Rio de Janeiro

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O blog da Nina, menina que lia quadrinhos.

quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Para o Ano que Vem

Para o Ano que Vem

     Para o ano que vem quero tomar mais cuidado com o frio e os resfriados. Também quero cuidar dos gelados nos dias quentes.
     Este ano que tem um mês para terminar, exageramos.
     Mas este ano ainda é um livro a ser escrito, para mim e para todos os leitores.
     As árvores de natal estão por toda a parte, e somos parte dessa festa, muito mais aguardada que comemorada, porque o tempo de reflexão é também importante.
     À espera dessa comemoração é importante lembrar de todos os dias de Natal que tivemos, os bons e os tristes, os rotineiros também.
     Reparem que todos os dias de Natal são diferentes uns dos , especialmente diferentes porque nós, apesar de todas as vivências, continuamos os mesmos, e as expectativas se referem a cada Natal porque eles não se repetem, a menos que nada se planeje, ou melhor, que se planeje tão detalhadamente que não se espere nada, nem um pensamento diferente do planejado.
     Essas reflexões não são tolas, tem a ver com a fé. O único sentido verdadeiro do Natal é o nascimento do Menino Salvador. Esse é o significado, que Jesus Cristo esteja conosco em todas as circunstâncias das nossas vidas, mantendo em nós o espírito capaz de surpreender pela vontade de ser feliz com a ajuda de Deus.
     Há muitas realidades que ultrapassam a nossa compreensão. As realidades difíceis estão no dia a dia sob nossas vistas e são as dificuldades dos outros. Se é fato que existem realidades que dependem de nós, também dependem da obediência ao que está escrito nas escrituras sagradas.
     Existem outras realidades que fogem à compreensão e mais comuns do que se imagina. Posso exemplificar: hoje eu estava saindo de casa, praticamente abrindo a porta de saída, quando o telefone tocou. Fala daqui e fala dali, era um daqueles telefonemas de golpistas, mas até confirmar que tudo o que queriam era uma mentira, passou-se meia hora. Avisa daqui e avisa dali, e pronto, o dia foi modificado. Eu só saí depois de tudo esclarecido e a empresa confirmando que o telefonema não tinha partido dela.
     Se eu tivesse saído sem atender o telefone, o dia seria diferente. Mas diferente, como? Não sei.
     Esse interregno de tempo, essa meia hora ao telefone, desnecessária ao todo, é a realidade que foge à compreensão humana. Se para melhor ou não, jamais saberei.
     Acredito que é em casos como esse que está a compreensão divina, aquela que sabe mais do que todos nós em conjunto.
     São realidade que independem dos valores de certo e errado, dos valores humanos normais a todos, essa realidade de meia hora atendendo um problema que eu não tinha e não tenho, afinal das contas, é questão das mais sérias quando se trata de filosofia e de teologia.
     Para complementar, falta dizer que é época de doações e que acabei doando algumas coisas ao supermercado e suas obras sociais.
     A fé, o tempo, as leituras teológicas e comuns foram questionadas por essa meia hora em que o dia mudou a rotina posterior.
     Vou gastar mais tempo para refletir e isso fica para o ano que vem.  

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Curitiba?


Curitiba?

     Gente de bom humor é outro departamento.
     _Você é de Curitiba?
     Sim, sou.
     _Você é a pessoa certa para me ajudar.
     Pois não, diga.
      _Outro dia, na minha casa, encontrei uma aranha, matei e tirei foto para pesquisar na internet. Era aranha de Curitiba. Algo muito sério, era marrom. Como é que faz para ela não aparecer?
     Não faz. Guarda tudo em armário e organizador.
     Assim continua:
     _ O café aqui é mais barato e o lanche é bom, senta aí.
     Lanche bom é pouco.Eu não sabia da empada de queijo com cebola que ficou sem receita porque era feita à olhômetro. Saudade. 
     _Aqui só tem uma coisa ruim. Não tem supermercado por perto.
     Deve ser isso: quando bate qualquer tipo de saudade, eu vou ao supermercado e procuro crônicas para me distrair.
     Outra história:
     _Pelo menos aqui é tranquilo, ninguém rouba nada de ninguém. Como são as prais no sul?
     Planas, de tamanho médio, com os mesmos problemas.
     _Sem campo de visão é um inferno para a polícia.
     Vamos ter que investir em segurança...
     _Obrigatoriamente! Tem um videogame que mostra bem a situação plana e sem campo de visão. Toda o monitoramento que o morador puder ter por conta própria é bom para nós.
     O bom humor contamina.
     Aquela nossa mania de dizer as coisas sem dar chance para resposta também mereceu uma graça.
     _Se fosse eu, deixava aleijadinha, num cantinho, assistindo televisão, sem incomodar ninguém.
     Tem um colega por aqui, ouvi algumas frases compatíveis com um criminalista.
     Por falar em Curitiba, também:
     _Como é que é ficar na sombra com um calor desses?
     Estando bem tratada, com água gelada, cadeira de descanso e gentileza, melhor é praticamente impossível. 
     Pilhéria. Descanso esclarecedor. Disciplina, necessidades, contar com gente séria e manter a força de vontade nisso tudo.
     Agora uma história de santo - nós, batistas, estudamos os santos.
     "Conta-se que Santo Antonio discursava e ninguém lhe dava atenção. Observando que a plateia não lhe dava atenção ele parou de discursar ao público presente e virou-se para um rio. Fez o discurso para os peixes e os peixes começaram a pular na água do rio como se conseguissem entender o que dizia santo Antonio" Esse é o milagre dos peixes de Santo Antonio.
     Com a graça de Deus, um bom dia a todos.  
  

     

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Mansuetude

Mansuetude


Contemplar
É atitude
Em quietude,


Divagar
Magnitude
Que se alude


Sem lugar:


Mansuetude.

sábado, 25 de novembro de 2017

O Professor de Deus / Comentário

O Professor de Deus/ Comentário


     Se tudo está escrito, falta tirar conclusões. Ainda bem , que para a sorte da humanidade, existem conclusões pessoais, que por si só fazem uma enorme diferença à esse tudo que está escrito.
     Com um mínimo de bom humor, eu diria que seria enfadonho se o mundo fosse igual a uma convenção de regras condominiais. As convenções condominiais são absolutamente necessárias, respeitadas as individualidades dos moradores.
     Ninguém é "professor de Deus", aliás o único que teve esse direito até hoje foi José, o pai de Jesus, que o educou.
     Às vezes, o ser humano merece mais, principalmente os de boa fé. Respeito, sinceridade, consideração são valores que vão além daquilo que simplesmente é permitido, como por exemplo, escolher entre proteínas e carboidratos. As gorduras, particularmente, que fiquem por conta dos chocolates.
     Quando eu escuto muitas histórias, prefiro não fazer crônica; um apanhado geral fica melhor dito.
     Tenho observado gente demais a querer ensinar o próximo, só que, nem sempre, com competência para isso. É isso que aborrece.
     As individualidades fazem parte das escolhas humanas que podem trazer pontos positivos para toda a humanidade.
     Não lembro o didata que celebrou a classe, mas foi muito interessante quando adentrou a sala de aula e fez uma observação:
     _Hoje vocês estão de parabéns! Não consigo ver dois alunos ou alunas com roupas semelhantes. Vejo roupas dos mais variados estilos, todos diferentes uns dos outros. Em vocês, eu acredito. Não são pasteurizados. Os "pasteurizados" além de se vestirem de maneira igual, cobram-se mutualmente por comportamentos iguais. São jovens "chatíssimos" (expressão que significa entediantes).
     Estava tudo certo com a aula: os alnos estavam todos na sala de aula às sete da manhã, o professor estava com vontade de ensinar, a secretária providenciara o livro de chamada dos alunos e cada um diferente do outro. Cabe aqui observar que diferentes e divergentes são termos com significados diversos.
     Ainda é possível levar uma vida harmoniosa sem ter que ficar ensinando o outro sobre o que é ideal.
     Consigo o meu minuto de sossego agora, pois ainda ontem ouvi mais uma lição.
     Também não sou "a dona da verdade", mas tenho alguma certeza de que ser humano é ser humano e, para começar um bom final de semana: Graças a Deus!    
     

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Poema de Algodão

Poema de Algodão


O desconto está pronto,
A loja é tentação,
Não sei se quero e compro.
Essa liquidação

É feita a café pronto
Numa paginação,
E, ou preciso, ou me apronto,
 Ou é saldo de verão.

Nem tudo é contraponto,
Às vezes é a canção
Na qual a pausa aponto;
É um poema de algodão.