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terça-feira, 1 de agosto de 2017

Os Antigos Diziam / Reflexão

Os Antigos Diziam / Reflexão

     O motivo do título dessa postagem é saber com certeza de que os conhecimentos passados de geração em geração são importantes e que nenhuma seita, religião ou cultura dominante deveria extinguir.
     O que deve ser extinto é o que prejudica o bem viver.
     A ignorância prejudica toda a sociedade. A ignorância vem de se ignorar esses conhecimentos, ou tratá-los como ultrapassados.
     Ao caminhar pelas ruas da cidade vejo ainda muito sofrimento desnecessário.
     Outro dia assisti a uma cena deplorável: a moça aceitou morar com conhecidos apenas para vir à capital do estado. Não é preciso dizer que ela foi humilhada em público, ouvindo que estava com eles "de favor" e ainda consegui "por bondade deles" um troco para auxiliar na limpeza da casa.
     Ignorância dela e dos conhecidos dela. Para que vir à capital do estado "de favor" e para que trazer alguém do interior "de favor"? Deveriam saber que isso não daria certo.
     No chamado interior do estado, aqui no sul do Brasil temos cidades grandes, com muito potencial de desenvolvimento. A capital do estado deixou de ser um miradouro de desenvolvimento pessoal.
     Os antigos diziam "Ruim com isso, pior sem isso". Para muita gente pode significar: ruim no interior, pior na capital, dependendo de como a pessoa chega na capital do estado.
     Esse é o conhecimento chamado "dos antigos", que é desperdiçado por culturas outras que não mantém a cultura de uma nação.
     Outro conceito que está sendo desperdiçado no país, e escrevo aqui sem nenhuma conotação política e a seguir conto o motivo, é o conceito do "pobre remediado".
     O pobre remediado tem condições de subsistência, almoço e escola para as crianças. Esse é um conceito originário da Europa e ninguém se sente mal por ser "pobre remediado" por lá. Aqui é vergonha, o conceito vindo da Europa, leia-se Portugal, foi jogado no lixo. E pode jogar todos os que abandonaram  esse conceito na "lata do lixo".
     Outro conceito chega perto desse acima e faz companhia: "cada um faz como pode". Dentre o que se pode é escolher o seu livro de leitura dentre os que lhe são oferecidos na escola, pois até mesmo nas menores escolas existe uma biblioteca.
     No que tange à música não é diferente. Ocorre que hoje em dia é impossível pedir uma música para ouvir através da estação de rádio. O aculturamento é enorme com as imposições musicais e com a falta de participação do público ouvinte. Espero que nas cidades menores ainda seja possível a existência da participação do público ouvinte, mesmo que seja através do "whatsapp"(nome de aplicativo para celulares).
     Está se perdendo o lado lúdico dos meios de comunicação; contam história inteiras nas rádios, mas não falam dos ditos "dos antigos", o que facilitaria a vida de muita gente.
     Ideologizam tudo e atormentam aqueles que têm falta de conhecimento.
     A sabedoria de vida está ao lado, mas quem a escuta?
     Presenciei uma história boa e originariamente brasileira. Era um casal na lanchonete quem contava o acontecido. Ele e ela no melhor estilo caipira (não é vergonhoso ser caipira e remediado). Um homem veio pedir informação no ponto de ônibus. O casal parou para saber o que o homem queria. O homem se enrolava e não dizia exatamente o que queria. Eles se olharam e começaram a desconfiar do homem. O homem deu um abraço no marido da senhora e foi embora. Ela achou estranho o comportamento e perguntou ao marido quem era aquele homem. O marido respondeu que era um ladrão, que enquanto o abraçou, rapidamente enfiou a mão no bolso dele e, na maior "lata" (falta de vergonha) foi embora como se tivesse encontrado um amigo. Aconteceu que naquele bolso tinha um lenço porque ele não era bobo de levar dinheiro no bolso da calça. Erguei a calça, tirou o dinheiro da meia e pagou o lanche.
     Essa última história é muito melhor que a primeira história acima. É muito melhor vir à capital para passear e trazer certo otimismo para a rotina das pessoas que estão em volta.
     De moderno e para se mostrarem atuais eles se tratavam por "meu bem" e "minha vida", mostrando aos demais que eram zelosos um com o outro.
     Não vejo motivo para não preservar a cultura de um povo, uma nação onde se pode conviver em harmonia.
     Os valores humanos também interessam à toda sociedade, valores que não possuem exatamente uma ideologia, pois são passados de geração em geração, mas que trazem um conforto aos passantes de um lugar.
     Procurem ser felizes e cultivem os conhecimentos dos seus antepassados.
     
     

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