Rio de Janeiro

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O blog da Nina, menina que lia quadrinhos.

quarta-feira, 31 de julho de 2013

Surpresa

Surpresa

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Surpresa é o inesperado presente

Surgido de um afeto constante,

Oculto à dimensão o suficiente

Do amor contraditório e incessante.

 

Ninguém a raciocina ou pressente

À festa da emoção que, distante,

Se der, ao provar do arroubo que sente;

Do amigo, em descobrir de si o adiante.

 

Importa desse afeto indolente,

O gozo do sentimento infante

À gélida razão inconsequente,

Dizendo com ardor que é seu amante.

terça-feira, 30 de julho de 2013

Lealdade / Reflexão

Lealdade / Reflexão

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Lealdade é palavra gasta que anima o espírito a continuar a trilhar o caminho do bem. É um sentido não obrigatório, depende da consciência de cada pessoa e da intimidade espiritual, onde esse sentir pode vir a ser o realimentador da boa vontade dentro da humanidade.

A vontade de se sentar frente ao outro e compartilhar sentimentos, falar de amor, de paz e de esperança é alimento.

Outro dia sentei-me para comer feijão com farinha de mandioca num shopping. Paguei pelo feijão com farinha e acompanhei com uma lata de refrigerante.

Na mesa ao meu lado havia uma jovem adulta que me viu com o prato e os talheres.

Ela ria de mim e eu terminei por sorrir para ela.

A lealdade de sentimentos lembrava aquele prato bem servido. Existem tantas iguarias nos Shoppings Centers, mas nenhuma iguaria me daria àquela satisfação.

Sei que o exemplo é simples demais, mas a lealdade é simples, é a vontade de comer feijão com farinha satisfeita sem gasto excessivo.

Estava no centro da cidade e, no entanto, comia o sabor do interior.

Dessa vez não teve café, dessa vez teve sabor de lar.

Depois dessa crônica, concluo que a lealdade é simples e, a franqueza, pode ou não ser rude. Somos nós que rotulamos o feijão, o feijão, enquanto grão é alimento para o estômago; não tem qualidades espirituais.

Esse prato de feijão não era rude, foi manuseado com os talheres e em bom comportamento à refeição. Era engraçado porque é engraçado comer feijão no Shopping. São os conceitos estereotipados que o transformam em engraçado o que, na realidade, não é.

A oportunidade para nos livrarmos desses conceitos são raras. É difícil combinar a fome física com a vontade da alma. A essa harmonia é necessário estar-se centrado psicologicamente e concentrado na atividade trivial.

Acresça-se a isto uma serenidade e a sensação de bem estar oriundas da lealdade de parte a parte, estômago e espírito.

Quando, por ventura, conseguimos exteriorizar esta lealdade e passamos a tratar os outros com tal sinceridade, que desprovida de rudeza, transforma a nossa sociedade numa sociedade compatível com as aspirações de boa convivência, porque no fundo de cada ser humano há o desejo de conviver bem com o próximo, aumentamos a qualidade da vida dessa sociedade.

A moça que olhava o meu prato, o olhava com vontade, mas ela mesma comia um X-qualquer-coisa.

Às vezes podemos fazer o que queremos, mas é preciso que nos permitamos.

Nessa reflexão um tanto quanto humilde, e reconheço essa humildade no texto, eu acredito que para sermos leais aos outros, necessário se faz que sejamos leais com os nossos sentimentos e vontades, quando esses, em si mesmos, não expressam contradições que impeçam a serenidade de coabitar junto ao pensamento.

Hoje estou para reflexões e, deixo-as entre os blogueiros e amigos.

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Poema Embalado

Poema Embalado

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Em caixa a voz recolhida,

Balões brancos, vãos pensados,

Que aos sonhos quer ser guarida,

E, sendo abrigo, são dados...

 

Da tinta a ser resumida.

Não lidos ou sussurrados,

Seus feitos se opõem à lida;

Silentes não cantam bardos.

 

Porque a dita quer ouvida,

Ou, a escrita desses fraseados,

E a frase não dita à vida...

Criam mofos deseducados.

sábado, 27 de julho de 2013

Indriso da Compaixão

Indriso da Compaixão
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O sol nesse céu aberto;
A luz que há ao descoberto
Aquece em mansidão.

Degela se é desperto
Do sono do dia incerto,
Mendigo e compaixão.

De longe, vê o concreto;

De perto, o coração.

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Invasão Extraterrestre em Pernambuco? Crônica do Cotidiano

Invasão Extraterrestre em Pernambuco? Crônica do Cotidiano

Os portais Terra, do Jornal do Brasil, da Folha de São Paulo e do jornal O Globo publicaram no dia 24/07/2013 a queda de um avião em Pernambuco.

Horas depois republicaram a matéria transformando o fato em suposto.

As autoridades foram até o local da possível queda na Barra de Catuama e nada constataram. Até agora ninguém se queixou de avião perdido ou de pessoas não encontradas.

As chamadas para as autoridades foram realizadas de três regiões diferentes, ou seja, algo caiu do céu.

Eis a razão da existência de um estado constituído com seus poderes em funcionamento: a descoberta do que realmente aconteceu.

Se ninguém se perdeu, alguém nos achou. Talvez os extraterrestres tenham preferido Pernambuco pelo clima agradável e a beleza exuberante do lugar em conjunto com a acolhida simpática dos seus moradores.

Parênteses meus: são muito simpáticos e acolhedores os habitantes da Veneza brasileira.

Não que eu acredite em UFOS, mas esta é uma oportunidade imperdível. Algo cai do céu, a população se aglomera no local para ver e ainda houve algumas pessoas que afirmaram terem visto o navio na costa passar perto da "coisa”, que para eles era um avião e afundar a tal coisa.

Existem outros que “em tese” afirmam que pode ser que os populares das localidades tenham confundido a peça transportada com algum avião caindo.

Eu pergunto a você: Desde quando navios caem do céu. Já fiz passeios de barcos e outras embarcações. Até hoje nenhuma delas decolou ou aterrissou. A menos que o navio em causa possua um porta-aviões, não há como se especular a respeito tratando o fato como ilusão de ótica.

Outra suposição, exclusivamente minha, é que o Google tenha enviado “par avion” (maneira sofisticada de enviar cartas) um Google Glass Gigante para estudar os recifes naturais e os corais numa expedição geológica secreta sem a concordância do governo brasileiro. No Brasil, tudo é possível e não se pode negar essa possibilidade.

Mais uma suposição: os russos enviaram um satélite para investigar a espionagem americana no Brasil com o intuito de reiniciar a extinta guerra fria. Nesse ponto eu protesto: de frio bastam as neves e as geadas no sul do país. Deixem Pernambuco do jeito que é!

Importa o fato de que precisamos saber o que caiu no mar, ele é território nacional e os invasores (supostos invasores, tendo em vista que podem ser marcianos ou lunáticos) necessitarão regularem os seus documentos na alfândega.

Agora, se forem extraterrestres, me avisem para que eu passe um café e os convide a todos para virem à minha casa. Avisem a eles que sou inteligente e hospitaleira e, portanto, eles podem aqui chegar despreocupadamente.

Com a vontade de saber se foi pedaço de satélite, meteoro ou algo semelhante, aguardo respostas convincentes, mesmo que não me convençam como gostariam de me convencer.

Para concluir, uma música patrótica:

 

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Retratos Que Falam

Retratos Que Falam

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Silvana não queria viajar com os pais ao interior. A festa dos amigos seria na sexta-feira e ela não deixaria de ir. Comemorariam os vinte e um anos do Juliano.

O pai e a mãe negociaram com a filha e decidiram que viajariam no sábado e, como a moça não conduziria o veículo, poderia estar com eles e cochilar durante a viagem.

Silvana exultou ao ir à festa e viajar com a família em seguida, o final de semana seria festivo e feliz para todos. Comprou vestido e marcou cabeleireira. Gostou da festa.

No sábado foram todos para Jaguapitã, interior do Paraná.

Chegando à cidade, hospedaram-se no hotel da cidade e, depois de se arrumarem para tomar um lanche, a mãe da Silvana ligou para a tia Florinda, que tinha setenta e dois anos e não conhecia a moça. A família dirigiu-se para a casa da tia, que os esperava para conversarem e matarem as saudades.

Enquanto a mãe, o pai e a tia conversavam, Silvana viu o retrato na parede. A moça do retrato estava vestida com o mesmo traje com o qual ela havia ido à festa na noite anterior e o telefone celular continha a prova. O celular e o retrato continham o mesmo rosto e a mesma roupa.

Curiosa, Silvana perguntou de quem era o retrato e como ele havia ido parar na casa da tia.

A tia Florinda respondeu que aquela era a foto da sua bisavó e, por conseguinte, trisavó da Silvana. Havia vindo da Europa ao Brasil por volta de 1.850, mais precisamente da Itália e da cidade de Veneza. Era geniosa e tinha por gosto usar vestidos com estampas de flores.

Silvana, atenta, não mostra o vestido com miúdas flores cor-de-rosa, muito menos o penteado igual. Eram confidências do seu celular.

A mãe da moça sorriu e disse, que, de certa forma, a filha tinha algo da outra. A tia Florinda sorriu satisfeita.

Voltaram da viagem e a vida prosseguiu.

Passados alguns meses, o pai da Silvana disse que gostaria de viajar para o Rio de Janeiro. Ele tinha boa parte da família por lá. Passearia e aproveitaria as férias anuais com a mulher e a filha.

Desta vez a Silvana tinha prova na primeira quarta-feira do mês das férias do seu pai.

O pai não teve dúvidas:

_Espero a sua prova. Vamos juntos para o Rio.

Chegaram ao Rio de Janeiro e foram conhecer os locais turísticos. À noite, eles iriam até a casa do primo Joaquim Tibiriçá.

O Tibiriçá era culto e quis contar à Silvana a história da fundação da cidade e como foi que a família chegou lá.

_O seu trisavô se encantou com uma das francesas e a acompanhou até esta cidade. Ele não adivinharia que a sua trisavó havia descoberto que ele estava de safadeza e veio noutra embarcação com os filhos e filhas. Sem dinheiro para pagar as passagens, eles vieram para auxiliar a tripulação nas funções de camareira, garçom, limpeza e etc. Os filhos mais velhos ajudavam a cuidar dos pequenos, que não precisavam pagar passagens. Chegando aqui, eles foram atrás da moça francesa; alguns dias depois a encontraram e disseram a ela quem eles eram: a família do Tibiriçá. A moça devolveu o Tibiriçá para a família dizendo que viera para o Brasil a fim de fazer fortuna.

O Tibiriçá abriu uma padaria e vendeu os seus pães, mas dele pouco mais se sabe. Depois da esfrega que levara da mulher, comportou-se como convinha.

Silvana ficou com vontade de anotar a história curiosa, mas não tinha lápis e papel. Perguntou ao primo do seu pai se ele poderia enviar uma correspondência para ele contando a história, que para ela era engraçada.

_Para você é engraçada? Você não conheceu a turma.

No dia seguinte, pela manhã, Silvana pega uns trocados para comprar algumas bijuterias cariocas para guardar uma lembrança da viagem.

Saiu enquanto seu pai e sua mãe caminhavam na orla carioca.

Silvana olhou várias vitrines, mas demorou-se a decidir-se pela bijuteria adequada ao bolso que poderia comprar.

Quando encontrou a bijuteria na vitrine, entrou na loja e perguntou quanto custava.

_Vinte reais.

A moça disse que a levaria.

A dona da loja, simpática, sugeriu que ela fizesse cadastro na loja para poder comprar quando quisesse através do telefone e do cartão de crédito.

Silvana gostou da ideia. Compraria lembranças para os aniversários das suas amigas. Custariam pouco e tinha algo diferente, o charme carioca.

Ao dizer o nome Silvana Tibiriçá, a dona da loja mostrou surpresa e disse:

_Você sabe que a minha trisavó, que era francesa, contava do breve romance que teve com alguém com este sobrenome?

A moça disse que não sabia e pediu à dona da loja que a contasse.

_Esta minha antepassada era uma mulher à frente do seu tempo e mantinha relacionamentos descompromissados com alguns senhores. Ela contava que esse Tibiriçá ficou apaixonado por ela ao ponto de embarcar com ela para o Brasil. Foi uma sorte o fato da mulher dele ter aparecido, posto que ele não a deixasse em paz; ela queria abrir um restaurante e ele uma padaria.

Silvana quis saber mais sobre o antepassado Tibiriçá.

_Ele era um homem sério, bastante sisudo e não falava de si mesmo. A minha trisavó não sabia que ele era casado, descobriu o fato durante a viagem.

Silvana voltou com a bijuteria e com cuidados especiais quanto ao primo Joaquim Tibiriçá. O pai e mãe viviam bem e não seria o primo a sugerir arrependimentos à família.

Dali em diante, a moça travou amizade com a guia do hotel que ofereceu pacotes com passeios à Parati, à ilha de Paquetá, à cidade de Petrópolis, etc.

O primo Joaquim Tibiriçá convidou o seu pai para darem umas voltas à noite, irem até o bar na orla e conversarem à vontade.

Silvana interveio dizendo que gostaria de ir junto com eles.

O pai sugeriu que fossem todos ao bar apreciar os saborosos petiscos.

A moça sabia que não seria ela a evitar algum caso amoroso na família, mas a cultura era bastante diferente da paranaense e, uma brincadeira a mais poderia ser demais. Perguntava a si mesma se estaria fadada às coincidências transformadoras de opinião. Ela rira da história do seu antepassado até conhecer a descendente da senhora com a qual o trisavô teve um caso amoroso.

Se ela não tivesse comprado a bijuteria, se não tivesse conversado com a dona da loja, estaria rindo do antepassado Tibiriçá até aquele momento. Desde que conheceu e confirmou os fatos, não conseguia ser a mesma, achava-se com o destino de cuidar daqueles dias de folga.

Voltaram para Curitiba e à rotina.

Veio o tempo da folga para Juliana. Ela pediu para viajar, era feriado e os pais viajaram também.

Silvana apresentava os amigos, quando a mãe disse que conheceu os antepassados dele.

Chegando à Curitiba, a filha perguntou à mãe como eram os antepassados daqueles seus amigos.

_Depende, minha filha. Eu conheci todos eles. Eu não sei com quem eles se identificam. O tempo dirá e eu te responderei.

Silvana não gostou da resposta. Nas outras coincidências, ela foi breve às decisões. A mãe dela era cautelosa quanto a responder definitivamente sobre alguém, obviamente tinha maior experiência de vida.

A moça queria respostas para o que não tinha resposta; parecia que a ela caberiam todas as coincidências existentes. Em todo o caso, agradeceu a resposta da mãe, que disse que também gostaria de saber a quem os seus amigos saíram.

Em todo o caso, a moça foi para o seu quarto pensando em retratos, histórias, conhecimentos anteriores, filosofava sobre o porquê das coincidências vividas e não encontrava explicações razoáveis.

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Amor ao Próximo

Amor ao Próximo

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O frio veio forte e, a maioria de nós, está aproveitando a paisagem.

Precisamos, no entanto alertar os amigos, os conhecidos e a todos em geral, que precisamos nos ajudar mutuamente.

Vamos nos cuidar, usar muitas blusas, mesmo que sejam de algodão e de mangas compridas.

Vamos nos alertar para enfrentarmos esse frio de maneira adequada.

Vamos continuar as doações periódicas de roupas que não usamos mais.

Vamos às compras nos brechós com coragem de usar casacos usados e de boa qualidade.

Vamos nos alimentar adequadamente lembrando o leite quente e frutas ao forno com canela.

Vamos incentivar uns aos outros para que vistam três ou mais blusas, mesmo que pareçam mais gordos. É melhor parecer gordo do que passar frio ou ficar doente.

Lembremos igualmente que a temperatura natural da água é próxima de zero e podemos nos hidratar também com chás e podemos acrescer um pouco de água morna ao copo de água.

E que seja assim, espontâneo e de acordo com a necessidade do próximo.

A beleza do frio não justifica a exposição às doenças.

Cuidem-se e cuidem daqueles que puderem.

Amor também se traduz em palavras e atitudes.

Essa ideia surge do termômetro indicando 3°C às dez horas da noite em Curitiba.

Nesse caso do frio do sul, não custa nada mandar se agasalhar.

Boa Noite!