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sábado, 28 de novembro de 2015

Soneto Amargo

Soneto Amargo

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Sete vezes não faz uma semana,

Disse a carta na mesa sem mais nada;

Esse sete fingiu feito à cigana,

E previu toda sorte serenada.

 

O que a sorte diz, quase sempre engana,

É impossível que a sorte seja dada

Sem que seja buscada ao que se irmana,

E, o sentido, é querê-la bem pensada.

 

Toda sorte, se doada, é o que profana;

A esperança é a vontade apaziguada

Com carinho, não há vela sem ventana.

 

Impedida é essa luz quando apagada,

Se a certeza também é traquitana,

O destino é pensar na sorte dada.

Um comentário:

Gracita disse...

A sorte não é um prêmio que se doa pelo nada
Na verdade os nossos desejos fazem parte de uma bela conquista
Um poema sensacional
Uma boa semana para você
Beijos