Rio de Janeiro

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O blog da Nina, menina que lia quadrinhos.

domingo, 15 de fevereiro de 2015

Música a Todo Vapor

Música a Todo Vapor

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Pelo que se pode observar, faltaram bandas nas praças.

O som fica por conta das animações dos foliões. Com toda razão, por perto alguém está ouvindo marchinhas de carnaval, daquelas antigas. Está feliz.

Para aqueles que não gostam de carnaval, saibam que os Shoppings Centers estão lotados. É melhor comprar o ingresso do cinema com antecedência.

Para aqueles que não querem nem uma coisa e nem outra, que façam de conta que é Ano Novo.

Tomar sérias resoluções nos períodos das festas carnavalescas é, no mínimo, divertido. Ninguém te leva muito a sério.

Fantasia difícil é vestir-se como se é.

Que importam as fantasias, quando é a melhor época para dizer o que se pensa sem as fantasias de posturas convenientes, posicionamentos, retóricas barrocas, roupas adequadas e respeitável público.

Até o carnaval pode ser pensado, pulado e brincado com a sobriedade de um refrigerante. Porque é a época onde o apresentador é folião e não quer atenção.

Ao contrário, quem quer atenção são os jovens. Por aqui, Curitiba, numa visita ao Shopping, eu visualizei uma dezena de jovens vestidos de formas vampirescas. Eles inventaram o “Dark Carnaval”. Acho que é isso.

Outros fantasiados estavam presentes. Estes com fantasias usuais, felizes de se encontrarem todos num mesmo lugar.

A festa segue nesse jeito curitibano de tribos.

Ninguém é de ninguém, mas todos querem saber dos outros.

Esse carnaval é diferente, pois durante a semana, pela primeira vez, saboreei uma salada enfeitada com flores.

Ah, Curitiba, que eu não sei se tem jeito para o samba, mas ensaia a transformação. Não está mais tão quieta, parece que se animou.

A salada e o carnaval? Tudo a ver.

sábado, 14 de fevereiro de 2015

Intuição

Intuição

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Mas se dói quando chove,

É porque há o que incomode,

Mais que a cogitação

É o sentir, é a emoção.

 

O que, em tese, comove,

Há, porque há o que se molde,

A sofrida razão

Quando quer coração.

 

E cutuca e se move,

Contraria esse acomode

Quando vê a direção

Num amor de intuição.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Quando o Blog Chateia

Quando o Blog Chateia

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Esse blog têm alguns anos e são muitas as histórias contadas e alguns compartilhamentos de assuntos interessantes.

Mas o blog tem o seu lado frustrante. Ele não pode conter histórias reais e, de certa forma, significativas.

A temática do blog é entretenimento, artes, e distrações.

Mas frustra o fato de não conter informações de interesse público.

É impossível escrever uma crônica, por exemplo, sobre uma cidade onde o prefeito pede aos turistas para não irem a determinado bairro porque o índice de criminalidade é alto e, então, não se conta.

Se não existe censura, existe o policiamento do politicamente correto e a gente não sabe quem pode ser alvo desse policiamento porque quem o exerce são leitores e, a gente não sabe quem são os leitores nem a que interesses se prestam.

Frustra não poder contar onde a cultura em desenvolvimento é mais adiantada, dos incentivos e estímulos culturais são pensados diariamente, porque são gerenciamentos políticos e, a ingerência política precisa de engajamento político para ser até mesmo comentada.

Tenho agora em mente dez a doze histórias que, nem em metáforas serão contadas.

São histórias de onde o acaso interfere e modifica o comportamento para todo o sempre. Histórias intensas não cabem em blogs, não vão aos jornais, ficam estranhas em livros.

Mas, sentindo essa vontade de dizer sem dizer, tentarei dar conselhos, aqueles que as vovós dão aos netos.

“Meus queridos, sejam bons, não façam intencionalmente mal a ninguém.

Por favor, quando forem pescar, não fiquem na beira da lagoa, obedeçam à distância prudencial que os pescadores aconselham.

Escutem o que as pessoas te contam sem procurar saber, são essas histórias da vida normal de cada um que podem te ajudar num momento de dificuldade.

Peço-lhes também que não confundam histórias de amor com cenas de sexo, o amor é amplo e imensamente maior que o sexo.

Nós, avós, ensinamos muito o respeito ao próximo, mas precisamos ensinar o respeito a si mesmo. Amados, respeitem os seus sentimentos de amor, pois eles te salvam. O amor salva.

“Independentemente de toda e qualquer religião, Deus existe.”

Os conselhos ficaram bonitos, mas dentre esses conselhos bonitos existem milhões de palavras não ditas, de ilações não compartilhadas, de vivências guardadas.

Sinceramente não sei se as ilações reflexivas e conclusivas, pessoais e não divididas, formam a melhor resposta para uma sociedade sedenta de sabedoria popular, com perguntas e respostas interessantes.

O texto está pronto, o blog cumpre a função de entreter e as conclusões estão aí.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Querência

Querência

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Se alguém puder explicar

À luz clara da manhã,

A música que a brilhar

Colore todo amanhã,

 

Nas cores de um despertar,

Que até o sol canta xamã

E, à lua diz-se ocultar,

Ouvindo os chãos de Tupã…

 

Que exótico é o ressoar

Depois da canção pagã,

Que a terra é porto de altar,

E o mar é querência de irmã.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Pétalas

Pétalas

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Poema de vagar,

Quase sussurrando,

Diz do que é esse amar.

 

São as mãos desse lar

Lira recordando,

Canto de sonhar.

 

Verso que a pousar,

 

Traz o sossegando.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Feito

Feito

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Do outro nada sei

A menos que queira;

De mim, se pensei,

Pensei sexta-feira:

 

Segunda-feira hei

De ser domingueira.

Sabendo o que sei,

Serei brincadeira.

 

Não maltratarei

A espreguiçadeira;

Cicatrizarei

A dor companheira.

domingo, 8 de fevereiro de 2015

Semelhanças

Semelhanças

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Domingo de tribos,

De saias e vestidos,

De tantas lembranças...

 

De passos, destinos,

Pinturas e signos,

Que mostram as danças.

 

Não são desatinos,

 

São tais semelhanças.