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quinta-feira, 9 de julho de 2015

Carta Literária Para Edite

Carta Literária

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Curitiba, nove de julho de 2015.

Estimada Edite,

Espero encontrar-lhe com boa saúde e envio notícias de minha boa saúde. Estive ausente alguns dias e não lhe mandei notícias. Escrevo para contar de minha viagem.

Mamãe Ganso nos convidou para uma viagem histórica. Soubemos de guerras, de reis e rainhas e das tradições deixadas através dos séculos.

Passamos por ruas com cartazes de espetáculos teatrais, ruas de comércio e, supermercados; até a Mamãe ganso sabe que eu gosto de conhecer as ofertas dos supermercados e, a título de curiosidade, ainda guardo um pacote com miniaturas de torrones comprados numa freeshop.

O que a Mamãe ganso queria dizer, em resumo, era que, aquela devassidão que correu o mundo em 2013 não volta mais. Direi do estrangeiro, que é muito mais fácil. O presidente Obama não mais passará pelo “shutdown”. Quanto a mim, ficarei longe do “sundown”, recomendações várias e também da Mamãe ganso.

Eu não sei como foi que ela conseguiu, mas decifrou aquela arruaça mundial. O que precisa ser dito, pois toda arruaça precisa de financiamento. Quem financiar arruaças, perderá o seu investimento. E quem disse isso foi a Mamãe ganso.

Devo dizer que a Mamãe ganso foi gentilíssima, nos acompanhou o tempo todo e contou tudo o que conseguiu contar, embora eu não tenha entendido muito sobre a parte esportiva, os estádios, os campos de golfe e as pistas de autódromo. Porque passamos ao largo, ou seja, por fora desses lugares.

Mamãe ganso nos contou sobre a promiscuidade do mundo, esse sim, é o lugar aonde quem vai, fica sozinho.

Passamos pelos cemitérios onde estão Shakespeare e Chopin. Fiz uma prece por eles. Curiosamente, depois, na internet, abri a página e ouvi a música que estou estudando e está conforme deve ser. Curiosamente, depois, lanchei num lugar onde estava escrito que ali Shakespeare fazia refeições. Mães são mães e Mamãe ganso não deixou por menos e deu-me esses mimos.

Mamãe ganso disse para ter outros planos porque a gente precisa de planos, de novas ideias, posto que o que já foi o passado permanece como história, mas o futuro pode vir acompanhado de sonhos, depende da gente. Essa frase de simples não tem nada. A história é com agá maiúsculo e os sonhos são projetos a serem realizados.

A Mamãe ganso quer apoio para alguns dos seus projetos e pretende arrebanhar os financiadores das arruaças para bons projetos mundiais.

A Mamãe ganso brincou e disse que o problema do Mickey é achar que pode fazer tudo sozinho, mas ela sabe que ele precisa dela e ela está à vontade para conversar com ele.

Por fim, aconselhou-me a aproximar-me da cultura lusófona e providenciou a boa convivência através do motorista que nos mostrou claramente as alegrias que brasileiros e portugueses têm em comum.

Quando ele nos olhou e disse:

_Que bela “maçada” que vocês fizeram junto a Mamãe Ganso! Foi ou não foi?

Foi uma conversa de meia hora das mais felizes.

Enfim, Edite, agora fazemos planos e projetos para o futuro. Porém, se te escrevo e publico tal carta num blog, é porque a minha mamãe biológica ensinou-me que privacidade era algo com o que jamais se podia contar. Sabe, ela era do interior, e no interior, a janela da cozinha abre para a janela da casa ao lado e, por fim, todos sabem o que cada vizinho almoça e lancha. Vizinhos bons respeitam a individualidade do outro vizinho, vizinhos maus, não.

Sei que tive que falar em português, inglês, espanhol e, pasme! Em italiano com um grupo de turistas que estavam por conta deles mesmos, porque eles vão ao turismo com guia e cozinheiro próprios da terra.

Um grande abraço da sua amiga de sempre, Yayá.

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