Rio de Janeiro

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O blog da Nina, menina que lia quadrinhos.

sexta-feira, 14 de junho de 2019

Improviso


Improviso

Deixar a brisa
Enternecer
Toda pesquisa
E convencer

Sempre concisa,
Mas a entreter,
Sendo precisa
Ao não saber;

O que humaniza
O que há de ser,
Não se improvisa
Só por querer.


quinta-feira, 13 de junho de 2019

É Melhor Ter Pressa / Minicrônica de Supermercado

É Melhor Ter Pressa / Minicrônica de Supermercado

     Na fila, na hora de pagar a conta, um casal atrás. O marido perguntata em voz alta à caixa do supermercado:
     _Quantas maçãs estão no pacote?
     A moça responde o peso da embalagem.
     Ele comenta:
     _É muito!
     Eu olhei para ele com ar de quem questiona.
     _É muito minha senhora. Compre à medida em que come.
     Nesse ínterim, a esposa dele olha para mim e concorda que são muitas maças. Ainda replica:
     _É muito mesmo. Ninguém tem necessidade de comprar um pacote de maçãs.
     Recebi o troco. Agradeci o comentário e : rápido de volta para casa.
     Sou eu quem fará a torta de maçãs, mas não aumentei a conversa.
     Amem-se a si mesmos, por favor. Um comentário desses pode ser mal interpretado, e a resposta poderia ter sido outra.
     Meus queridos leitores, os tempos estão difíceis, tomem cuidado.

quarta-feira, 12 de junho de 2019

Livro e Música

Livro e Música


O livro espelha,
Música integra.
Livro é centelha,
Música é regra.

A luz e a grelha,
A alma congrega,
Escolhe a telha,
Mas é uma entrega.

Desaconselha,
Não desintegra;
Mas se assemelha
Ao que congrega.

terça-feira, 11 de junho de 2019

Dias de Pipoca

Dias de Pipoca


Porque há dias de pipoca,
Parecida à tapioca,
Onde a panela é quente,
Nessa voz estridente

De índio saindo d'uma oca
Em busca da mandioca,
De milho e a água fervente,
Bem esforçadamente.

Ainda tem a paçoca,
O amendoim, pilão e a toca;
Gostar de tanta gente
E ver a água nascente.

segunda-feira, 10 de junho de 2019

Palestras e Fotocópias / Reflexão

Palestras e Fotocópias / Reflexão

     Hoje, eu quero discutir a importância de que se assistam palestras.
     As palestras literárias tiveram e fizeram algo fundamental para a maturidade, que são essas lembranças, em termos modernos, sinapses - termo bastante utilizado em música, para relacionar os conhecimentos diversos aos exercícios diversos praticados anteriormente.
     Palestras literárias são válidas mesmo quando o tema a ser discutido não é do nosso gosto pessoal.
     Lembrei claramente a pergunta do jornalista ao autor do livro e sobre o livro, quando o autor respondeu com clareza como é que ele tinha esquematizado o livro.
     Não gostei da palestra e não comprei o livro. O jornalista me advertiu que os livros perturbadores são os que se sobressaem, dizendo que o comum pertence a todos, mas o que surpreende, é para poucos.
     Essa palestra faz muito tempo, mais de dez anos atrás, mas hoje, me surpreendi com a sinapse daquela palestra. Ah, era isso que ele, o autor do livro, queria dizer.
     De fato, ainda hoje não sinto vontade de ler o livro do autor, o qual omito, para não criar suscetibilidades.
     Lembrei do jornalista, o qual merece todo o respeito, e dava aulas literárias: José Castello. Até hoje me sinto honrada por ter assistido as suas aulas, que eram palestras feitas com muita, mas muita boa vontade para com os seus discípulos.
     Bastou essa palestra para aliviar um pensamento. Conheço o autor do livro, embora, com alguma timidez, deva confessar que saí de fininho, porque o tema era pesado para quem gosta das coisas simples.
     Passados mais de dez anos de ter ido à palestra, entendo o que o autor do livro quis dizer.
Sinto-me contente por ter ido àquela palestra.
     Outro acontecimento foi a necessidade de encontrar arquivos-cópias, no caso específico músicas, as quais eu lembrava de ter baixado os arquivos sem que tivesse a oportunidade de experimentá-las.
     Pesquisando nos "downloads", para o meu futuro desassossego e alegria, estavam arquivadas em downloads.
     O download é uma ferramenta excelente para quem não tem tempo, arquiva e deixa para depois. Se um dia precisar, talvez nunca, mas talvez algum dia, eles estarão com você.
     É um exemplo cotidiano, mas, preciso dizer ao leitor, que se gostar de algum artigo, copie e salve consigo, principalmente se forem artigos técnicos que venham interessar no futuro.
     Com essa cópia impressa fiz o meu dia.
     Com a palestra, raciocinei de maneira diversa da de costume.
     Tudo isso levou-me a um consenso particular, a de que o cuidado que devemos ter com a cultura não é em vão.
     Através da cultura, mesmo a literária, podemos refletir melhor sobre as circunstâncias que estão à nossa volta.
     A cultura é uma busca pessoal, um lazer, um conhecimento daquilo que não pensávamos precisar.
     Não importa a maneira como o leitor pensa a cultura, interessa é que se obtenha cultura por qualquer modo disponível, mas pela palestra  dos autores de livros, ficou um carinho.
     Espero que os leitores possam, algum dia, sentir esse bem estar, que eu sinto hoje, apenas por ter assistido uma palestra de um autor de livros. 
       

domingo, 9 de junho de 2019

Amadurecimento

Amadurecimento


O limite da hora,
Que é do tempo, a senhora,
Não passa de um momento,
Não exige contratempo,

Muda todo esse agora
Sem pedir a penhora
De um só conhecimento,
É em si o acontecimento.

Porém, definidora
Do que é e sem juro ou mora,
Exige o crescimento:
Amadurecimento.



sábado, 8 de junho de 2019

Consulta-se um Sociólogo / Discussão

Consulta-se um Sociólogo

         A sociologia estuda os fenômenos sociais, não somente os políticos ou econômicos, mas os especìficos também, como por exemplo, a sociologia do direito.
          Fenômenos culturais espontâneos precisam de sociólogos. Afinal, como bem dizia minha mãe, a festa tem hora e lugar, senão é bagunça e não festa.
          A sociologia estuda as expectativas que temos dos outros e a sua correspondência na expectativa que os outros têm a nosso respeito.
          Vamos supor que se espere de determinada pessoa em um determinado grupo social uma cultura própria e específica, vinda de um conhecimento geopolítico de uma determinada circunstância, por teoria.
          Pela prática, no entanto, essa cultura, não é fato que se comprove, e sim uma expectativa frustrada do grupo social.
          Pela estilo de vida prático, no entanto, outro grupo espera dessa mesma pessoa, uma multicultura, se é que essa expressão possa se adequar.
          Uma pessoa em seu conceito único, não é a expectativa de um grupo, ela é um sistema de si mesma.
          Um sistema adequando-se continuamente às expectativas suas e dos grupos que estão à sua volta.
           Dos grupos que estão ao entorno de um sistema, existe o grupo anti-cultura, que também precisa ser levado em consideração.
          Os diversos grupos sociais interagem entre si continuamente e com a pessoa, ou pessoas em sua unicidade.
          Estimar não somente a população contida nesses grupos, mas também as minorias anticulturais, é estudo de sociologia.
          A contracultura é inserida naturalmente, justamente pela oposição a uma determinada cultura, a anticultura, não.
          A adequação do ser a esse sistema o faz parte integrante do sistema social.
          Temos que discutir a cultura, não somos subprodutos culturais, mas isso tem que ser organizado.
          As interações culturais precisam de sistema próprio, de forma a abranger as outras culturas. 
          Penso que cabe aos sociólogos pensar um caminhp para lidar com os grupos anticulturais, que existem e reprimem toda forma de cultura.
          A cultura e a contracultura se ajustam às expectativas, assim como as culturas necessárias às identificações populacionais e suas danças e folclores.
          Ler jornal pela manhã é ótimo.
          Consulta-se um Sociólogo!