Rio de Janeiro

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O blog da Nina, menina que lia quadrinhos.

domingo, 7 de março de 2021

Seguir a Meada

Seguir a Meada


O fio da meada

A não perder

É linha atada

A se coser


Mui bem cuidada,

Por se querer

A linha dada

Perfeita a ver;


E não é mais nada,

Por não mais ser

Visualizada

Sem se saber.

 

sábado, 6 de março de 2021

Em Todo Lugar

 

Em Todo Lugar


Se fosse somente aqui,

Mas todo lugar é aqui,

E esse tempo não tem quando


Vai mudar, ou se daqui

A pouco, virá até aqui

Alguém de longe contando


Da esperança desse aqui,


Em que o tempo de hoje é quando. 

sexta-feira, 5 de março de 2021

Hora

Hora


A hora passa,

E bem passada

Quando precisa,

Tempo e divisa


Do que se passa,

Não terminada,

 Hora concisa

Que desavisa,


Mas que compassa

Descompassada,

E magnetiza

O dia que frisa.

quinta-feira, 4 de março de 2021

Água e Vazão

Água e Vazão


Depois da seca,

Vem chuva e lama

E aumenta o drama


De toda a cerca,

E sofre a grama,

Que se derrama


A um rio de perca;


Pesca-se a rama. 

quarta-feira, 3 de março de 2021

Agora, com Noção / Reflexão

 

Agora, com Noção / Reflexão


     Entrei em contato com a revista de moda, perguntando sobre a nova edição, aquela que não saiu.

     Penso que não tinha a exata dimensão do preblema, tão ocupada a higienizar a casa que não pensei nas dificuldades das revistas.

     Como seria possível fazer uma revista de moda sem experimentação de roupas, penteados, maquiagem, paisagens bonitas?

     Quantas dificuldades encontram-se as editoras de revistas, não somente de moda, mas aquelas que contém fotografias, lugares, restaurantes, bares e novidades, lanchonetes, comidas, artigos para casa e jardim, decoração e tantas outras revistas que tanto agradam a nós, mulheres, dentro de casa, com medo de contrair o vírus?

     Percebo que as dificuldades estão desafiando o tempo e impondo limites jamais imaginados às pessoas como um todo.

     As lojas e os seus anúncios via internet é tudo o que está ao alcance de nós. Aproveitamos a internet, mas não tínhamos a exata dimensão da situação, também causada pela rotina necessária.

     Tudo o que temos acesso são sobre inúmeras discussões que, nesse momento, pouco resolve, pois até que se possam fabricar vacinas para o mundo inteiro, algum tempo levará. Serão meses desse jeito, e temos que preparar a vontade de continuar nessa rotina incansavelmente.

     No entanto, é difícil entender até que se perceba, que o distanciamento social implica em grandes dificuldades para revistas que são compradas em bancas de jornal, que quase não existem mais, ou resistem em meio a uma crise sem precedentes.

     Não se sabe como vivem as pessoas nos outros bairros da cidade, as dificuldades que atravessam, e são pessoas da chamada classe média essas pessoas.

     O acesso aos livros, ao conhecimento é o que temos disponível, mas sobre as pessoas não sabemos muito além dos lugares que fecharam definitivamente.

     Ninguém tira fotos, faz filmes caseiros, mas temos os youtubers, e fica faltando gente.

     Por outro lado, sair é se arriscar a ficar doente e trazer a doença para casa.

     Não adianta fazer planos, porque somente depois que o pior da pandemia passar é que teremos a exata noção dos outros.

     Pela revista de moda, que não é essencial, percebo parte da real situação do mundo do lado de fora da porta de casa, o que é essencial para saber que quando isso passar, as pessoas estarão sofridas, e que será preciso amenizar o próprio ânimo para diminuir a dor de muita gente.

     Conforme fico sabendo da real situação dos outros, posso compartilhar com os leitores, aos quais agradeço a visita ao blog.

      

terça-feira, 2 de março de 2021

Crônica de Celular


Crônica de Celular


     Esta crônica surgiu a partir de um raciocínio após ter enviado o recibo da conta de luz pago por um aplicativo diretamente para uma vendedora de seguros, a qual eu não quis contratar, enfim, o celular embaralhou-se, mas eu explico:

     São livros, notícias, músicas, contas de luz, grupos de whats, e uma longa lista para ser feita ao dia a dia, também caprichada pela pandemia.

     O cartão de memória, me avisa que é incompatível com o celular, o que significa que eu preciso saber sobre o cartão de memória compatível com o celular, ou configurar o cartão de memória de maneira correta.

     Decidi não participar de grupos de whats após tostar o feijão no fundo da panela e comer mesmo assim.

     Gosto do celular, e acho utilíssimo, mas sem exageros.

     A geração mais nova precisa saber disso. Não há nenhuma necessidade para que se compre espaço em nuvem de armazenamento, pelo menos para mim.

     Concordo com o filósofo Cortella quando ele diz que cozinhar e ler ou usar o celular são tarefas que não combinam. Cozinhar exige higiene e ler mensagens enquanto se prepara a refeição é antihigiênico. Mesmo ao apenas aquecer alimentos, pode acontecer o que aconteceu, tostar o feijão no fundo da panela.

     Há dia em que o celular pede para deletar arquivos, e quase perdi um aplicativo nessa automação.

     A realidade é a prioridade, e não há escolha, é preciso parar e observar com atenção as mensagens que se recebe.

     Quando vou ao mercado, dificilmente alguém me observa com o celular nas mãos. Ora, não tem cabimento lambuzar o celular de álcool gel!

     Saí de três grupos, mas se ficarmos em mensagens e aplicativos, o que há para ser feito, e que não é pouco, pode ser deixado de lado, e os tempos são outros, são tempos de pandemia.

     Ainda hoje, uma senhora se queixava, dizendo que as dificuldades naturais dela estavam atrapalhando um pouco as atividades do lar, e dizia que estava cansada de lavar a cozinha depois e fazer o bife, mas que precisava deixar a cozinha limpa para o dia seguinte. Contava que pela manhã, cozinhava para a família, limpava a cozinha e tirava um cochilo, depois acordava e terminava a desinfecção da sua casa.

     A senhora agradecia a companhia da irmã e da cunhada na ida ao supermercado, porque ela estava cansada de não ter tempo para conversar.

     O supermercado pede que seja uma pessoa por família, então ali estavam três casas, com uma pessoa da família de cada casa, com um carrinho cada uma, fazendo compras e conversando com certa distância.

     Pela frase acima percebe-se o sofrimento das famílias.

     Não tem outro jeito, todos têm que se cuidar. As faixas etárias têm pensamentos e maneiras próprias de sua geração, é preciso que entendam essas maneiras próprias de cada geração.

     Nessa questão de conexões e aplicativos, eu não sou mestre, mas sei lidar com whats. Redes sociais não são o meu ponto forte, porque o tempo é precioso, e para dar conta das novas exigências pandêmicas, deixar o celular enxuto, e retornar a cozinhar sem deixar de lado os livros e a música, é preciso uma certa ginástica.

     Por outro lado, para se ter vários aplicativos, acredito que seja necessário um mega celular, o que é desnecessário e caro, uma extravagância. Este parágrafo mereceria um grife-se, porque é preciso gostar desses celulares com memória imensa, mas também pagar segura contra furto, o que é uma incongruência nesse momento.

     E é nesse embaralhamento no qual nos encontramos agora, todos, sem exceção.         

segunda-feira, 1 de março de 2021

Interdependência Humana

 Interdependência Humana



Prudência exige coerência

Em tudo o que se compreende,

E isso reforça a consciência

Do que é preciso na gente.


Destino existe, e a paciência

Agora é o dever presente,

Mas há alguma interveniência

Desconhecida e latente


Ao ser, real de permanência

E sentido condizente,

Quando acresce essa experiência

Ao dia da vida da gente.



Geração dessa existência,

Que, pela distância é ausente,

Para saber da inerência

Do ser bom e inteligente.