Seguir a Meada
O fio da meada
A não perder
É linha atada
A se coser
Mui bem cuidada,
Por se querer
A linha dada
Perfeita a ver;
E não é mais nada,
Por não mais ser
Visualizada
Sem se saber.
É um blog com artes e contos, crônicas, comentários, imagens e, arteiros em geral
Seguir a Meada
O fio da meada
A não perder
É linha atada
A se coser
Mui bem cuidada,
Por se querer
A linha dada
Perfeita a ver;
E não é mais nada,
Por não mais ser
Visualizada
Sem se saber.
Em Todo Lugar
Se fosse somente aqui,
Mas todo lugar é aqui,
E esse tempo não tem quando
Vai mudar, ou se daqui
A pouco, virá até aqui
Alguém de longe contando
Da esperança desse aqui,
Em que o tempo de hoje é quando.
Hora
A hora passa,
E bem passada
Quando precisa,
Tempo e divisa
Do que se passa,
Não terminada,
Hora concisa
Que desavisa,
Mas que compassa
Descompassada,
E magnetiza
O dia que frisa.
Água e Vazão
Depois da seca,
Vem chuva e lama
E aumenta o drama
De toda a cerca,
E sofre a grama,
Que se derrama
A um rio de perca;
Pesca-se a rama.
Agora, com Noção / Reflexão
Entrei em contato com a revista de moda, perguntando sobre a nova edição, aquela que não saiu.
Penso que não tinha a exata dimensão do preblema, tão ocupada a higienizar a casa que não pensei nas dificuldades das revistas.
Como seria possível fazer uma revista de moda sem experimentação de roupas, penteados, maquiagem, paisagens bonitas?
Quantas dificuldades encontram-se as editoras de revistas, não somente de moda, mas aquelas que contém fotografias, lugares, restaurantes, bares e novidades, lanchonetes, comidas, artigos para casa e jardim, decoração e tantas outras revistas que tanto agradam a nós, mulheres, dentro de casa, com medo de contrair o vírus?
Percebo que as dificuldades estão desafiando o tempo e impondo limites jamais imaginados às pessoas como um todo.
As lojas e os seus anúncios via internet é tudo o que está ao alcance de nós. Aproveitamos a internet, mas não tínhamos a exata dimensão da situação, também causada pela rotina necessária.
Tudo o que temos acesso são sobre inúmeras discussões que, nesse momento, pouco resolve, pois até que se possam fabricar vacinas para o mundo inteiro, algum tempo levará. Serão meses desse jeito, e temos que preparar a vontade de continuar nessa rotina incansavelmente.
No entanto, é difícil entender até que se perceba, que o distanciamento social implica em grandes dificuldades para revistas que são compradas em bancas de jornal, que quase não existem mais, ou resistem em meio a uma crise sem precedentes.
Não se sabe como vivem as pessoas nos outros bairros da cidade, as dificuldades que atravessam, e são pessoas da chamada classe média essas pessoas.
O acesso aos livros, ao conhecimento é o que temos disponível, mas sobre as pessoas não sabemos muito além dos lugares que fecharam definitivamente.
Ninguém tira fotos, faz filmes caseiros, mas temos os youtubers, e fica faltando gente.
Por outro lado, sair é se arriscar a ficar doente e trazer a doença para casa.
Não adianta fazer planos, porque somente depois que o pior da pandemia passar é que teremos a exata noção dos outros.
Pela revista de moda, que não é essencial, percebo parte da real situação do mundo do lado de fora da porta de casa, o que é essencial para saber que quando isso passar, as pessoas estarão sofridas, e que será preciso amenizar o próprio ânimo para diminuir a dor de muita gente.
Conforme fico sabendo da real situação dos outros, posso compartilhar com os leitores, aos quais agradeço a visita ao blog.
Crônica de Celular
Esta crônica surgiu a partir de um raciocínio após ter enviado o recibo da conta de luz pago por um aplicativo diretamente para uma vendedora de seguros, a qual eu não quis contratar, enfim, o celular embaralhou-se, mas eu explico:
São livros, notícias, músicas, contas de luz, grupos de whats, e uma longa lista para ser feita ao dia a dia, também caprichada pela pandemia.
O cartão de memória, me avisa que é incompatível com o celular, o que significa que eu preciso saber sobre o cartão de memória compatível com o celular, ou configurar o cartão de memória de maneira correta.
Decidi não participar de grupos de whats após tostar o feijão no fundo da panela e comer mesmo assim.
Gosto do celular, e acho utilíssimo, mas sem exageros.
A geração mais nova precisa saber disso. Não há nenhuma necessidade para que se compre espaço em nuvem de armazenamento, pelo menos para mim.
Concordo com o filósofo Cortella quando ele diz que cozinhar e ler ou usar o celular são tarefas que não combinam. Cozinhar exige higiene e ler mensagens enquanto se prepara a refeição é antihigiênico. Mesmo ao apenas aquecer alimentos, pode acontecer o que aconteceu, tostar o feijão no fundo da panela.
Há dia em que o celular pede para deletar arquivos, e quase perdi um aplicativo nessa automação.
A realidade é a prioridade, e não há escolha, é preciso parar e observar com atenção as mensagens que se recebe.
Quando vou ao mercado, dificilmente alguém me observa com o celular nas mãos. Ora, não tem cabimento lambuzar o celular de álcool gel!
Saí de três grupos, mas se ficarmos em mensagens e aplicativos, o que há para ser feito, e que não é pouco, pode ser deixado de lado, e os tempos são outros, são tempos de pandemia.
Ainda hoje, uma senhora se queixava, dizendo que as dificuldades naturais dela estavam atrapalhando um pouco as atividades do lar, e dizia que estava cansada de lavar a cozinha depois e fazer o bife, mas que precisava deixar a cozinha limpa para o dia seguinte. Contava que pela manhã, cozinhava para a família, limpava a cozinha e tirava um cochilo, depois acordava e terminava a desinfecção da sua casa.
A senhora agradecia a companhia da irmã e da cunhada na ida ao supermercado, porque ela estava cansada de não ter tempo para conversar.
O supermercado pede que seja uma pessoa por família, então ali estavam três casas, com uma pessoa da família de cada casa, com um carrinho cada uma, fazendo compras e conversando com certa distância.
Pela frase acima percebe-se o sofrimento das famílias.
Não tem outro jeito, todos têm que se cuidar. As faixas etárias têm pensamentos e maneiras próprias de sua geração, é preciso que entendam essas maneiras próprias de cada geração.
Nessa questão de conexões e aplicativos, eu não sou mestre, mas sei lidar com whats. Redes sociais não são o meu ponto forte, porque o tempo é precioso, e para dar conta das novas exigências pandêmicas, deixar o celular enxuto, e retornar a cozinhar sem deixar de lado os livros e a música, é preciso uma certa ginástica.
Por outro lado, para se ter vários aplicativos, acredito que seja necessário um mega celular, o que é desnecessário e caro, uma extravagância. Este parágrafo mereceria um grife-se, porque é preciso gostar desses celulares com memória imensa, mas também pagar segura contra furto, o que é uma incongruência nesse momento.
E é nesse embaralhamento no qual nos encontramos agora, todos, sem exceção.
Interdependência Humana
Prudência exige coerência
Em tudo o que se compreende,
E isso reforça a consciência
Do que é preciso na gente.
Destino existe, e a paciência
Agora é o dever presente,
Mas há alguma interveniência
Desconhecida e latente
Ao ser, real de permanência
E sentido condizente,
Quando acresce essa experiência
Ao dia da vida da gente.
Geração dessa existência,
Que, pela distância é ausente,
Para saber da inerência
Do ser bom e inteligente.