Rio de Janeiro

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O blog da Nina, menina que lia quadrinhos.

segunda-feira, 7 de março de 2016

Poema Ao Dia da Mulher

Poema Ao Dia da Mulher

À Marta e Maria
Nós agradecemos,
Fizeram do dia
Alegria: Oremos.

Bendita Maria!
De joelhos, louvemos.
Marta preferia
Ao que nos atemos.

Amiga Maria,
Que a santifiquemos;
Marta cuidaria
Ao que nos fazemos.

Pois, Jesus pedia,
A que nós amemos,
Era boa Maria,
Em Marta pensemos,

Ela mais sofria
E não era somenos,
Excessivo é o dia
De quem só agracia.



domingo, 6 de março de 2016

Questão

Questão

Na impossibilidade
Do saber o buscar
A resposta é vontade,

Qualquer luz é verdade,
Mesmo ao se atravessar
Pela credulidade.

Será impassividade

O saber aguardar?

sábado, 5 de março de 2016

Proféticos


Nada é como naquele tempo,
Louve-se a Bíblia como exemplo,
Versos, versículos de esteio;
Diz dos bons, dos maus e do meio

Pós-escrito num pensamento.
Vede Jeremias ao lamento,
Faz da tristeza o seu recreio,
Versa a todos o tinto veio.

Nada volta igual, livramento
Esse dado em acolhimento
A esses benditos; num anseio,
Oram à Deus por seu cruzeiro.



sexta-feira, 4 de março de 2016

Palavra de Amor


Palavra de Amor

Falar de amor é possível,
Essa possibilidade
Infinita, mas tangível,
Ao ser, por necessidade.

Melhor é sabê-lo crível
Em toda dificuldade,
Equilíbrio do invisível
Aos degraus da idealidade.

Nessa certeza impassível,
Diz ao ser toda bondade,
Quando diz do imprevisível;
Em sendo amor, não há vaidade.

quinta-feira, 3 de março de 2016

Considerações Pessoais Sobre o Estudo do Piano

Considerações Pessoais Sobre o Estudo do Piano

     Como estudante de música e, considerando que a música é um bem estar em relação a tudo o que existe, hoje o tema é o estudo do piano.
     Nem todos pensam que o estudo diário de música é uma alegria. Quem não sente essa alegria, não só pode como deve procurar algo que traga algum benefício mental.
     Para quem gosta é que são importantes essas considerações porque o gosto pela música nasce em tenra idade, mas a infância não pode ser desperdiçada. Eu acredito que a criança deve ter horário determinado para o estudo, porque é fascinante e, a criança pode substituir o brincar pelo tocar piano. Quando aconteceu comigo, prudentemente providenciaram uma bicicleta de rodinhas e ensinaram-me a me equilibrar numa bicicleta.
     A criança tem que saber que não pode ficar ao piano além do horário determinado. Depois do horário, fecha-se o piano e abre-se o piano no dia seguinte.
     É normal o adolescente deixar de lado o instrumento musical. As professoras, em geral, dizem que manter a agilidade obtida até essa data é mais importante do que obrigar o aprendizado. Para a adolescência o piano é flexível, porque a guitarra diz muito mais com o pop e o rock do que o piano clássico.
     As professoras preferem manter a agilidade nessa fase através das músicas de sucesso e que a grande maioria das adolescentes ama tocar.
     “Lá vou eu ensinar a mesma música de sucesso para as minhas vinte alunas adolescentes. Os meninos querem aprender bateria e, nós, deixamos.”
      A carreira de musicista clássico é praticamente inexistente no país. A maioria dos jovens que conseguem a graduação são professores e fazem festas e tocam teclado ao vivo em casas noturnas e são contratados para cerimônias religiosas.
     Não vale a pena jogar fora a adolescência e nisso todos os professores concordam, faz parte da pedagogia.
     O que se discute atualmente é se a faculdade voltada para dar aulas é mais interessante que a faculdade para instrumentistas. É uma discussão sem fim porque cada musicista vê o estudo com uma perspectiva diferente e, é obrigação das faculdades de música agregar alguns interesses e propor a sua formação.
     Particularmente, eu recomecei tarde a estudar o piano. Mas não há pressa para tocar música. Os bons pianistas chegam a esse patamar depois dos seus trinta e poucos anos.
     Saindo da academia sobre a qual escrevemos acima, contam às escolas que os seus alunos às vezes têm mais de oitenta anos de idade e nenhum perde a aula. Existe método para a aprendizagem adequada e eles tocam para os seus familiares e sentem-se realizados com isso.
     Em qualquer idade é válido o estudo do piano e é preciso divulgar o fato. O adulto é mais disciplinado que a criança e obtém alguns resultados mais rapidamente.
     Depois de alguns meses, aqueles que realmente gostam do estudo, continuam por tempo indeterminado a estudar.
      Vamos falar agora da facilidade do estudo do piano. Hoje em dia temos pianos digitais e com fones de ouvido para suprir a vontade de tocar madrugada adentro sem incomodar quem está no quarto ao lado.
     O piano digital é acessível e custa o preço de uma televisão. Piano digital não é teclado, têm peso nas teclas e pedal apropriado. Não custa especificar. O teclado é voltado à música popular de todos os tempos. O piano merece um clássico.
     É preciso pedir um pouco de sensibilidade àqueles que não gostam do estudo de música dentro de casa.
     Certa vez eu ouvi a seguinte frase: Se não será útil na fase adulta, por que é que eu vou permitir na infância esse estudo desnecessário?
     Eu saí da sala por alguns minutos para não responder àquela senhora.
     Ela era prática e eu devia compreendê-la, mas foi difícil.
     Aliás, não compreendo até hoje, mas por outro lado, continuo estudante de música.
     O valor que se dá ao estudo eu deixo aqui, com a recordação guardada com carinho até hoje. Hoje eu gosto do estudo do piano tanto quanto aquela época em que eu nem sabia exprimir o que pensava: 1967. Estudem!

     

quarta-feira, 2 de março de 2016

Objetivação


Objetivação

O tempo objetivado,
Não nos deixa de lado
E não para, a esperar.

Caminha concentrado,
Ao mundo, desligado,
Sem saber reparar

Que é musicalizado;
É relógio ao acordar.

terça-feira, 1 de março de 2016

Retrato de Mãe / Crônica do Cotidiano

Retrato de Mãe / Crônica do Cotidiano
     São raros os dias em que se encontram tantas mães acompanhadas dos filhos, mas hoje, eu gostaria de tirar uma foto instantânea de cada uma delas.
     Um dos sentimentos louváveis de toda mulher é o espírito maternal presente na maioria das mulheres, sendo ou não sendo mães.
      Imaginem a foto de cada uma das cenas presenciadas e, tentem não achar cheias de luz, é praticamente impossível.
     A primeira ajudava o filho começar o ano na faculdade e saíram juntos. Olhando as horas, ele teve que sair e disse que experimentaria as roupas à noite e, se não servissem, depois trocava. O dono da loja concordou e o moço se dirigiu à porta de saída, quando a mãe recomendou:
     _Meu filho, olhe para os dois lados antes de atravessar a rua! Cuide-se meu amor.
     O moço parou na porta da loja parecendo estar em estado de choque como que pensando como é que ela teve coragem de dizer isso a ele na frente do dono da loja.
     Ele ficou pensando durante alguns minutos. Olhava para a rua e olhava para a mãe sem saber o que responder a ela. Por fim, olhou para ela e disse tchau com um jeito de parvo.
     A primeira foto é essa.
     A segunda mãe estava com os dois filhos pequenos: a menina aparentava uns sete anos de idade e o menino uns quatro anos de idade.
     A menina estava espirrando e disse que deveria ser alergia, mas ela havia tirado a pequena capa de chuva e brincava com o capuz enquanto a mãe pedia algumas roupas com o número apropriado a cada um.
     A menina brincava com o capuz e o irmãozinho olhava para ela com muita vontade de brincar com o capuz também. De repente o menino disse:
     _Vamos brincar de fazer neném?
     A mãe olhou para ele bastante braba e franziu a sobrancelha, enquanto o público presente olhava assustado para os dois.
     A menina não gostou do jeito que a mãe olhou para ele e fez uma boneca imaginária com o capuz. Com um talento e graça que deu gosto de ver.
     O menino perguntou onde é que a boneca iria dormir.
     A gente tinha impressão que a mãe iria ralhar a qualquer momento, mas a vendedora a ocupava com pilhas de roupas para crianças.
     A menina fez um berço com o capuz e mostrou para o menino. Impressionante o talento da menina. Ela moldava o capuz com uma habilidade artística de se notar.
     O menino olhava e olhava para o capuz e as formas. Dali a pouco ele pediu o capuz emprestado.
     A irmã perguntou para o que é que ele queria o capuz e ele respondeu que queria fazer um carrinho.
     A mãe ouviu e não se conteve:
     _Embrulha o que eu já escolhi que eu volto outra hora.
     Pegou o menino com uma mão, a sacola e a menina com a outra mão e foram embora.
     Essa é a segunda foto.
     A terceira mãe era mais velha e, enquanto eu aguardava o atendimento, contou a história dela.
     Ela teve cinco filhos incluindo um adotado. Criou e encaminhou todos eles. Hoje cada um deles leva a própria vida. Ela saiu comprar alguma coisa, mas o que ela precisava era se distrair da saudade que sentia de quando todos estavam em casa. Hoje a vida dela é ela e o marido e a casa vazia mesmo com os encontros semanais com os filhos. Ela saiu para se acostumar com essa nova fase da vida dela e ela sabe disso e lida com os sentimentos de forma positiva.
     Essa é a terceira foto.
     Fotos de mães que o dia me trouxe de repente, de surpresa e que me fizeram bem.