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quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Autocrítica Feminina

Autocrítica Femininaclip_image002

Hoje, a mulher conquistou o seu espaço, pelo menos no mundo ocidental.

Pergunto se ela, a mulher, está se dessensibilizando?

Se um homem, tenha a idade que tiver, exemplificando no modo mais simples possível, extrair um dente do siso, ele pega o atestado do dentista e leva ao seu chefe, também homem e esse chefe libera e pede a ele que descanse sem se preocupar porque depois ele recupera o trabalho atrasado, ou, troca a folga de outro funcionário e repõe em data a ser marcada.

Agora, dentro do mesmo exemplo, entre duas mulheres a resposta muda. Tenho ouvido casos e mais casos em que a chefe, mulher, diz à funcionária:_Você que sabe se fica em casa, o problema é seu se depois não recuperar o que tinha para fazer hoje. Por mim, você está dispensada, mas pense em você e se compensa tirar essa folga apenas por uma extração de dente. Todas nós temos dentes e quase nenhuma falta. Temos funcionárias que trazem o lanche frio e trabalham. Sim senhora! Mas são exemplos de pessoas e não quero comparar ninguém com ninguém, a minha função é gerenciar, não é julgar. Depois dessa resposta, a funcionária mata o dia no emprego e não falta, mesmo precisando de repouso. Quando o fato se dá com outra funcionária, então o fato se torna uma questão de brio e a funcionária que não conseguiu a dispensa devida vira-se para a colega e diz:_Eu vim, eu não sou fraca e nem invento uma dor a mais para faltar.

A mulher criando o caldeirão, para os que não conhecem, são panelas maiores e mais quentes. A mulher impingindo o sofrimento para a outra como se o sofrimento da outra justificasse o seu próprio e como uma forma de vingança.

Tem-se a impressão que a frase ”Prefiro chefe homem, homem é mais humano”, vem da falta de profissionalismo da mulher. O que a mulher precisa entender é que ela é responsável pela humanidade, pela educação cordial entre os seres.

Tem-se igualmente a impressão que a competição está transformando a mulher, e ao invés de compartilhar as tarefas biologicamente dada a elas, transferem as suas responsabilidades e as suas dores para o próximo ou a próxima. Assim, a professora que eduque e os religiosos que passem valores de família. Os homens estão se transformando em objeto de consumo, pois muitas delas acreditam que homem não sente, homem se presta a sexo sem amor e reproduz com eficiência; abelhas rainhas não fazem nada, além disso, e a cada dia, as abelhas desaparecem e morrem sem explicação.

E os jovens homens? O que se pode esperar de jovens homens espoliados das emoções no momento em que despertam para a vida. Essa não será uma das causas dos jovens procurarem uma fuga no álcool, para não dizer pior?!

Um fato é sofrer e muitas mulheres sofrem com a violência, ninguém nega e até existem diversos meios de defesa para a vítima nesses casos. Outro fato é a vingança em outras mulheres da violência sofrida, “uma laranja que pensa que a vida pode ser melhor.” Existem ainda as chantagistas, aquelas que colhem da vida da outra uma possível vantagem para si mesma, são aquelas que atendem o seu telefone sem que você peça, examinam a sua lista de contatos em busca de segredos e, quando não encontram, te chamam de “sonsa”.

Fatos que se mostram incoerentes com a natureza feminina, fatos que enfraquecem a mulher enquanto gênero humano. Os valores humanitários não são feitos por homens para homens, mas para todos e a perda da humanidade com o que se presencia é de valor inestimável e, quem sabe, irrecuperável em curto prazo.

O homem, enquanto gênero, precisa se preservar e preservar a espécie. O homem que não se iguale a mulher nos seus defeitos, assim como a mulher não se iguale ao homem em seus defeitos.

Mas à hora da crítica é esta, a mulher precisa desse momento e, seria covardia que um homem fizesse uma autocrítica sobre um gênero que ele não sabe como é. Conheço mulheres maravilhosas, mas está se generalizando o conceito de que “as vencedoras” agem de maneira menos elegante, o que é um erro grave que leva a uma distorção nos conceitos de sociedade.

19 comentários:

Paulo Sotter disse...

Yayá. Que lindo texto e importante reflexão. Fica difícil um homem posicionar-se a respeito do assunto, sob pena de ser taxado de machista por um ou outro comentário politicamente incorreto. Acho que em cargo de chefia tanto homens quanto mulheres expõe seus defeitos por vaidade do poder. Concordo plenamente que o momento do debate é este e a questão mais importante é que justamente não se estabelece igualdade entre homens e mulheres. Igualdade em seus direitos e deveres sim, mas não igualdade na essência. Que a mulher não embruteça e que o homem não fuja a sua natureza simplesmente para parecer moderno. Temos todos a responsabilidade de formar as próximas gerações. Desculpe o comentário longo demais. Um abraço!

Parole disse...

Com certeza a mulher está se dessensibilizando.Penso que seja até normal que isso aconteça, afinal ela saiu de casa, onde reinava absoluta e foi disputar vaga de igual para igual com os homens nas empresas... mas acredito que isso não seja um caminho sem volta, pois textos assim como o seu nos faz parar para pensar e avaliar o equilíbrio das nossas atitudes.

Beijos, querida.

Christian V. Louis disse...

Como disse o Paulo, há de se ter cuidado um homem posicionar-se a respeito deste texto, porque corre-se o risco de ser mal interpretado, contanto, farei meu comentário e meus comentários, por vezes, são longos, escritor incurável até em comentários. ahah.
Estou ciente que não posso fazer uma crítica sobre algo que não sei, que não vivo, sou apenas estudante ainda, não entrei na "selva" do mercado de trabalho, contanto, tal como as mulheres tiram suas conclusões tanto dos homens quanto das mulheres com quem convivem, assim somos nós também. Então comentarei somente do âmbito comportamental de uma forma geral.
Adianto que gostei imenso do modo que conduziu seu texto, não ficou nem feminista e nem machista, totalmente equilibrado e para fazer refletir.
Penso que as mulheres em si tenham um senso de competição muito grande e não refiro-me apenas em relação aos homens, mas em relação entre si próprias principalmente. Isto, penso eu, desde sempre, imagino que desde antes da emancipação feminina que seria o quê? A tão comentada dupla jornada? Até que ponto isto fez bem e não gerou esse estresse todo? A chefe que maltrata a funcionária talvez esteja com a cabeça cheia dos afazeres domésticos que estão a sua espera ao chegar em casa, o que não seria o caso dos homens em sua maioria. Veja bem, não estou justificando tal comportamento cruel, mas buscando uma explicação, pois em minha família a maioria das mulheres tem seus empregos e cuidam das casas e vê-se o cansaço, a agressividade, a impaciência com seus filhos, ou seja, isto não afeta apenas o ambiente de trabalho mas a sua família também.
Porém, como o tema de seu post esteja bem focado a competição. Certa vez li uma matéria que dizia que "mulheres não se arrumam para os homens, mas para outras mulheres", não sei até que ponto é a verdade, mas pelo que consta em seu texto, há muita manipulação entre mulheres mesmo. Não é mais uma competição entre gêneros diferentes apenas, é uma desumanidade massiva.

Luna Sanchez disse...

Gostei muito da visão crítica e realista do texto, Yayá. Mulheres são altamente competitivas e acho sim que estão se desviando do seu caminho natural.

Um beijo.

Humberto Dib disse...

Aqui na Argentina, percebe-se esse fenômeno. Concordo, a mulher, em certa medida, está se dessensibilizando, mas isso não significa que os homens estejamos mais sensíveis...
Um bjo.
HD

Ah, a tua língua também é a minha, só que escrevo em espanhol por eu estar morando em BA. Muito obrigado pelos teus belos comentários.

*Simone Poesias* disse...

Parabéns pela texto. Sua crítica é justa e verdadeira.
Estão confundindo "ter um espaço", "vencer", "independência"... com "ser" frio e cauculista. Mas isso se dá a um sofrimento, a uma submissão antiga que nós mulheres carregamos de alguma forma dentro de nós. Mas não justifica perder a sensibilidade e huminidade. Não significa ser dura e fria com os demais.

Bjinhoss XD

Rodolfo Cuevas disse...

Saludo, mi apreciada:
Muy lindo y reflexivo texto es éste, amiga Yayá, me encantó.
Abrazos tiernos.

CEM PALAVRAS disse...

Yayá,
Seu texto me fez relembrar fatos semelhantes que aconteceram comigo. Qualquer dia desses eu publico.
Muitos beijos

Cecília Romeu disse...

Oi Yayá,
tantas coisas que abordaste no texto, que daria para fazer uma tese... rsrs
Mas, pegarei apenas um pequeno aspecto, até pelo avançado da hora. Não creio muito em dessensibilização... acho que é mais uma carapaça, uma armadura das mulheres que sofrem, e ainda sofremos sim, duros machismos da sociedade, que em muitos casos, são culpa das próprias mulheres que, quando mães, criaram seus filhos desta forma; ou permitindo a ascendência do pai, figura paterna, na prole; ao invés da partilha.
Beijos e obrigada pela visita!

Valdeir Almeida disse...

É necessário que os gêneros se igualem nas qualidades e não nos defeitos.

A discussão sobre as diferenças "sofríveis" entre homens e mulheres jamais terá fim. Mas o meio-termo é urgente.

Abraços.

Célia disse...

Todos os comentários são condizentes à sua proposta, Yayá. Vivi isso na pele dos dois lados. Fui chefiada e fui chefe. Jamais me esqueci do caminho que fiz para chegar onde cheguei. Em gestão de pessoas, harmonizar o clima organizacional com as metas empresariais, requer muita diplomacia e "know-how"; até porque o "gestor" também é "gestado". Na essência "homem-mulher" - o viável é que ambos não se desviassem de seu gênero com todas as suas particularidades que, aliás, complementam-se! Uma das minhas pesquisas quando da minha pós foi documentada em tais experiências. É uma polêmica discussão. Nem os melhores tribunais de um RH concluem em um denominador comum!
Parabéns pela sua incitação inteligente, como sempre!
[ ] Célia.

Silenciosamente ouvindo... disse...

Ao longo da m/vida profissional
(43 anos) tive chefes homens e
apenas uma chefe mulher. Posso
dizer-lhe que foi o pior que
encontrei ao longo desses 43 anos.
Lamento dizê-lo, sou mulher, mas
a mulher com poder, (pelo menos
as que conheci) se tornaram piores
que os homens...
Beijinho e bom fim de semana.
Irene

Solange Gomes disse...

Yayá,

Aceito o 'convite' para explanar aqui minha opinião ao teu texto, conforme , já feito no Portal Literal.

Não vou contactuar, como uma mulher contemporânea e tendo um círculo profissional de mulheres no "poder", como tua maneira de descrever a autocrítica feminina, generalizando geral o comportamento da mulher/chefe.

A mudança sociocultural que a mulher de hoje vivência precisa ser amparada por um forte desejo de autoconhecer-se para que reconheça o seu processo ascendente de evolução, as dificuldades que enfrenta para sustentar este novo espaço conquistado. Todavia, tua generalização no texto apresentado à mulher contemporânesa no "poder" deixa nas entrelinhas a marca da não verdade no mercado.

Que as mulheres são vaidosas e competitivas, não há nenhuma novidade e nem nenhum mistério. Porém, isso não faz com que uma mulher no cargo de chefia perca sua essência de alma feminina na sua sensibilidade e no carisma à outra mulher. Priorizar responsabilidades com respeito nas condições de chefe, não a tornar insensível ou desumana, pelo contrário, as metas definidas tendem agregar valores e fortalece o planejamento , sendo flexível para alterá-lo quando necessario, e isso só vai acontecer na união da chefia com seus funcionários. De modo indubitável , as sociedades humanas acrescentam infinidos detalhes para definir socialmente, o que sgnifica o homem e o que significa a mulher, as qualidades e o status respectivos que enraizam suas relações com o mundo moderno.

O texto esta generalizando a posição da mulher no 'poder' de forma radical e insensível aos dons femininos que a natureza à presenteou. Sendo assim, saliento que o teu texto, também generaliza o comportamento das mulheres no 'poder', e nesse caso, coloco que o mal não esta na potência fática do homem ou da mulher, mas no egoísmo, na prepotência de desejos, com base neste poder, ser o centro do universo.

Desculpe, mas pela segunda vez, sou obrigada a repetir , que se olharmos a sociedade moderna , como organização eficiente, logo, teremos mulheres com suas imagens de "campeãs invictas", com condições reais e psicológicas de identificar seus pontos fracos e fortes, suas potencialidades, corrigindo os rumos de sua jornada existencial, e sem perde seu lado humano e solidário.

Bjns.

Borboleteando disse...

Ótima reflexão,
A mulhere para conquistar seu espaço ñ necessita deixar de ser ela mesma...
Bjs, ótimo fim de semana

Ivone Poemas disse...

Inteligente e polêmica questão!
Em todos os sentidos eu sempre preferi homens médicos, dentistas, colegas de trabalho, eu sempre trabalhei com meu marido em uma micro empresa nossa e eu sempre fui a única mulher entre os homens, (metalúrgica)
eu faço contabilidade!
Adoro trabalhar com os homens, pois eles são respeitadores, colegas incriveis!
Concordo contigo em tudo o que escreveste, pois é mesmo assim!!!
As mulheres, nem todas, são mesmo muito competitivas e até crueis em alguns momentos umas com as outras!!!
Adorei esse texto, é mesmo muito reflexivo!!!
Abraços
Ivone poemas
henristo.blogspot.com

Solange Gomes disse...

Yayá,

Aceito o 'convite' para comentar aqui também, o meu ponto de vista no teu texto.

Conforme, deixei no Portal Literal, minha opinião é que se trata de um texto que generaliza a mulher contemporânea com "poder" para exercer o cargo de chefia. E, como dito por você mesmo, na tua réplica, você , apenas, se baseou ao construir esse texto, no relato de dois casos de duas pessoas conhecidas. Só que o universo do mercado, onde a mulher hoje atua como chefe é imenso e complexo, para ser analisado em dois casos. Minha opinião continua a mesma, convivo com várias mulheres de alto poder e sou orientada por uma mulher, que me oferece todas as possibilidades de crescimento , com muito respeito, sensibilidade e solidariedade. Bem, estou falando de mim , mas você teve outros exemplos lá no site de mulheres modernas que chefiam com sensibilidade outras mulheres. Um caso, ou outro não dá fundamentos básicos para pontuar uma 'autocrítica feminina", conforme a tua construida.

A mudança sociocultural que a mulher de hoje vivência precisa ser amparada por um forte desejo de autoconhecer-se para que reconheça o seu processo ascendente de evolução, as dificuldades que enfrenta para sustentar este novo espaço conquistado.

A tua maneira de generalizar o fato é que foi "gritante" ao analisar a mulher moderna no "poder", deixando nas entrelinhas a marca da NÃO verdade no mercado.

Que as mulheres, em geral, principalmente as executivas, são vaidosas e competitivas, disso ninguém dúvida, mas não há falta de sensibilidade e carisma nas suas atitudes. O que prioriza são as responsabilidades na cobrança da mulher/chefe, que tende agregar valor as metas definidas e fortalecer o planejamento , sendo proveitoso para ambas.

De modo indubitável, as sociedades humanas acrescentam infinidos detalhes para definir, socialmente, o que significa o homem e o que significa a mulher , as qualidades e o status respectivos que enraizam suas relações com o mundo moderno.

Com essa radicalização no teu texto sobre o 'poder' das mulheres, o que enxergo é que o mal não esta na potência fática do homem ou da mulher, mas SIM no egoísmo, na prepotência de desejar, com base neste poder, ser o centro do universo. Porém, as mulheres de hoje tem condições picológicas de identificar seus pontos fracos e fortes, suas potencialidades, e assim, corrigirem os rumos de sua jornada existencial ao mundo dos negócios , mas sempre com seus 'dons' femininos que a natureza as presenteou.

Olhando a sociedade moderna , como organização efiiente, evidentemente, o meu olhar holístico aponta para as mulheres com suas imagens de "campeãs invictas", com muita sensibilidade e solidariedade.

Desculpe, mais uma vez, mas não vou contactuar com o que não concordo, ou, melhor, com o que não vivo numa comunidade que o número de mulheres é superior ao dos homens.

Bjns.

Rebecca disse...

hola Artes,
la mujer pienso yo, nunca perderá su estado femenino y su sensible tacto para tratar las cosas. En el campo de trabajo tendrá que ser más rigida, pero es necesario para poder avanzar y sostener su respeto .
Muy interesante tu entrada.

un abrazo^^

Severa Cabral(escritora) disse...

boa noite querida amiga!
Passando para desejar uma primavera cheia de amor florido...
texto longo e cheio de polêmica...
bjssssssssssss

denise dutra disse...

oi, eu concordo que a mulher tem que deixar de ser "mulherzinha" dependente dos pais ou do marido e jamais faltar ao serviço por causa de uma extração de dente. o mundo é pesado, é duro com suas cobranças, e a gente nao pode ficar parada, não .