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sábado, 23 de julho de 2011

História de Ninar

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Dona Safira comprava um vestido novo para ir a uma festa, quando houve um princípio de incêndio na loja ao lado e as chamas adentraram a loja onde ela estava. As vendedoras chamaram o gerente que estava em seu escritório.

Lúcio, o gerente, saiu do escritório, viu as chamas invadindo a loja e os vários fregueses que faziam as suas compras no local. Acionou o Corpo de Bombeiros, viu a dona Safira e a pegou no colo. Retirou-a da loja e a colocou no outro lado da rua sentada em uma cadeira da loja, levada pela vendedora que ficou de companhia. Pediu à senhora que não fosse sozinha para casa porque certamente estava nervosa com o susto.

_Chame um familiar, eu me sentirei melhor assim.

Diante de toda essa gentileza, Safira ligou para casa e a filha atendeu:

_Filha, venha me buscar. A loja está pegando fogo e o gerente prefere que eu saia daqui acompanhada. Eu não entendo tanta gentileza para comigo quando ele deveria estar apagando o fogo junto com as funcionárias. É um jovem bonito e eu prefiro mesmo que você venha antes que ele queira me levar.

Esmeralda, a filha corre até a loja e se encontra com a mãe.

_Mãe, que bom que você está bem!

Nesse instante, a vendedora pede que a aguarde enquanto avisará o gerente que a filha dela chegou.

_Mãe, o gerente é bonito mesmo, bem que você falou.

O gerente chega com certo ar de autoridade e proteção e pede para conversar com Esmeralda na lanchonete da esquina.

Desconfiada e séria, a moça segue com o gerente até a esquina.

_Pois não, senhor. Há algum problema com a minha mãe?

_Não é sobre a sua mãe, é sobre você.

Esmeralda não comprava naquela loja e não entendeu.

_Você não é a Esmeralda que comprava pipoca duas vezes por semana em frente ao cinema?

_Sim, quem é você?

Lúcio era o filho do pipoqueiro com o qual ela conversava sempre que ia ao cinema. Ele, de um jeito infantil, cobra a dívida:

_Será que você lembra que marcou um encontro comigo antes de se mudar? Eu te esperei o dia inteiro e você não apareceu. Você contou que iria embora, por que faltou à última pipoca?

Ela lembrou, era verdade o que ele dizia.

_O meu pai foi transferido para arrumar a ponte que partiu, ele foi um dos engenheiros da ponte. Ele precisava do mapa para ir até lá. Recebemos os mapas naquele dia e fiquei em casa com mamãe para recepcionar bem as visitas.

Depois da dívida paga, Lúcio contou que tinha uma namorada há seis anos e que era namoro sério, mas que aquele desencontro o magoava ainda.

Esmeralda corou, mas aceitou conversar com ele em outras oportunidades.

_Não se apegue a mim, disse Esmeralda.

_ Não se apegue a mim, disse Lúcio.

_Não se aproxime de mim, você tem namorada.

_Você tem razão, disse Lúcio.

_Adeus e seja feliz, disse Esmeralda.

_Adeus e seja feliz, disse Lúcio.

Como se fosse à despedida da infância, eles se despediram. Alguns maus espíritos não suportaram tanta pureza e ingenuidade e começaram a sussurrar através das paredes até que, algum tempo depois, os espíritos maus criam um reencontro forçado, na intenção de observar alguma ferida, algum indício de triângulo amoroso. Os espíritos maus não achavam graça nesse final.

Esmeralda se dirige à saída de uma confeitaria e vê o Lúcio e a Mariane entrando pela porta. Ele entra aborrecido e ela com um ar de superioridade e enfrentamento, embora desconhecesse a fisionomia de Esmeralda.

Esmeralda passa por Lúcio e sorri para Mariane.

_O lanche desta confeitaria é delicioso, entrem e provem o que estou dizendo.

Lúcio avisa com o olhar quem era a Esmeralda e sorri. Mariane o pega pelas mãos e também sorri.

Esmeralda segue feliz por desfazer qualquer mal entendido, segue feliz nesse desencontro que o fogo causou, segue só em busca da sua felicidade.

19 comentários:

Graça Pereira disse...

Há desencontros que são encontros... e há encontros que definem novo rumo na vida! Uma história muito interessante.
Beijocas
Graça

Ma Ferreira disse...

Parabéns pelo seu texto.
As vezes só precisamos de um ponto para dar sequencia a nossa vida.
Sem aquela coisa de "ranço!.
Eu sempre gosto que as minhas histórias terminadas tenham um ponto final bem explicito. Tipo é um Adeus.
Ai., é so seguir em frente.
Bjkas
Ma

Majoli disse...

Yayá, que desfecho desse conto!!!
Nossa, adorei por demais.
Fui lendo doida pra chegar no final, e achei legal essa dos maus espíritos.
Criatividade enorme a sua.
Beijos no coração.

Vera Lúcia disse...

Yayá,
Adorei a abordagem da história, aliás, muito bem contada.
Final feliz para todos.
Beijos e um lindo fds.

Borboleteando disse...

Lindo texto!!
Parabéns, obrigada por se lembrar de mim...
Beijos, uma noite iluminada e um domingo maravilhoso para ti

Marcia disse...

Belo texto minha querida! me prendeu ate o fim! deixo te um bjo!

Sobre o Tempo disse...

Parabéns pelo texto e obrigado pela visita. Volte sempre! Um ótimo fim de semana!

Severa Cabral(escritora) disse...

Sempre que passo por aqui sinto que tens uma criatividade esplendorosa...textos muito bem elaborados...que sentimos o desejo de chegar ao fim da leitura...
Bjsssssssssssss

Lena disse...

Yayá
Adorei porque teve início, meio e fim. As coisas, bem ou mal, para qualquer uma das partes ficou bem resolvida! Bjs minha linda amiga!
Um ótimo domingo!

MARILENE disse...

É muito bom quando situações mal resolvidas encontram o seu verdadeiro fim.

Bjs.

Marina-Emer disse...

muy bonito relato yo entiendo leerlo pero no se escribir tu idioma.gracias por tu visita y tus bellas palabras a mi poesia
feliz domingo
besos Marina

aurelio disse...

A vida reecontra aquilo que de desencontra. A felicidade esquecida, a lembrança tentada e a oportunidade vencida.

Abraço Yayá~

-aurelio

Simone MartinS2 disse...

Bom dia, as vezes, o amor tem dessas coisa, e o triangulo se forma e quebra regras que o destino se incube de ajeitar, mas faz parte da vida e amar nem sempre vem com bula explicativa...bjin e bom domingo pra ti...bjin e fique com DEUS

Amanda Lemos disse...

Tudo muito interessante por aqui,
Gostei muito mesmo.
E te convido para conhecer meu espaço, caso queira dar uma olhada, seguir..;

http://www.bolgdoano.blogspot.com/

Muito Obrigada, desde já.

Célia disse...

... Ah! Quantas pipocas perdidas... quantos espíritos maus que não vieram ao meu encontro!! Continuo... quem sabe, um dia, na estrada da vida terei o meu "encontro"... [ ] Célia.

Ricardo Steil disse...

Yayá, muito obrigado pelos elogios, fiquei super honrado. Desculpe só estar dando respaldo agora, encontrava-me em meio a um seminário de psicologia e totalmente desconectado do mundo. Enorme beijo e fique com Deus.

Aclim disse...

Olá Yayá, passando para agradecer o selinho, abraço

Cristina Lira disse...

Palavras de encantamento, e que nos move por dentro.
Bjos no coração , e uma excelente semana.

Felicidade Clandestina disse...

que maravilha, menina.
obrigada pelas adoráveis visitas :)

beijos