Rio de Janeiro

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O blog da Nina, menina que lia quadrinhos.

sexta-feira, 30 de junho de 2017

Abstração


Abstração


Distrair o vento,
Brisa amornada
De um passatempo

Que é lenimento
A essa jornada,
Mas é um momento.

Ao pensamento,

Uma pousada.

quinta-feira, 29 de junho de 2017

Um Momento


Um Momento

Escrever é um cansaço
Que se quer meditar,
Levitar num abraço

Que na alma é um só pedaço,
Momento a descansar
Da prática, do passo,

Nesse tempo que é escasso,

Mas exato a passar.


quarta-feira, 28 de junho de 2017

Linhas Retas


Linhas Retas

Esse gosto por linhas retas,
De onde veio ou fascina, eu não sei;
Propaganda em tabuletas
E painéis tecidos que amei.

Enfeitadas são as cadernetas
Que desenham o que gostei,
Mas com estilo de saletas;
Lugares aos quais ainda irei

Assistir belas operetas.
Sigo as linhas, as quais pensei;
Partituras são linhas retas,
Entrelinhas que me deixei.

terça-feira, 27 de junho de 2017

Coerência


Coerência

Experiência
É a paciência
Trabalhada

À vivência
Da consciência
Meditada;

É a coerência

Bem calçada.

segunda-feira, 26 de junho de 2017

Alternativa


Alternativa

Tragicomédia
É a enciclopédia
De anima viva,

É uma colmeia
Com uma ideia
Alternativa,

Vontade média

Pra toda a vida.





domingo, 25 de junho de 2017

Conversa de Mãe


Conversa de Mãe

     Luas, histórias e canções,
Faz-de-conta de não contar;
Ela vem com as percepções
E logo se põe a dialogar,

Conversa por entre orações,
Que ela virá a te adivinhar,
E dizer entre explicações
Qual é o caminho a se trilhar.

É o instinto calmo das nações
Do Imenso universo a afagar
Sem medidas ou pretensões;
Maria chama Jesus ao lar.



sábado, 24 de junho de 2017

Desassombrar


Desassombrar

A conotação musical
Acontece sem esperar
E cria a sensação de espiral
Que contagia a alma a se agitar.

Com intensidade formal,
Obriga-nos a sussurrar
De encontro ao ar, numa angelical
Alegria, uma emoção a passear

Numa poesia que é universal,
Desdobrando-se a  se afinar
À emoção desproporcional,
Que, na alma, vem a se encontrar.

Nesse momento, o trivial,
Desce ao tempo a se transformar
Numa questão fundamental,
E chega para desassombrar.

É o enlevo ao supernatural
Quem cochicha a se aproximar
Numa abstração ao convencional;
E canta a alma a se iluminar.