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O blog da Nina, menina que lia quadrinhos.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

História de Sapatos Mágicos/ Crônica do Cotidiano

 História de Sapatos Mágicos/ Crônica do Cotidiano


     Fiquei sem saber se escreveria sobre o fato, ou não. Foi uma das experiências fascinantes do final do ano.

     Estava apressada, quase atrasada, e me chamaram atenção devido a hora que passava rapidamente.

     Era um passeio informal e vesti as calças jeans e disse: 

     _Vamos!

     Antes de chegar ao lugar foi que percebi os calçados de salto completamente inadequados para o passeio.

     Consegui tempo para parar numa loja de calçados e comprar o primeiro sapatênis que encontrasse.

     Ao entrar na loja, a vendedora avisou:

     _Não temos a numeração completa de todos os sapatos expostos na vitrine.

     Disse que precisava de algo esportivo e pedi a ela que dissesse quais esportivos no meu número estavam disponíveis.

     Haviam dois sapatênis na minha numeração, e pedi para experimentar o que achava mais bonito.

     Este machucou o calcanhar ao experimentar. Pedi o outro disponível, embora não tenha gostado das alças dependuradas no calcanhar.

     Vesti e fiquei confortável, e disse que iria levar, pois era uma necessidade não usar calçados de salto no campo.

     Paguei, vesti, mas antes de sair da loja, ela balançou a cabeça:

     _Se aquele, bonito, machuca o calcanhar, com esses a senhora pendura as chuteiras, servem apenas para esta emergência. As alças no calcanhar indicam que os enfeites no sapato a aniquilarão.

     Eu ouço as pessoas. Usei, mandei lavar e guardei.

     Nesse meio tempo achei outros interessantes e de preço irrisório naquele site de produtos baratos. Comprei e usei bem, mas choveu e tecido ficou encharcado, apesar do calor que fazia , outro passeio.

     Achei uma loja de sapatos duas quadras de onde estava.

     Cheguei até a loja, mostrei os meus sapatos de tecido molhados, e pedi para ver alguns dentre os que estavam na vitrine.

     Coincidentemente, ouvi a mesma resposta da lojista:

     _Eu não tenho toda a numeração dos sapatos expostos na vitrine. A senhora diga do que gosta que eu verifico se tenho a numeração.

     Desta vez porém escolhi certo, tinha o número. Último par e desconto. Conforto sem enfeites.

     Ela disse:

     _Que escolha inteligente, este fica bonito se a compradora o fizer bonito.

     Paguei, vesti os calçados, igualmente esportivos e fiquei feliz.

     Ela, ao se despedir da cliente, no caso, eu, disse:

     _A senhora comprou um espelho da vitrine. Preste atenção nisso que digo.

     Foram duas lojas diversas, em locais diversos, nas quais me deparei com a mesma situação: Sapatos Mágicos.

     Ainda me pergunto sobre as lojas e este simbolismo subjetivo atribuído aos calçados, porque as lojas normais, conhecidas e populares, aonde compro calçados, colocam em prateleiras promocionais os calçados com numeração em falta.

     Esta foi um experiência interessante.

     Grata pela leitura. 

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