Inteligência Artificial / Histórias da Atualidade
Como gosto de concursos culturais, muito aprendi com eles.
Hoje, o que falta é pique de concorrer nesses concursos e conseguir uma entrada de cinema, ou conseguir uma fila para pegar um ingresso para ir ao teatro, a preguiça vem antes, ou é o tempo que passou e chegou a época dos mais jovens aproveitarem tais momentos.
Tanto fiz, que verifiquei uma lista de respostas possíveis nos sites de comentários. e me identifiquei em vários momentos, refletindo comigo mesma as respostas que daria e o ânimo do espírito em cada resposta.
Aprendi que a inteligência artificial identifica o estado de ânimo, e talvez seja um dos motivos das oportunidades de se fazer comentários a uma notícia tenham diminuído, pelo fato de expor para a mídia como um todo o que se passava na alma, facilitando a manipulação das atitudes de compras e passeios pela identificação da alma.
O que era positivo, era o fato de que, com bom humor ou mau humor, a competição valia o passeio e o contato social com pessoas semelhantes a você, e foi uma fase boa.
No entanto, depois que a lista de reações possíveis a um acontecimento foram divulgadas e os produtos que poderiam ser consumidos naquele determinado momento, perdeu um pouco o bem estar daqueles passeios, onde se sabia quem a gente iria encontrar, quem pensava o que, e que nos faltava qualquer ideologia, pois a ideologia era a de competir pelos ingressos e, depois encontrar os outros ganhadores de ingressos para contar as nossas respostas.
Hoje seríamos canceladas(os), pois não distinguíamos ninguém nesses concursos, e assistíamos o que achássemos boa promoção. Nunca excluímos ninguém que fosse conhecido como intelectual nesses concursos culturais. Hoje os grupos de pessoas só assistem a si mesmos, ou seja, assistem aqueles que dizem o que eles querem ouvir.
Não era assim que funcionava naquele tempo, e naquele tempo significa pouco mais de dez anos atrás.
Mesmo assim, teve filme que ganhei o ingresso e saí na metade do filme sem arrependimento, e teve palestra na qual ficaria dois dias sem sair do teatro, como o dia inesquecível em que ouvi o Arnaldo Antunes poeta.
O que interessa dizer é que os ingressos exigiam senhas retiradas durante a semana, e nos finais de semana a gente ficava de plantão das cinco horas da tarde até a abertura da bilheteria para a troca da senha pelo ingresso na palestra, e o concurso cultural era um fura-filas, e isto nos obrigava a participar dos concursos culturais todas as vezes em que aparecessem.
Sabíamos que éramos observadas(os) pela mídia, mas não tínhamos noção de que as nossas emoções também eram observadas.
Todas esses concursos traziam cultura e humanidade, e teve uma palestra a que fui, sobre aqual, antes de sair de casa ouvi:
_Conversamos segunda-feira.
Eram trocas intensas de cultura, convivência e aprendizado não somente sobre a experiêcnia de vida, como a vivência do início dessa era da inteligência artificial, que nos bloqueou humanamente, nos mostrando a nós mesmos com todas as respostas catalogadas.
Hoje, provavelmente somos manipulados pela inteligência artificial, e é praticamente impossível se dizer imune a ela.
A diferença é que preservamos a humanidade em nós através desses concursos culturais, com gostos e contrariedades em cada ingresso ganho.
Escrevo porque não tenho como resolver este problema que considero grave para as gerações mais novas, posto que essa inteligência chamada artificial não substitui a humanidade natural e intrínseca nos seres humanos.
Grata pela leitura.

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