Rio de Janeiro

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O blog da Nina, menina que lia quadrinhos.

sábado, 8 de outubro de 2011

Trovas de Primavera

Trovas de Primavera

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Margarida, minha vida,

Que alegria te ver florir;

Primavera colorida,

Que de flores faz sorrir.

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Nesse bem e mal-me-quer

Gasta a moça a desfolhar;

Sorte tem nesse querer,

Dona rosa a se engomar.

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O jardim está florido,

Bem tratado com carinho;

Quem se cuida do dorido

Vê sorrisos no caminho.

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Chuva cai nessa vidraça,

Mas é chuva de verão;

Pois na vida encontra a graça

Quem amar seu coração.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Sincronizando textos: A Não Literalidade

A Não Literalidade

Bom é ler à vontade, sem se preocupar a quem o texto se refere, a menos que exista uma homenagem ou citação.

Os contos, os poemas e as crônicas nem sempre são baseadas em fatos reais. É preciso entender que quem escreve, ou seja, o autor metaforiza os fatos, o cotidiano ou se inspira em revistas, até mesmo naquelas que foram extintas, como a Grande Hotel e as suas fotonovelas bastante lidas.

O leitor procura a biografia do autor, e às vezes descobre uma ínfima parte de uma revista lida às pressas no salão de cabeleireira, antes de lavar a cabeça para depois pentear com o esmero da profissional.

Aprender a ler, a se instruir sem querer, pode se tornar um compromisso do leitor a se deparar com um texto ou um poema. No entanto, deve exigir que, se por ventura, fatos históricos sejam citados, mantenham um comprometimento com a realidade incluindo-se as datas, locais, frases e atitudes, sem intervenções do autor.

Exemplo:

Aviso

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A Polis avisou da malandragem

À jovem empresária descuidada,

A moça preferiu contar co’a imagem

E joga com a malha na empreitada.

A Polis se preocupa, e uma mensagem

Envia, diz e reclama em disparada,

Mas ela diz que sabem o que fazem;

Investem numa venda conjugada.

A Polis não deseja essa roupagem

Moderna, porque já a possui na taxa

Perfeita que vai à esteira de rolagem

Em rodas, devagar abalizada.

O sócio é conhecido, sem bagagem

Moral, o investimento para nada

Será. Essa decepção vem da miragem

Que agora ele te inventa, ilusão exata.

Um poema que me ocorreu do nada. Deixá-lo-ia de escrever, por ser uma invenção repleta de metáforas? Não! A imaginação (inspiração a quem preferir), quando pede passagem na escrita, deixa-se solta e, enquanto se escreve, aguarda-se o momento de revisar a fim de que convença o leitor da sua possibilidade real.

Quando um ator, atriz, convence o expectador, ele tem talento. O escritor quando emociona o leitor, conseguiu ganhar o seu intento.

Quantas histórias foram contadas em versos através dos tempos. Hoje, em desuso, mas a inspiração é latente e quem sabe, voltemos há apreciar algum dia.

Aviso

Aviso

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A Polis avisou da malandragem

À jovem empresária descuidada,

A moça preferiu contar co’a imagem

E joga com a malha na empreitada.

 

A Polis se preocupa, e uma mensagem

Envia, diz e reclama em disparada,

Mas ela diz que sabem o que fazem;

Investem numa venda conjugada.

 

A Polis não deseja essa roupagem

Moderna, porque já a possui na taxa

Perfeita que vai à esteira de rolagem

Em rodas, devagar abalizada.

 

O sócio é conhecido, sem bagagem

Moral, o investimento para nada

Será. Essa decepção vem da miragem

Que agora ele te inventa, ilusão exata.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

A Mulher de César

A Mulher de César

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A mulher de César, quando se veste

Na impecável forma da discrição,

Enternece um povo que ao céu se aquece,

E demonstra em cores a submissão.

 

D’um augusto fardo que não se despe,

Indivíduo e fato na procissão

Contundente aos olhos, como uma prece

À cobiça breve dessa missão.

 

Soberano que ama, vê e se envaidece

Da mulher amiga, da devoção

Delicada desse amor alicerce,

Cultivado ao céu e a terra, em oração.

 

A nobreza casta retém e tece

Toda a gente, e segue alegre a nação

Que confia na esposa que se parece

Com o rei, e o conduz pela retidão.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Cirandas de Poesia

Ciranda da blogueira Simone Prado

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Se o amor eu pudesse encontrar...

O que é esse frescor na minha alma?

Mormaço e calor ao acordar,

Que aguarda um chilreio, que traz calma,

Que ri sem motivo, um vogar

Tranquilo, um sussurro da palma

De brisas gentis a enroscar

No encontro perfeito do lar.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Azulejos

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Um azulejo decorado

Que condiciona em um olhar

De procurar nesse quadrado

O sortilégio de sonhar

Todo o sentido ensimesmado

Nesse ladrilho, irá podar

Sua visão ao sentido dado

À somatória de provar.

 

Nesse sentir azulejado,

Das sensações de se açodar,

Na permanente busca ao lado

De alguns desenhos a jogar

Com a amplitude, o desejado

Desaparece sem dobrar,

E permanece em separado;

Eis a beleza a se formar.

sábado, 1 de outubro de 2011

Os Tempos Eram Assim

Os Tempos Eram Assimclip_image002

Estes dias de páginas em branco pensei em fazer um abaixo-assinado em homenagem ao estimado Stanislaw Ponte Preta e o FEBEAPA (Festival de Besteira que Assola o País) para que os que concordarem que o direito de dizer bobagens em rede nacional é nosso, dos escritores sem formação; ninguém melhor do que nós, que pouco ou quase nada sabemos, para dar opiniões sobre os fatos, somos opiniões pitorescas.

Não consigo sequer ligar a televisão na hora do almoço. Existe horário pior do que este para se falar em dieta? Eu com o meu prato de alface, arroz e frango e a nutricionista pensando no que eu deveria comer. Não ligo e pronto, o arroz é meu e a banana de sobremesa também. Como desabafo eu digo que não ligo para a turma que pergunta por que eu compro dois quilos de banana por semana. Ninguém tem nada a ver com isso!

Eu, criticar? Pensam que sou o quê? A minha opinião sumiu; aliás, não sumiu, está tomando chope com o amado Alzheimer, esqueci que não bebo.

Faço a crônica com pressa, tenho um milhão de coisas para fazer, entre elas, dormir oito horas, coisa que não fiz. Estava preocupada com esta página em branco.

Ah, lembrei que quero fazer uma crítica, mas sobre o quê? Ninguém presta a devida atenção em nada. São ouvidos moucos, óculos coloridos, meditações silenciosas, etc.

Um conhecido meu me chamou atenção e disse para que eu lesse os jornais e eu respondi para que, se engatamos em repetições. Ele me disse para ler qualquer coisa. Bom, isso eu já faço, embora os artigos de auto ajuda estejam cada vez melhores, menos para as mulheres de pouca fé e os seus percalços. Aí cabe um parêntesis, não sou eu quem diz, é Nostradamus. Dizem que é mensagem cifrada, mas eu não tenho vocação para decifrar códigos secretos, eu já me perco com códigos abertos como o Linux, imagine o secreto?!

Nesse período de páginas em branco não engordei e não emagreci, também não vi o que a nutricionista falou e a lingüiça calabresa não passou perto do meu prato, e eu gosto.

Falando em FEBEAPA, sirvo a primavera em uma deliciosa sobremesa leve para crianças e idosos, adultos também, por que não? Pena que não lembre do outro nome do Ponte Preta, é a memória e os seus problemas crônicos.

Torta levíssima de bananas (pode-se substituir por maçãs e damasco, foram as frutas que eu testei).

2 caixas de pó para pudim dietéticas, no sabor baunilha.

1 xícara de leite em pó desnatado

5 bananas

3 colheres de sopa de frutose (adoçante natural à venda no supermercado na seção diet).

½ xícara de água

Modo de Preparo

Prepara-se em uma panela a frutose com meia xícara de água até começar a dourar, colocam-se as bananas em rodelas até que elas dourem em caramelo.

Em uma leiteira coloca-se o pó para pudim e o leite conforme o indicado na embalagem e acrescenta-se uma xícara de leite em pó desnatado. Quando borbulhar, desligar e continuar mexendo por cinco minutos.

Montagem

Forra-se uma forma refratária média com metade do creme, adicionam-se as bananas carameladas e cobre-se com o creme. Se desejar, polvilhe canela em pó, não é obrigatório.

Coloque na geladeira e espere esfriar.

Os. Ninguém diz que é dietético e come-se sem culpa de estar de bem com a vida.