Rio de Janeiro

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O blog da Nina, menina que lia quadrinhos.

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Filosofia para as Festas / Crônica de Supermercado

Filosofia para As Festas / Crônica de Supermercado

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Estava eu na fila do caixa para pagar os pães, muito mais preocupada com os comentários sobre alimentos saudáveis atrás da minha cesta com tipos variados de pães (eu exagerei nos pães), quando a risada foi geral.

O senhor que estava dez pessoas atrás de mim e estava conversando com um amigo que encontrou enquanto estava no fim da fila, se despediu do amigo desejando a ele Boas Festas e Feliz Ano Novo.

A senhora que estava próxima a ele perguntou se ele não estava adiantado para as festas de final de ano, estamos em outubro e faltam mais de dois meses para a data.

_Não estou adiantado, é a minha filosofia de vida. Se o sujeito for enfadonho, ao ouvir as felicitações, poupa-me de felicitá-lo enquanto eu aproveito a festa. Se for alguém que eu quero bem, mas não faz parte dos meus círculos pessoais, satisfaço a minha intenção de dizer o quanto ele ou ela são importantes para mim. Se acontecer alguma fatalidade e, que eu fique doente, não terei me esquecido de ninguém e todos lembrarão o quanto fui generoso, um Papai Noel de supermercado. Se eu estiver aborrecido ou zangado durante as festas, fico no meu canto e não incomodo ninguém, coisa que geralmente acontece no dia seguinte, quando vejo o que gastei no peru. Além do mais, faço um favor a todos os demais, lembrando que, se todos estiverem bem, eles terão festas pela frente. No mês que vem, compro os cartões e começo a enviar àqueles que não me esquecem, é uma obrigação social lembrando o quanto é bom ter sobrevivido mais um ano; é a boa vontade manuscrita Depois, acontece dezembro, onde as religiões lembram que o consumismo não leva ao crescimento individual, mas é a hora de comprar o saco para os presentes. Onde se viu não trocar presentes? Pelo menos de um amigo secreto eu participarei e receberei livros e CDs que não escutarei porque não são do meu estilo; eu gosto de esportes e uma camisa do time da Portuguesa de Desportos seria bem vinda (publicidade não paga). Depois existem aqueles presentes para trocar com aqueles dos quais não se esperam gentilezas, são os chocolates da reserva que nos salvam das situações delicadas causadas pelas visitas inesperadas.

Ele digeriu o peru inteiro e papou a fila.

A senhora que ensinava à filha como não comer errado entrou no caixa ao lado e eu pedi gentilmente à caixa para falarmos baixinho porque ela tinha me perturbado enquanto observava os meus pães. A moça, sempre gentil, sussurrou o preço dos pães como se estivéssemos sob a mira daquela esfomeada. Se ela não estivesse com fome, por que ficaria de olho na minha cesta de pães?

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Poema Iluminado

Soneto Iluminado

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A verdade casada com a humildade

Vem singela, donzela de castos sinos,

Acobreados, de pêndulos à saudade,

Sem pudor transformando-os sons desses signos

 

Pensamentos são abrigos dessa bondade

Que ressoam na cidade como desígnios,

Encontrados ilesos nessa igualdade

De destinos tangentes e retilíneos.

 

Quem escolhe, se perde nessa vontade,

Ao perfeito querer em sua amizade;

Imperfeitas são as coisas aos desatinos.

 

Que sejamos ao mundo todo benignos,

Na consciência de o ser como prioridade

Necessária da luz e da humanidade.

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Carta Literária / Mãe

Carta Literária

Mãe
Sei que você está bem, recebemos pelo correio um daqueles pedidos de doações, que provavelmente devolveríamos com a informação de que você não está mais aqui. Mas o envelope disse que era presente e, após fazermos uma pequena reunião na portaria, decidimos que receberíamos o presente e a próxima correspondência seria devolvida com a informação necessária. Presente não se recusa.
Agora, converso com você com aquela intimidade que mão e filha têm. Não, não se preocupe, eu me lembro dos ensinamentos do seu tio médico, aliás, que grandes ensinamentos ele nos deixou.
Sabe, a nossa experiência nos últimos anos de sua vida bem, que merecia uma espionagem americana. Talvez ajudássemos milhares de pessoas nesse planeta.
Todas as conclusões que chegamos à medida que as adversidades surgiram. Ainda ontem conversei sobre a massagem Xamã que teve um efeito surpreendente para você. Que ninguém nos leia, mas foi mais eficaz que a fisioterapia. Aquela nossa ideia de não permitirmos nenhuma cirurgia em consequência daquele dia em que você caiu, foi plena de êxito. Eu poderia afirmar que não se opera hematomas, a não ser em decorrência de intercorrências neurológicas visíveis ou sentidas como amortecimentos ou paralisias.
A clínica foi bem montada e deu um trabalhão para voltarmos a ser casa de novo. Tudo o que era seu foi gasto com você e, a cada compra de material hospitalar, ou, de alimentos, foi contabilizada com a nota fiscal colada em papel ofício e discriminada item a item. A contabilidade foi exata, como se fosse uma empresa médica.
Agora sabemos que as manchas da pele eram originárias do começo da insuficiência renal; era a acidez no sangue.
Desfeita a clínica e refeita a casa, sobram os inúmeros momentos de lucidez e consciência onde pudemos conversar sobre o que quisemos; esses sim, assuntos nossos.
Saiba que disse ainda ontem e, afirmo ainda que quero escrever sobre essa nossa vivência proporcionada pelo plano divino. Ainda não é possível, ainda penso em como escrever e deixar os leitores de bom astral.
Nós nunca gostamos de pessoas que sentem prazer na doença e esse é o cuidado que quero ter ao escrever sobre a nossa experiência. A alegria deve vir da saúde ou da recuperação da saúde. Nunca nos deu alegria saber do sofrimento alheio, por isso nós fomos felizes juntas, e mantivemos o amor conforme Deus havia preparado para nós.
Sinto saudades boas de você, na semana passada consegui rir ao lembrar-me da caixa de bombons que o pai te deu dizendo que te amava e te beijando os lábios. Foi a primeira vez que ele te beijou na minha frente. Tudo ficou corado, rosado de amor. Um momento lindo vindo das Lojas (:)). Essa é boa...
O sofrimento da saudade está dando lugar aos momentos bons, como naquele dia em que faltou luz, quando você e o pai cantaram Luar do Sertão num dueto afinado. Vocês cantavam bem mesmo!
Deus tem sido generoso em amor para comigo, amém.
Desejo felicidades para vocês, que provavelmente estão juntos, conforme você esperava que fosse.
Fiquem com Deus, que a casa já é casa e, se é casa, é graças a vocês.
Beijos, Yayá.

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Cada Uma / fábula popular…

Cada Uma / fábula popular...

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Essa história eu ouvi de passagem, como se fosse sem querer, e, provavelmente foi sem querer, mas querendo ouvinte.

E foi sem falar comigo, como deveria ser.

_Você sabe como é que se mata um sapo? Alguém perguntou para outro alguém.

Eu ali, na fila. Nunca brinquei com sapos na minha vida. Pelo menos, dos grandes, eu ficava longe.

Esse alguém continuou:

_Posso te contar a história de como se mata um sapo?

O outro alguém disse que sim, mesmo com fisionomia de desagrado, adivinhando que a história seria nojenta.

O outro então contou a história.

_Você coloca o sapo dentro de uma panela com água fria, mas com tudo que o sapo possa gostar. O sapo fica ali na boa, sem preocupações. Depois, você liga o fogo baixo. Como o sapo está se divertindo, ele pensa que o sol aqueceu a água. Não imagina que é o seu fim. Entendeu?

O outro alguém disse que sim.

A história foi nojenta e ei o olhei com seriedade.

_Você também entendeu? Perguntou-me com o olhar.

Eu disse que sim.

Sabem o que ele fez? Disse:

_Ótimo. Ponto final e não se fala mais nisso.

Sei que não consegui comer nenhum biscoito durante as duas horas seguintes. Que história?!

Se alguém souber se essa história tem autor, que me conte.

domingo, 29 de setembro de 2013

Papo Oblíquo

Papo Oblíquo

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Duas colegas se encontram doze anos depois de terem deixado o emprego. Giovanna e Celina.

Giovanna se lembra de Celina pelo nome e pela personalidade da outra. Celina lembra vagamente de Giovanna. Depois que a Giovanna assumiu o seu posto na diretoria, elas deixaram de conversar, ficando as conversas restritas aos assuntos da empresa.

Agora as duas estão com postos iguais na nova empresa.

Celina fala da empresa anterior e diz à Giovanna que faz tempo que elas se conheceram e, depois perderam o contato; precisam conversar de novo para saberem uma da outra.

Giovanna assume a antiga postura e diz:

_Agora você é do nosso grupo. Você acaso pensa que as nossas outras amigas se esqueceram de você? Está muito enganada. Todas nós queríamos nos reencontrar com você. Você se lembra delas?

Celina diz que se lembra de toda a turma, assim como também se lembra das dificuldades do antigo emprego.

Giovanna diz que era o gerenciamento do pessoal que não correspondia às expectativas.

Celina lembra à amiga que estão ambas em um novo emprego e diz que ela não era da diretoria. Diz que está contente nesse ambiente de trabalho e que não quer comentar sobre a empresa anterior.

_E as nossas amigas? É bom que nos vejamos todas.

Celina diz que é bom rever a todas elas, mas por que conversar sobre ambiente de trabalho ao invés de conversar assuntos bons, e, depois, aquele tempo já passou.

_Podemos conversar sobre as nossas atividades hoje. Somos mais experientes, temos uma nova perspectiva de vida, mudamos.

Giovanna conta que algumas das amigas continuam na antiga empresa.

Celina se ri da situação. De certa forma, a Giovanna trouxe todo o grupo de amigas daquele tempo. Era bom conversar com ela. A proposição de Celina, no entanto, a deixa numa situação de ter que tomar uma posição. Ela está bem no novo emprego e se desenvolveu, estudou, é uma pessoa decidida e, não poderia deixar que a Giovanna assumisse toda a situação sobre emprego e amigas tangentes à sua vida.

Celina reflete e diz à Giovanna que quer rever as amigas, mas sem colocar os assuntos de trabalho como ponto de interferência nessas amizades.

Giovanna concorda com Celina, mas diz:

_Amiga, agora estamos juntas de novo. Eu não disse a você naquela época, mas eu queria estar ao seu lado desde aquele tempo.

Celina está feliz com a conversa, é bom ser lembrada daquele jeito, numa situação igual. Celina conciliará a situação de acordo com as suas possibilidades. Não faz parte do seu plano voltar para a antiga empresa e não tem certeza quanto à Giovanna, pois ela pertenceu à diretoria e, ela, Celina, não.

Giovanna gostou de se reencontrar com Celina, mas é ainda plena de planos.

Entrelinhas uma se diverte muito com a conversa da outra nas horas de folga. Sinal que os tempos foram bons.

sábado, 28 de setembro de 2013

Poema de Amor e Perdão

Poema de Amor e Perdão

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Mostram-se esses caminhos,

Não mais à escuridão;

Quando a noite faz ninhos,

Nasce o dia e faz clarão.

 

Cantam os passarinhos

Junto à rosa em botão;

Ventos são os seus carinhos,

Vindos dessa afeição.

 

Feita em laços de moinhos

São buquês de emoção,

Fazem som de gramíneos,

Diz do amor ao perdão.

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Reflexão sobre Talentos

Reflexão sobre Talentos

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As pessoas são diferentes, gostam de fazer atividades diferentes e todas são boas.

O mal se esconde na não aceitação das escolhas diversas. Cada escolha leva ao seu caminho, são trilhas individuais.

O individualismo é muito criticado nos dias de hoje, mas não podemos confundir individualismo com identidade.

Se, acaso, um grupo de pessoas resolve praticar arvorismo, que pratique: não é ilegal, imoral ou engorda, parafraseando Roberto Carlos.

Existem grupos de pessoas voltadas para outras atividades, tais como as intelectuais, aqueles que trocam a prática de esportes por livros. Os críticos logo dizem que são pessoas que descuidam da saúde, mas não corresponde à realidade. As pessoas podem se dedicar às atividades intelectuais e serem saudáveis.

Quero dizer que a verdade não tem dono, a ciência não despreza a religiosidade, simplesmente aceita-a como característica particular do ser indivíduo.

Critico, e bastante, as vertentes de pensamento que pretender impor como a sua filosofia, a correta.

Há diversas maneiras de seguir o pensamento. Nenhuma filosofia pode ser considerada superior à outra.

Também considero justo que a pessoas defenda o seu ponto de vista, mas impor, jamais. Somente você pode viver a sua vida, mais ninguém.

Fosse ao contrário e não teríamos progresso, ficaríamos todos presos a um falso líder com uma mentalidade tacanha. Seríamos idólatras e colocaríamos objetos únicos para serem seguidas. Objetos de interesses, diga-se, pois temos o metal a permear todos os caminhos dos homens.

Digo, que o meu pensamento é cristão. Esse Homem foi desapegado dos bens materiais.

Penso que toda a imposição de conduta, cuja atitude não implique em contravenção estabelecida por lei, é oligárquica e ditatorial. Em palavras simples, isso é como obrigar alguém a tomar vitaminas sem saber se ele deseja ou precisa; é a lei do mais forte, inaceitável nos dias de hoje.

A liberdade de escolhas dos caminhos a serem seguidos é livre.

Sem falar a língua que não conheço, ou seja, o juridiquês, digo o meu ponto de vista feito num prato de arroz e feijão:

_Jesus Cristo não obrigou ninguém a segui-lo, antes convidou até mesmo os seus discípulos. Todos os que foram com Ele, foram porque acreditavam na sua causa.

Essa liberdade da qual digo, depende de cada um de nós. Não estamos num lugar tão atrasado para que precisemos defender o direito da livre escolha. Mas não podemos deixar de dizer que ela existe de fato.

E de direito também, vide a Constituição de muitos países, inclusive o Brasil.

Concluindo esta reflexão digo que, a minha escolha não depende da sua e, a sua escolha não depende da minha. Não existe juízo de valores no que tange a essas escolhas, existem grupos majoritários e grupos minoritários, ambos precisam de respeito quanto as suas posições filosóficas.

Não sei se foi o tempo, mas hoje estou para pensar.