Rio de Janeiro

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O blog da Nina, menina que lia quadrinhos.

domingo, 14 de outubro de 2018

Convergência

Convergência


Não é mais inverno, mas chove,
E dentro à alma algo se move
 E propositivamente,
Entre o que é esparso e o frequente;

Essa chuva não comove,
Embora de si, renove
Uma certeza latente,
A de que é benevolente,

Quando é afável e promove
Um pensamento que aprove
A emoção correspondente
Convergindo ao concernente.


sábado, 13 de outubro de 2018

De Modo Geral / Comentário


De Modo Geral / Comentário

     Recebo alguns emails sobre política. A imprensa tenta adivinhar o que está acontecendo no país, e não entende.
     Não entende porque não escuta, não permite o diálogo, ou sente-se tal e qual julgadora dos bens e males que afetam o mundo?
     É falso dizer que a classe média está calada.
     Ocorre que, a classe média, estando inclusa esta que vos escreve, não tem a menor aptidão para lidar com os extremistas.
     Com o novo Congresso já eleito, espera-se com otimismo que o candidato da direita cuido especialmente dos extremistas que o apoiam e que o candidato da esquerda cuido dos extremistas que o apoiam.
     Essa tal de classe média é ocupada em cuidar da própria vida, e muito embora vote e até mesmo faça alguma torcida, tem mesmo é que saber dos preços dos produtos do supermercado, manter as casas com os problemas que apresentam de piso, pintura e móveis deteriorados.
     Acredito que a classe média acredita que os políticos possam chegar a um consenso a fim de não permitirem que os extremistas atuem.
     Mas, se dependerem da classe média, danou-se a esperança. Não, não é falta de vontade de colaboram, é incompetência nossa.
     O que se sabe fazer é colocar a bolsa na frente do corpo para evitar trombadinha e recorrer ao sistema próprio da segurança pública.
     Muita estupidez é dita por aí. Achar que nordestino não vota num determinado candidato. Vota e se sente igual ao sulista que vota no determinado candidato. Achar que sulista não vota em determinado candidato também é falso. Não é pensando que os moradores de uma determinada região são contra os moradores de outra região é que vai se resolver o problema.
     O problema político é o extremismo. O problema urbano é a violência.
     Usando termos menos elegantes pede-se que cada um dos candidatos cuido da sua criação de cavalos xucros: domem-os.
     Mesmo porque esses grupos não estão dispostos a entender a classe média; eles querem mandar.
     Se o país está dividido, está dividido em três: a direita, a esquerda e, os impossibilitados de agir por desconhecimento de causa.
     Há um acordo implícito existente, no qual cada um vota em acordo à pressão recebida para que o vencedor, acabe com essa radicalização dos ânimos.
     A imprensa é fonte de pressão sobre a sociedade.
     Tudo depende da circunstância, e sendo assim, a classe média não pretende discutir esse assunto. 
     Nesse momento a chamada classe média acompanha os interesses dos grupos dominantes, sem que interesse a eles saber se representam ou não representam a mesma.
     O intuito é assistir aos debates no Congresso e não nas ruas, porque todos têm o que fazer, têm responsabilidades que não podem ser transferidas à ninguém.
     O recado desse texto é o seguinte:
     Comportem-se e ajustem-se ao que virá. A classe média não costuma virar a casaca depois que depositou o seu voto na urna. O Congresso está composto e pode haver entendimento.
     Porque a pressão vêm dos dois grupos e o que se quer é um basta nessa situação. Porque não nos escutam, vamos deixar acontecer o que quiserem; o limite da paciência foi atingido.
     Bom domingo!
  

sexta-feira, 12 de outubro de 2018

Ao Acaso Disperso

Ao acaso Disperso


Atraso
O verso
Num caso
Inverso,

Ocaso
Reverso;
Sem prazo
Converso

Ao acaso,
Disperso
De um azo
Adverso.




quinta-feira, 11 de outubro de 2018

Um Bom Motivo Para Crer em Deus, De Qualquer Modo


Um Bom Motivo Para Crer em Deus, De Qualquer Modo

     Se for possível juntar algum senso comum, a maioria desejaria que não existissem loucos milionários e poderosos. E em nenhum lugar do mundo.
     Parece divertido assistir aos bandidos dos seriados do Batman ou que exista um inimigo público número um, contra o qual os super-heróis se mobilizam contra e, vencem para que haja uma continuação da história.
     Outro senso comum é que ter televisão e alguns minutos para sentar e relaxar assistindo um filme, é bom para todos, inclusive para aqueles que tiram os seus cochilos e aproveitam para descansar ao lado dos televisivos.
     O fato é que com esses loucos que atravessam a história desde os tempo de antes das "fake news" fizeram os seus estragos e, não foram poucos.
     Lembro que, ao ler um livro chamado Gaigin, uma palavra japonesa que significa estrangeito, mas o livro tratava de Gengiskan, eu cheguei a rir do absurdo que li. Gengiskan invadia as terras, destruía, roubava as crianças e as mulheres passavam a ser as mulheres do bando dele. As mulheres cuidavam das tarefas e procriavam para aumentar essa tribo completamente "maluca" que era a dele.
     Outro líder doido era Calígula. Esse Calígula gostava mesmo de assistir a uma boa destruição.
     O pior da história é que eles eram reais.
     Ou seja, ninguém tem controle sobre os loucos que tudo podem e, a história mostra que existem loucos que tudo podem.
     A sensatez fica por conta dos que são razoáveis no seu dia a dia.
     De tempos em tempos a humanidade descamba para a insensatez.
     Não existe a menor possibilidade de se chegar a uma dessas pessoas e dizer a elas que são humanas e que têm alguma fragilidade.
     Também ninguém é tão infeliz a ponto de dizer que ninguém é bom. Não tem lógica um lugar onde ninguém é bom e a pessoa se vê como a única criatura boa num mundo de maus e insanos; isso seria a própria insanidade.
     A impressão que se tem é que a criação da Teoria do Caos nada mais fez do que observar um congestionamento onde a paciência é testada motorista a motorista.
     Está certo que a vida tem lá as suas dificuldades, mas viver em sobressalto é inadmissível. O que se quer é almoço na hora certa, uma linearidade comportamental nas atividades corriqueiras e alguma perspectiva para logo mais.
     Crer em Deus é um fator estabilizador do caos interior, mas também influenciador de atitudes. Esse ser divino que mora dentro das pessoas é um senso comum, mas a maneira com a qual se crê muda todas essas atitudes.
     É importante que hajam líderes espirituais, mas não necessariamente que seja o mesmo a todos os viventes. Isso é humano. Boa parte da humanidade gostaria que o líder a quem credita a verdade fosse o líder de toda a humanidade, mas isso é humanamente impossível.
     Graças a Deus. Deus te abençoe. Leia os seus livros que eu leio os meus e fique bem.
     Esse trecho do texto está mal escrito propositadamente, para que cada um tire a sua conclusão a respeito do ser divino interior.
     Do jeito que as coisas andam, este é um texto que oferece um motivo para crer em Deus, e de qualquer modo.
        
     

quarta-feira, 10 de outubro de 2018

Compensação

Compensação


Chuva no feriado,
Venha o descansado.
Planos pra que são,
 Se um dia tem razão,

Quando nos é dado
Dez,  assoberbado
Numa boa canção;
Essa é a abreviação

De um descompensado
Cansaço calado
De arrumação
E assimilação.

terça-feira, 9 de outubro de 2018

Ponto de Vista de Joana


Ponto de Vista de Joana


     Joana tinha dezesseis anos e trabalhava o dia inteiro. Era digitadora. Naquele tempo era permitido menor de dezoito trabalhar oito horas por dia.
     Não tinha hábito ruim ou vícios. Dizia saber tudo de certo e errado que havia nessa vida.
     A mãe era uma espécie de "Lampiona", esse gênero feminino de Lampião, mas que se achava a lei.
     A despeito de tudo e de todos era se achava a lei. Não dava chance para ninguém.
     Tinha com ela uns dizeres muito próprios:
     "_Essa gazeteou a aula e não fez nada que eu pudesse castigar. Que seja doméstica até aprender a estudar. "
     Mas também se achava no direito de punir.
     "_Ah, gazeteou a aula e tomou cerveja. Esse eu conserto. Coloco cachaça no copo dele e ele chega em casa mal. Dentro de casa é que ele vê o que é bom para isso."
     "_Unhas compridas? Ah, vou colocar no flanelógrafo que unhas compridas são sinônimos de papel higiênico."
     Uma moça corrigia a outra e mais outra e, ao final todas estavam de unhas curtas, ou, quase todas. Havia aquela que diziam que eram limpas desde o berço, o que a magoava, mas criava oportunidade para outras punições para a falta de boas maneiras.
     Cresceu levou a vida desse jeito. Leva consigo uma raiva de tudo o que é errado.
     O lado bom de Joana foi que ela ensinou às moças em volta a não dizer palavra má, pois só de saber de algum comentário mau, ela punia e punia das maneira que achava certo, sem consultar ninguém.
     No entanto, das moças que cresceram e viveram os seus destinos,  de Joana todos ainda conservam temor. Apenas temor, e mais nada.
     Joana nada sabe de coleguismo, ou das pequenas alegrias da mocidade.
     Ela não perdia aula e trabalhava oito horas por dia aos dezesseis anos. Não ria, punia.
     Também não entrou para nenhuma atividade que pode punir, mas pela lei.
     Esquisita essa vida de Joana.

segunda-feira, 8 de outubro de 2018

Livramento

Livramento


Liberto o pensamento
Do excesso de um saber,
Desnecessário é o lamento,
Se visto, ainda há afazer.

A leitura é um unguento
De verdade a se ver;
D'alma o alquebramento
Está em não se rever,

Quando foi chamamento
O que mudou esse ser,
Pois que houve um livramento
Antes de acontecer.