eu gostava de muito açúcar ou pouco açúcar.

     Chegou mais um colega, rindo, e sem café.

     Conversávamos e tomávamos café numa reunião informal e divertida, todos rimos.

     O atendente se divertiu com a situação quando eu perguntei dos telefonemas.

     _Esse é o departamento da inteligência artificial. O pessoal do marketing toma água para hidratar a garganta.

     E nós, café, agradeci.

     Agora nem sei se elogio a Inteligência Artificial ou a cortesia com que recebi aquele copo descartável com café e pouco açúcar e a conversa animada cheia de promoções.

     Grata pela leitura. 

      

terça-feira, 29 de julho de 2025

Poncho

Poncho


Desta vez,

Tudo certo.

Longe e perto


Sou freguês;

Geada perto,

Me conserto


Sem talvez,

Me acoberto.