Rio de Janeiro

Rio de Janeiro

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O blog da Nina, menina que lia quadrinhos.

sexta-feira, 11 de setembro de 2026

Desligada

Desligada


Modalidade

"Off line" ágil

Necessidade,


Causalidade

Do tempo frágil,

Da tempestade,


Que à cidade

Não é nada fácil. 

quinta-feira, 10 de setembro de 2026

Chuva Contínua

Chuva Contínua


Exposição,

Chuva e jargão

Mais que molhada


Sem sugestão

De orientação

Modificada.


Vale a impressão

De ficar p'ra nada.



 

terça-feira, 8 de setembro de 2026

Microcrônica Infantil / Crônica do Cotidiano

 Microcrônica Infantil / Crônica do Cotidiano


     Nesse mundo em que vivemos duas coisas não faltam, a saber: fila e competição.

     Comprei uma latinha de drops sabor tutti frutti zero açúcar, e peguei a lata (não digo a marca), abri e peguei um drops.

     Na minha frente, na fila, uma menina de uns dez anos, acompanhada do pai e da mãe, ficou olhando meticulosamente para o drops.

     A mãe, encabulada, fez a menina olhar para ela, e disfarçar.

     Em seguida, a menina, bem postada, abriu a bolsa de lanches, da grife smurfs, tirou uma latinha de drops zero açúcar sabor morango, olhou para mim, abriu a lata de drops da mesma marca, sabor morango e só faltou dizer que também estava com uma lata de drops.

     Exatamente assim:

     Fila e competição. 


     Grata pela leitura.  

segunda-feira, 7 de setembro de 2026

Configurações / Crônica do Cotidiano

Configurações / Crônica do Cotidiano


     Sair, relaxar, que ideia boa e bonita, mas a teoria refletindo-se na prática é diferente.

     Não importando aonde estou, mas a noite de ontem renovou os instintos, os de se proteger da chuva,

 e ouvir os sons da mata.

     Ontem choveu muito e ventou, e o inesperado foi o som dos macaquinhos apavorados emitindo seus sons característicos uns aos outros.

     Acordei no susto, levantei pronta pra sair, e dei risada de mim.

     Da janela eu ouvia vários:

     _Uh, Uh, Uh.

     As folhas das árvores se agitavam, olhei pela vidraça sem abrir nenhuma fresta, o que foi prudente e motivo para que este lugar seja exclusivo para mulheres. Elas não vão procurar micos. Os homens saem e criam problemas para a segurança do lugar.

      Agora não sei se é elogio ou crítica, pois a vista do local para os homens  é um pacato olhar de mar.

     Depois soube que, mesmo com vista para o mar, houve insônia, pois havia um ruído indistinguível naquela bucólica paisagem, também poético, posto que eles, os da paisagem tranquila, comentaram que nem valia a pena tomar chuva, ver chuva com conversa de chuva e frio.

     Melhor ideia tiveram os jovens, que compraram capas de chuva descartávei e saíram para enfrentar a chuva, o frio e o vento.

     Dormir mesmo, por aqui, somente depois que os macaquinhos se acalmaram.

     Lembrei daquele ensinamento de que nenhuma proibição é a troco de nada.

     Fico em meio a civilização, e muita gente sem ter o que fazer.

     O lazer possível aqui foi desaconselhado, porque eles , os macaquinhos pegam os lanches e o que quiserem para fazer imitações próprias da espécie.

     Sem querer cometi uma gafe, trouxe banana seca como lanche fora de hora.

     Não é aconselhável ter bananas ou bananadas por aqui, e restou-me comprar biscoitos.

     Estou em outra configuração, válida como um contato  personalíssimo com o meu instinto.

     Vocês merecem um foto:


     


              Grata pela leitura.

domingo, 6 de setembro de 2026

Intervalo

Intervalo


A letra da canção,

Inspirada e essencial

Encontra a percepção,


E muda a sensação

Da letra comercial

E segue à inspiração,


E chega na razão

Com significação.




 

sábado, 5 de setembro de 2026

Esfriada

Esfriada


Mania de frio,

 Que gela e deixa

O céu vazio,


Azul, gentil,

Que não se queixa;

Céu luzidio


Que a chuva viu,

Mas trouxe o frio.

  

quinta-feira, 3 de setembro de 2026

Introspecção

Introspecção


Quando houver

Tempo ou se der,

Constatação


De um se saber,

Saber se ter

Alma e ideação


Simples ao ser

De introspecção.



 

quarta-feira, 2 de setembro de 2026

Incontáveis

Incontáveis


Compro livros,

Leio o conjunto,

Pró-ativos


Restritivos

Tema e assunto

Construtivos,


Quantos livros,

Me pergunto.

 

terça-feira, 1 de setembro de 2026

Foco

Foco


Pesquisar

Todo o tempo

Faz cansar


Se não o usar,

Esse intento

De pensar


Sem o invento,

Fica a idear.





 

segunda-feira, 31 de agosto de 2026

Janelar

 Janelar


Este tempo,

Firmamento

De arrepiar;


Pé-de-vento,

Gelo ao vento

De alagar


Pensamento;

Janelar.






domingo, 30 de agosto de 2026

Outros Lugares

Outros Lugares


Outros lugares

São outros lugares,

Via caminhante


De tantos ares,

Que são auxiliares,

De onde distante


Se veem pomares

Seguindo adiante.

 

sábado, 29 de agosto de 2026

Celular


Celular


Fico à paisagem,

Distensionar

Sem ler mensagem;


Celular é pajem

De se guardar

Numa embalagem,


E essa é a vantagem,

Se desligar.




 

sexta-feira, 28 de agosto de 2026

Garrafa de Água

Garrafa de Água


Refletir sobre o espaço

Nessa vã introspecção,

Experiência e cansaço


No andar de passo em passo,

E, nele a convicão

De que nele a água é o escasso,


Desnecessário é o laço

A ser feito à mão.  

quinta-feira, 27 de agosto de 2026

Dispersiva

Dispersiva


Quando tiver algum tempo,

Tempo que não sei que falta,

Porque não há planejamento,


E se crio este pensamento,

  Pratico toda uma pauta

E não paro o movimento,


E nisso fica o momento

Desse tempo que me falta. 

quarta-feira, 26 de agosto de 2026

Friozinho

Friozinho


Meu casaco que diga

Que a blusa de lã é amiga

Nesses dias nem tão frios,


E a gente que prossiga

Sem saber se desliga

O tempo desses fios


Quentes que nos abriga

 Se o sol for fugidio.

terça-feira, 25 de agosto de 2026

Ter Propósito

Ter Propósito


Como dizer

Superação,

Se vem do doer,


Mas é vencer

A dor, ser são

E não sofrer,


E compreender

Que isso é missão.


  

segunda-feira, 24 de agosto de 2026

A Linguagem da Constatação

A Linguagem da Constatação


Uma constatação

Pode ser expressada

Na voz de uma canção,


Essa realização

Que fica sublinhada

É uma história, a noção


Da época, a geração

No tempo conversada. 

domingo, 23 de agosto de 2026

Fábula O Gatinho

Fábula O Gatinho


     Aquele é o gato cujo nome é Miu. Vive naquele lugar há 80 anos.

     Para Miu não importa quem seja o proprietário do lugar, pois para ele, mesmo sendo um gato miúdo, o dono é ele.

     Miu chegou ao lugar pelo porão da despensa, aonde eram guardados os cereais.

     Com medo que houvesse infestação de roedores, os donos mandaram verificar o porão, e não havia roedores. Havia Miu, o gato que zelava pelo porão, que também protegia o lugar quando a chuva era intensa e os alagamentos eram possíveis.

     Miu conquistou uma das moradoras do lugar, que mesmo se arriscando a ter alergias, e também arranhões, se encantou pelo bichinho.

     Ele saía e entrava no porão como e quando queria, e, às vezes ganhava com um pulo o peixe frito na cozinha.

     Quando o observavam com irritação, ele, esperto, corria para o porão.

     Miu cresceu, e nunca se soube como, formou uma ninhada, todos nascidos no porão da despensa.

     Os donos do lugar, aos poucos, se dispersaram, foram para outros lugares, ou se mudaram para outros lugares.

     Miu ficou, e ainda hoje o Miu está por ali. Dizem que gato tem muitas vidas e o Miu tem. 

     Miu agora conta história. Miu agora faz pose pra foto, parece celebridade.

     As histórias de Miu são histórias de gato, nem sempre se gosta de ouvir.

     Suas afirmações são fabulosas quando diz que está naquele lugar desde o tempo em que usar guarda-chuva num dia igual era um charme para o homem vaidoso.

     Ele confirma que não gosta de ser gato de estimação, ele gosta é do lugar que conquistou em treliças.

     E antes que Miu continue com conversas, a conersa acaba por aqui.

     Quem quiser que conte outra.   

      

sábado, 22 de agosto de 2026

O Ser e a Filosofia

O Ser e a Filosofia


Muda a filosofia

A calar vai-se o dia, 

P'ra nada é a reflexão


Que a vagar se diria

  Ao ser que a encontraria

Com a própria versão;


Muda a filosofia,

Outra se escreveria.



sexta-feira, 21 de agosto de 2026

Óbvio

Óbvio


O óbvio, essa boa questão,

Conversar à exaustão

Sobre o que é repetido,

Aceito ou repelido


Na filosofia à mão

E o livro é de Platão,

Que ao se dizer, vivido,

Naquele tempo  já ido;


Numa imaginação

Despossuiu o seu óbvio, não

Um sentido bem fluído,

De intuito resolvido.