Rio de Janeiro

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O blog da Nina, menina que lia quadrinhos.

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Percepção

Percepção

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Talvez, tenhamos a identidade

Do amor, sofremos com igualdade

A dor afável da condição

Perfeita, falível por extensão.

 

Talvez, saibamos dessa saudade

Ao prumo etéreo dessa amizade,

Sensível e única. A percepção

Conduz e ensina dessa razão.

 

Coincide a essência na habilidade

Igual ao sonho, à praticidade

De ideias, cultura da admiração

Das belas obras da arte em canção.

 

Ao tempo dado, soma à vontade,

Esquece o metro, na liberdade

Proposta ao som, da interpretação

Pessoal ao tema em maturação.

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Composição

Composição

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Revela a música que dorme,

Vivenda eterna da canção,

Composta em sílaba de amor,

Vivido à inquieta condição.

 

A escala é reta e o som conforme

O gosto, curvo à vibração,

Das ondas médias de uniforme

Composto, piano é percussão.

 

Sonoro é o tempo de compor

As notas nessa viração

De mãos recreando todo o suor

Do estudo nessa sugestão.

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Paparazzi na Fila / Crônica de Supermercado

Paparazzi na Fila / Crônica de Supermercado

 

Eu bem sei que pego as minhas crônicas no supermercado, mas, daí, a aparecerem paparazzi (fotógrafos inconvenientes que pegam a gente de surpresa e sem pose), é exagero.

Estava eu na fila do caixa para pagar os pães naquelas filas retangulares e em zigue-zague, e as moças tiraram o telefone celular da bolsa e clicando o nosso lado da fila, sem cerimônias.

Quando vi, olhei para elas e elas iriam me clicar, quando virei de costas.

Gostaria de perguntar sobre o que fotografavam na fila, mas elas estavam bem na frente e quando cheguei ao caixa, elas já haviam pagado a conta e saído.

Comentei com a moça e, para a minha surpresa, a moça respondeu:

_A foto deve ser para o namorado de uma delas.

Não entendi.

_O meu marido não faz horas extras sem que eu peça uma fotografia do lugar aonde ele vai. Eu o deixo ir onde quiser desde que traga a foto. Quem ama, cuida; disse Caetano.

Perguntei se ela achava que uma delas tinha um namorado ciumento.

_Isso me parece óbvio. Moças altas, com corpo de manequim, cabelos tratados e roupas bonitas têm namorados ciumentos. Elas têm que provar que vieram ao supermercado para eles.

Perguntei se hoje as garotas e os garotos agem desse jeito, exigindo fotos de alta fidelidade.

__É prática normal. Os costumes estão esculhambados e cabe a nós, pessoas que querem um relacionamento sério, com a intenção de casamento, essas provas. Nós, que não queremos ficar, mas queremos casar agimos desse jeito. Parece ciúme, mas é cautela e prova de amor.

Aprendi algumas novidades hoje ao comprar os meus pães. Também aprendi sobre o ciúme.

domingo, 8 de setembro de 2013

Ternura Pouca é Bobagem / Crônica do Cotidiano

Ternura Pouca é Bobagem / Crônica do Cotidiano

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Hoje, novamente saí em busca do chocolate nem doce e nem amargo, talvez do gosto que a minha alma precisasse para se alimentar.

Encontrei os dois últimos chocolates com a embalagem antiga e descobri o motivo da falta do produto nos supermercados.

Fui para a fila do caixa da loja de departamentos que abre aos domingos. Atrás de mim havia uma senhora com uma menina de um ano. Ela precisava encontrar o marido para pagar o urso de pelúcia da filha.

_Pode ir que eu guardo o seu lugar. Acho mesmo que a senhora deveria passar à minha frente porque tem um nenê no seu colo.

Ela disse que não queria passar à minha frente. Achou o marido e voltou à fila com a filha no colo e o marido a tiracolo.

Conversamos. A fila estava grande no shopping. A filha dela faria um ano e o casal foi até a loja para que a menina escolhesse o presente. O que a menina pegasse com as mãos, sorrindo, eles comprariam para dar de presente de aniversário. Eles ofereceram a ela várias bonecas, mas ela preferiu o bicho de pelúcia.

A mãe da menina disse que pelo preço que ela pagaria pelo mimo, ela poderia comprar uma boneca. Olhou para a sua filha, pegou a etiqueta e mostrou o preço, brincando com ela.

A menina pegou a etiqueta e a mostrou para mim, mostrando e me observando para ver que expressão fisionômica eu faria.

A garota tinha um ano de idade e me deixou de saia justa em frente à mãe dela, que repetiu que estava comprando um presente caro.

O pai, dela, um jovem de vinte e poucos anos, terno para com a mulher e a filha. Tentando conciliar o presente com o preço, ele perguntou à menina se ela desejaria trocá-lo por outro brinquedo.

Como foi maravilhoso observar o entrosamento entre eles.

A menina olhou para o pai. Fazendo o corredor da fila havia vários doces e salgados, além de brinquedos e bonecas.

A menina olhou para o pai e pegou a mascote da seleção brasileira para a Copa do Mundo no próximo ano. A mascote além das cores da bandeira nacional tem uma bola de futebol numa das patas.

O marido olhou para a mulher e a mulher olhou para o marido. Um disse ao outro que o que a filha queria era o seu animalzinho de pelúcia. Ambos perceberam a vontade da menina em dar um presente ao pai.

Agora, eles ficaram de sai justa.

O marido olhou para a mulher e disse que queria de presente um pacote de batatas fritas. Ele disse que comeria as batatinhas na hora do jogo de futebol.

A mulher sorriu. Compraram as batatas para não comprar a mascote além do urso de pelúcia. A mulher me confidenciou que dará a mascote ao marido, depois. O aniversário era da filha.

Ofereci a minha vez para eles, mas não quiseram. Estavam os três próximos, naquela intimidade espiritual que somente o amor permite.

Não pude sair da loja sem que, em silêncio, pedisse a Deus para que abençoasse aquela família.

Ternura pouca é bobagem.

sábado, 7 de setembro de 2013

Sassaricando / Crônica de Supermercado

Sassaricando / Crônica de Supermercado

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Fim de tarde, eu resolvo espairecer. Para espairecer e tomar outros ares e vou ao supermercado, mas outro, mais distante. Quero dar uma volta e ver novidades.

O sabor do pão depende do padeiro e, nesse supermercado, talvez eu pegasse pão. Eu digo talvez, porque fui ao supermercado para passear, comprar um doce diferente e me distrair. Lembro que doce não é distração, mas conhecer novos supermercados é distração.

Comprei chocolate. Chego a minha casa sorrindo, mas encontro uma amiga.

Ela me perguntou o motivo pelo qual ela não me encontrou no supermercado de costume. Respondi que saí para comprar chocolate e, que no supermercado, o chocolate em questão estava por chegar. Não menti, vou ao supermercado verificar se o chocolate chega durante a semana.

_Hoje você não fará crônica?

Bem que eu planejei descansar, mas o meu negócio com supermercados e crônicas são exatos e não me deixam faltar.

_Que chocolate você comprou?

Eu respondi, brincando e de bom humor:

_Comprei um chocolate não muito amargo e nem muito doce. Comprei um chocolate, similar àquele que eu gosto.

_Qual é o seu chocolate preferido?

_ Prefiro aqueles conforme eu disse a pouco, nem doce e nem amargo e nem muito pelo contrário.

A me ver sorrir da pergunta, ela disse:

_Vê se você se cuida e não sai sassaricando por aí. Eu sou sua amiga e me preocupo com você.

Agora sim, cobri a sacola do supermercado com a mão para que ela não pudesse ver a marca do chocolate que eu comprei. Mas contei onde fui, porque supermercados são supermercados, nada além de supermercados. Mostrei a sacola com a marca do estabelecimento, mas não o chocolate.

Ela é minha amiga e pode se divertir com as crônicas, mas como fã, estava curiosa demais.

Se fosse uma caixa de bombons, eu abriria e ofertaria a ela. Mas era chocolate, e fãs não se contentam com apenas um pedaço de chocolate. Provavelmente ela buscaria saber os outros produtos que eu vi.

Eu não vi outros produtos porque o passeio foi agradável. Entrei, comprei, paguei e saí. O ar morno do final da tarde foi o melhor do passeio. O frio diminuiu e eu pude sair sem várias blusas para me agasalhar. Vi novas paisagens no caminho e descansei o olhar.

O chocolate, eu ainda não mordi. Vou guardar para quando tiver vontade. Estava com fome de passeio num clima ligeiramente amornado.

Devo a ela essa crônica. Os amigos são para esses momentos de preguiça um estímulo e tanto.

Bom domingo para vocês!

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Discurso da Independência

Discurso da Independência

 

7 de Setembro de 2013

Senhoras e senhores, na data de 7 de setembro comemora-se a data da Independência do Brasil, proclamada por D. Pedro I no dia 7 de setembro de 1.822.

O significado desta data nos dias de hoje é a proposta desse discurso.

A partir da Independência, o Brasil passou a ter governo próprio regido pelas leis elaboradas dentro do território nacional.

O Brasil é um país independente ainda hoje.

Conservamos os poderes constituídos e independentes entre si dentro de um estado laico em pleno funcionamento harmônico com a sociedade.

Contornamos a crise dos protestos de forma democrática e evitamos as interrupções dos cumprimentos das regras institucionais a contento, lembrando que protestos ocorreram pelo mundo e que, em alguns países, o desfecho infelizmente, foi triste.

Até mesmo a imprensa foi questionada nos últimos tempos, ela que é chamada de quarto poder. Todos nós somos responsáveis pelo que escrevemos e respondemos pelos textos. A imprensa, igualmente, não está acima dos questionamentos, mas também não está aquém da sua própria defesa. Estes são os nossos tempos.

Independência, no entanto, não significa a promiscuidade e a leniência com os interesses ou conveniências, pois requer a responsabilidade de cada um dos cidadãos, legitimamente possuidor das suas capacidades sociais, em relação à sociedade como um todo.

Penso que este é o momento para pensarmos no país no qual vivemos e no que podemos melhorar.

É o momento de verificarmos as necessidades dos investimentos em infraestrutura, respeitando a soberania nacional, mas permitindo, com limites pré-estabelecidos, a entrada do capital estrangeiro para a coparticipação onde forem necessárias as melhorias para a geração de empregos e desenvolvimento urbano.

O Brasil não é um país submisso a uma única ideologia e o pluripartidarismo precisa ser defendido. Se, acontecimentos políticos têm nos aborrecido, cabe somente a nós a mudança, com votos. Não nos esqueçamos de que os políticos espelham a população que o elegeu.

Valorizamos a nossa Independência na medida em que defendemos os nossos valores e os nossos princípios com liberdade. A defesa da liberdade é ato contínuo e pacífico, na grande maioria das vezes, e é praticada por todos os segmentos de sociedade que vê no seu país a sua nação, o seu povo e a sua cultura múltipla dentro do ideal de respeito das diferentes formas de conduta cívica na sua convivência democrática.

Quando amamos a nossa Independência e a nossa pátria, agimos de maneira a preservar os direitos e as garantias individuais, direitos perpetuados na nossa Constituição Cidadã.

Ao amarmos a nossa independência, cultivamos a consciência cívica que nos faz corresponsáveis pelos destinos do país. E, sendo, corresponsáveis por este destino, que incentivemos os estudos de ciências políticas e dinâmicas sociais positivas, para que entre os jovens, surjam líderes, que sigam a carreira política sem ter do que se envergonhar.

Para finalizar, homenageio a D. Pedro I, porque teve a coragem de ser músico, quando era Rei.

Eu Não Sei se O Povo Sabe…

Eu Não Sei Se o Povo Sabe

São ensinamentos que alguns aprendem desde pequenos, mas quem não sabe se prejudica por não saber.

· Escola e emprego devem ficar distantes o mais próximo possível da residência da pessoa.

· Todas as atividades de lazer devem ser compatíveis com a sua personalidade.

· Micro-contos???

· Micro-conto: um chefe de família comprou um apartamento numa praia de surfistas, onde as ondas são próprias para a prática de esportes e, agora, não leva os filhos para a praia. Perdeu o investimento e o lazer familiar.

· Micro-conto: um chefe de família comprou um imóvel perto de bares e restaurantes e, agora, não suporta o barulho e não dorme bem.

· Micro-conto: uma garota foi para a escola que fica distante uma hora e meia da sua casa e teve que pedir transferência no fim do semestre por não conciliar o tempo de estudo.

· Micro-conto: o garoto pegou uma vaga numa escola distante e boa, conciliou o tempo de estudo retirando o lazer da vida dele. Obs. O tempo não volta e a opção foi feita.

· Micro-conto: a garota fez a universidade longe da sua cidade natal, que também era cidade grande. Ela depois voltou, mas não mais morou com o pai e a mãe.

· Micro-conto: Foi praticar ginástica longe de casa, mas passou na confeitaria no caminho de volta, estava cansada e com fome. Dormiu o resto do dia.

· Micro-conto: Modificou o ramo das suas atividades. Modificou-se.

· Micro-conto: Não ouviu os seus sentimentos. Eles gritaram. Os sentimentos mostraram a ela que mereciam mais consideração, assim como a intuição e a fé.

· Micro-conto: Ele deu ao adversário um Lambourghini pensando que o outro não tinha carta de motorista. Esse Micro-conto seria apelidado de crônica, porque rodam pela cidade lambourghinis e limusines, são pitorescos de se ver no trânsito lento do final do dia.

· Micro-conto: e, nome de filme: Graças a Deus é Sexta-feira!