Rio de Janeiro

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O blog da Nina, menina que lia quadrinhos.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Não

Nãoclip_image002

Quem sabe dizer não, faz seu caminho

Conforme precisa, sofre e decide

A pauta completa, e sente o domínio.

 

Talvez, ao dizer, se faça um amigo

Das horas difíceis, tinta que imprime

O tato ao negar sem dor ou martírio.

 

Poder não querer a dor do desígnio

Com sorte e vontade, acalma. Persiste

Acesa a prudência, dona do ritmo.

 

O não necessário, dito sem limo,

Mas sério em respeito ao ouvinte, permite

Tomar posição e tirar um espinho.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Vestibular–Ficção Científica

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Joana lembra a história da bisavó, Teresa Piedosa, que veio para o Brasil depois da construção da imigração italiana ao Brasil. Famílias inteiras foram separadas em nome da fome. Na sua família haviam apenas mulheres e crianças quando tomou a decisão. Os homens tinham morrido em um acidente nas minas de carvão. Teresa era costureira e tinha um filho de dois anos chamado Tiago. Deixou a sua mãe, Alzira com 65 anos, e a sua irmã Luzia, de 35 anos, também costureira, na cidade de Torino. Largou o emprego na alfaiataria Belos. Pegou um navio sem se importar consigo mesma, se importava apenas com o filho Tiago.

Desembarcou no Rio de Janeiro em fevereiro de 1.895.

Um carregador de navios ajeitou a vida da moça de 27 anos e ela se empregou como lavadeira de um hotel, depois foi parar nas fazendas de café, em São Paulo. Carlo, um imigrante de Gênova, que a tratou com respeito durante a viagem, trabalhava na fazenda Girassol. Ele como lavrador, ela foi trabalhar como cozinheira da casa grande.

Enquanto Joana lembrava, os Cinzas, extraterrestres humanóides da cor cinza, em seu disco voador, assistiam tudo na tela de projeção de leitura de pensamentos, observava-se a expressão fisionômica de Joana, uma jovem de dezoito anos em fase pré-vestibular.

Amci2, o mais cinza e mais baixinho contava com 0,90 centímetros de altura, e que não sabia o que eram aquelas imagens, anotava todas as características desconhecidas sobre estes seres diferentes do que conhecia no planeta Ágape25. Chama Pzeg522:

_Observe, Pzeg522. Eles usam os olhos para se comunicarem qualquer espécie de emoção.

_O que são olhos?

_São essas formas ovaladas que parecem uma micro galáxia que ficam abaixo do occipital e acima dos orifícios aeróbicos.

Pzeg522, impressionado, colocou estes dados no seu PC para pesquisar mais tarde.

Neste estado que a abdução extraterrestre produz em humanos terráqueos, os pensamentos mudam como um devaneio; Joana começa a pensar nas baladas do fim de semana.

_Senhor Amci2, a tela mudou. O que é que vemos agora?

_Oras, Pzeg522, isto é uma simples sessão de barulho e reaperto. Eles chacoalham para verificar quais peças do organismo estão soltas e depois uns ajudam os outros a se reapertarem sob a luz pulsante. Para não ouvirem o barulho dos ossos se agrupando, eles colocam aquele som surdo e ritmado. Deve ser um anestésico.

Pzeg522 correu ao computador e digitou tudo o que havia ouvido, e pergunta:

_ Quando a devolveremos ao seu habitat?

_ É só esta noite Pzeg522, Amanhã ela acordará normalmente no seu ambiente natural, de onde a trouxemos.

Pzeg522 pensou, pensou e bolou um plano: ele colocou um teletransmissor no dente canino da moça e continuaria estudando a espécie humana.

No dia seguinte, Joana acordou bem, foi às aulas, tudo igual ao que sempre fazia nos seus dias. Porém, quando voltava para casa, no começo da noite, algo aconteceu. As luzes vermelhas dos semáforos a incomodavam. Tinha a estranha sensação, somente quando via o semáforo com o sinal vermelho, que um destes era animal e iria devorá-la. Chegou à sua casa e percebeu que as luzes amarelas das lâmpadas deixavam-na melhor.

Após alguns dias com esse mal estar, ela achou que estudava demais e saiu com os amigos para se distrair.

Enquanto isso, na nave dos cinzas, que por motivo de manutenção ainda estava na órbita terrestre, Pzeg 522 andava muito agitado, coisa que não era o seu costume. Preocupado com o tele- transmissor na criatura, ele não se concentrava em suas atividades.

Amci2 desconfiou do comportamento de colega. Os cinzas tem uma particularidade, eles não mentem. Se mentirem, a verdade aparece numa barra rolante na testa, não mentem porque não podem. Ele, então perguntou:

_ O que há de errado Pzeg522?

_ Você é doido, Pzeg522. Com aquele teletransmissor a criatura entrará em contato conosco cada vez que vir uma luz vermelha. A luz vermelha significa telefone, lembra?

_ Esqueci, vamos abduzi-la para a nave? Respondeu muito aborrecido e triste.

_ Se fizermos isso, ela ficará da cor cinza e quebraremos o regulamento das expedições. Não existe criatura humana da cor cinza e nós não modificamos a natureza de nenhum ser.

_ Mas, e se descermos a Terra?

_ Viramos Objeto de Experimento Cirúrgico.

Pzeg522 teve outra idéia. Enviaria a energia atrativa invertida com um pedaço de folha coletora de teletransmissores até o local que ela estivesse. O pedaço da folha chegaria até o dente canino esquerdo e traria de volta o objeto lá deixado.

_ Vamos tentar isto agora, respondeu Amci2.

Ligaram a tela do projetor. Aguardavam a hora em que a criatura estivesse parcialmente desativada, ou seja, dormindo.

Joana mostrava inconsciente a intensa atividade cerebral: português, Ronaldo, matemática, Ronaldo, história, Ronaldo, química, Ronaldo.

Para os cinzas, Joana estava com dificuldades no item Ronaldo. Enviaram a energia ovalada de cor prata brilhante. Com muito cuidado guiaram a forma energética até próximo a boca da criatura. Quando Joana, bocejou, sonhando, a forma aproximou o papel atrativo do seu canino e retirou o tele- transmissor.

_Sucesso, festejavam os cinzas.

Amci2, censurou Pzeg522:

_ Não faça mais isso, é perigoso. Ainda não se sabe que efeitos produzirão o contato dos nosso objetos com a atmosfera terrestre. Consulte o regulamento antes de qualquer procedimento.

Pzeg522 aceitou feliz a repreensão.

Joana acordou aliviada, se sentindo bem. Decidiu tirar um final de Sábado todas as semanas para passear e não surtar com tanto estudo.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

A Grande Paixão - um texto reflexivo sobre a espiritualidade no contexto religioso de todas as crenças.

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A grande paixão não se escolhe, ela acontece. Você nasce com ela, é a única predestinação na qual aceito a espiritualidade com o seu conformismo, uma doutrina que eu critico bastante, embora acredite que outras pessoas vivenciaram de uma forma diferente da minha.

A minha espiritualidade está ligada a música, mesmo desconsiderando o fato de ter musicistas entre os antepassados.

Sempre que me convidaram para assistir músicos, eu aceitei o convite sem questionar. Assim assisti Lúcio Alves, Tito Madi e Adoniram Barbosa tocando com os Demônios da Garoa.

Espera um pouco: jovem precisa de música jovem! Então assisti Benito di Paula, Eliana Pittman, Gal Gosta, Rita Lee, Clara Nunes, Belchior, Clementina de Jesus, Cartola, Wanderléia, Roberto Carlos, João Bosco, Jorge Bem (depois ele mudou o nome) e, para não ser injusta paro por aqui.

Cresci e veio Legião Urbana, Exalta Samba, Só Para Contrariar, José Carreras, trio elétrico de Dodô e Osmar, Maestro Júlio Medaglia, maestro Georges Henry, Maestro Nicolau de Figueiredo e a Camerata Antíqua de Curitiba. E Freddy Cole cantava...

Criei vergonha e fui estudar música, música não tem idade. E, se não tem idade, coloquei Francisco Petrônio no meu rol de shows.

Fiquei elitista e assisti Caetano Veloso e Gilberto Gil, Elba Ramalho e Ivete Sangalo. Júlio Iglesias veio com o MERCOSUL, gostei.

O bom é que não conhecerei toda a música, mas conheci Armandinho, Pearl Jam e Evanescence (Amy Lee fez um solo ao piano de arrepiar).

Mesmo quando a poesia veio ao meu encontro, não veio sem música; veio com Arnaldo Antunes.

Esses encontros todos não foram planejados, foram predestinados, alguns eu nem imaginava que algum dia veria. Jimmy Cullum foi uma grata surpresa. Não cabem todos os shows nessa postagem, foram muitos e estão na minha biblioteca espiritual.

O mais interessante dessa vida musical foi o custo: a maioria dos espetáculos não custou mais do que R$10,00, um custo menor do que uma sessão de cinema. Alguns custaram R$25,00 com jantar incluído, foram de graça. Não houve um custo financeiro na apresentação de Carreras, um show comemorativo do aniversário da cidade de Curitiba e o ingresso foi um quilo de alimento não perecível.

Zé Rodrix e Francis Hime incluídos na edição, porque são inesquecíveis.

A literatura não exerce a mesma influência, é diferente, dificilmente falarei de amor. Porque amor e crença são naturais, estão dentro do ser. A música professa a fé que não se explica. Ou os leitores acreditam no que eu disse, ou, não acreditam. Isso é a fé, assim eu creio na Paixão e na libertação da maldade humana aqui nessa terra. O fenômeno é real, vivo e traz esperança aos homens de que a justiça prevalece, embora ainda vivamos com tantos sofrimentos.

Há coisas que não têm fundamento, a não ser pela fé. Acredito que cada ser seja uma partícula divina esperando para mostrar o seu melhor em vida, mas a crença é minha e respeito os amigos ateus e os tenho como amigos. Certa vez ouvi de um religioso, que há ateus que são homens santos porque procuram ser bons sem a dependência de Deus, nasceram com essa vocação e a vocação é divina. Segundo o raciocínio dele, Deus olha pelo bom ateu, e mais importante é que Ele goste de nós; portanto não nos preocupemos com os outros e sim em agradar ao Mestre com os nossos pensamentos, palavras e ações.

Música é religiosidade sob o meu ponto de vista e de acordo com a minha experiência. Cada um de nós tem a sua experiência religiosa, provavelmente diferente da minha, para que a Sua existência se mantenha pura nos corações dos homens.

Presente do Luks Vieira

Leituras Sem Compromisso

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1º Jesus Cristo e a família

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2º Copo de Leite

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3º INTERNET

4º Música

5º  Livros

6º Flores

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7º Amigos

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8º Pizza

9º Blogar

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10º Diversificar a temática dos temas postados (uma tremenda mão-de-obra)

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- Colocar o link de quem te enviou
- Postar 10 fotos das coisas que mais ama
- E passar para 10 blogs amigos.

O link do Luks Vieira: http://www.leiturassemcompromisso.com/

Os 10 blogs:

André: http://mesdre.blogspot.com/

Amapola: http://mariamapola.blogspot.com/

Ana: http://odeclinardosonhos.blogspot.com/

Ivone: http://henristo.blogspot.com/

Célia: http://celiarangel.blogspot.com/

Patrícia: http://seiquedeusexiste.blogspot.com/

Lourdes: http://oacor.blogspot.com/

Sol: http: http://siropedemaria.blogspot.com/

Marisa: http://marysdiaries.blogspot.com/

Monja da Clausura: http://estoyatuladosorcecilia.blogspot.com/

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Partam-se os Raios–Sobre a chuva de ontem

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Triste chuva que alaga

Ruas, casas e bairros.

Quando a seca é ressaca

De ano inteiro em soslaios.

 

Chuva d’água que amarga

Essa espera dos bravos

Homens de bem, e agrava

Esse lodo de charcos.

 

Chuva assim não tem graça,

Molha o sonho nos passos

Dúbios. Partam-se os raios

Nessa esquina sem calços.

 

Dobra o sonho à vidraça,

Anda e cobra a sua Argos;

Clama à cena que passa,

Diga a voz sem ensaios.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Varredura de Camila

Varredura de Camila

As famosas mesas do vale Monument, Utah.Camila levanta cedo e vai trabalhar. O trabalho é de varredora de rua, com o salário ela se vira e paga as despesas do mês. Era recepcionista, mas perdeu o emprego. Quando ela concluiu o curso técnico de secretariado, não tinha a idéia de que os varredores de rua ganhavam um salário maior.

No começo ela cansava muito, mas com as conversas da colega Aurora, o tempo trazia a prática e o condicionamento físico ideais.

Aurora, embora menos instruída, recebeu a nova colega com ares de proteção, com disposição de ajudar a colega.

_Camila, quantos anos você tem?

_Vinte e cinco anos.

_Você tem filhos?

_Não, quero estudar mais antes de ter filhos.

Essa foi a resposta exata para que Aurora falasse de si, como se aconselhasse a outra.

_Camila, eu não estudei, eu vim da roça. Quando eu comecei, não precisei do estudo e do teste para entrar na limpeza. Eu trouxe alguns costumes que me foram retirados. Eu usava vestido por cima das calças e lenço na cabeça para proteger-me do sol. Hoje usamos este uniforme ajeitado, cabelos presos e boné; temos até capa de chuva. Se você ficar aqui por algum tempo, eles mudam você também. Mas mudam por fora, por dentro não muda.

Camila sugeriu que ela contasse da família, perguntando se tinha filhos e Aurora continuou:

_Tenho. Moramos em uma casa de quarto, sala e cozinha. Dividi o quarto em dois com uma cortina. Eu durmo com a minha filha e os meninos dormem do outro lado.

Camila, ouvinte atenta, pensou em amenizar a conversa e disse um chiste, desses que só se permitem entre iguais:

_ E quando as crianças brigam, como é que você faz para acalmar?

_Eles sabem que se brigarem, irão se aborrecer muito mais do que se conversarem. Quem leva a comida para a casa sou eu e eles terão que almoçar juntos e viver sob o mesmo teto. Eles têm que saber que têm mãe e que a mãe deles ficará muito triste se algum deles sair de casa; é muito fácil a criança se perder e arranjar má companhia quando abandona a mãe, mesmo que essa mãe seja como eu, pobre. Comigo eles podem ter futuro e sem mim, o futuro deles sequer existiria.

Assim varriam as ruas, Camila e Aurora conversando.

Aurora tinha quarenta e sete anos e alguma experiência de vida. Informava-se sobre vagas de recepcionista, salário e aguardava o momento propício de dizer o que causava todo esse dó de Camila.

Um dia, um morador jogou fora o jornal do dia anterior na cesta, cansado de notícia ruim. Aurora pegou o jornal. Chegou o dia esperado:

_Camila, hoje eu quero conversar com você. Pegue o jornal e corra para arrumar uma vaga de recepcionista. Eu não sei das suas decepções, mas você consegue mais do que eu. Eu não posso arriscar colocando em risco a comida da mesa, eu não tenho estudo. Você pode. A juventude passa e a disposição também. Você me daria essa alegria?

A moça perguntou se ela tinha feito algo errado e Aurora disse que não havia nada mais triste que jovem sem esperança, sem vontade de crescer, pensando que a vida era do jeito que era. Ela tinha vindo da roça porque havia casado e o marido veio para a cidade, na cidade andou em más companhias e a deixou por outra mulher. Ela tinha vivido da melhor maneira que pode, mas via em Camila uma acomodação, uma vontade não feita, um peso desnecessário carregado por vontade.

Ela varria na Lapa, subúrbio boêmio do Rio de Janeiro. Via todo o público que freqüentava as suas ruas. Gente ruidosa aquela: as moças da noite, de manhã estavam um retrato de ressaca com a maquiagem borrada. Chorou de rir ao ver aquela dama de casaco de peles entreaberto com um botão aberto que mostrava parte da roupa de baixo de renda lilás. Percebia que os boêmios, apesar daquela cor branca amarelada da noite estavam em dia e com o sapato branco, zombeteiros e contando as vantagens que os homens contam em suas rodas de conversas. Muita gente que trabalha passa por lá cedinho, Mães levando crianças para a escola e estudantes adolescentes e estudiosos. Chegava até a fazer anotações comportamentais e analisar o porquê dessas figuras humanas estereotipadas. A Lapa é um clichê, pensava ela dentro do seu macacão de uniforme da empresa.

Ela não acreditou, achou que fosse mais uma piada de carioca, mas à tardinha ela foi comunicada sobre o novo número de caminhão de limpeza no qual embarcaria na semana seguinte para trabalhar.

Passaram-se quinze dias e de repente, como um vento de inverno, ela se sentiu uma excluída da sorte. Aquela gente limpa e elegante agia como se ela não existisse. Quando precisavam de algum favor, dirigiam-lhe a palavra, do contrário a olhavam com hierarquia e outras vezes com pena. A mudança de ambiente era deprimente. Nunca imaginou que houvesse gente com esse comportamento no Rio de Janeiro.

Camila não precisava da pena de ninguém, ganhava o seu dinheiro honestamente e um dia, dependendo da sorte, quem sabe ainda exerceria outras funções. Quatro meses na Barra e sentia o peso do mundo sobre as suas costas.

Precisava de algo para superar as dificuldades emocionais que enfrentava naquele momento.

Há algum tempo pensava em virar tudo e começar tudo de novo, mas se sentia bem e ficou com preguiça.

Era o momento de virar o jogo e permitir-se ouvir a voz da Aurora.

domingo, 9 de outubro de 2011

Perseverança

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Persevera no intento à novidade,

Com a força que acalma e constrói

E o mantém na bendita liberdade.

 

Um ser livre que serve é majestade,

De querer e mandar; e não faz molde,

Ou, parece um fantoche da ansiedade.

 

Quem deseja alcançar o fim da tarde,

Disciplina o mormaço a que recorre,

Sabedor de buscar felicidade.