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quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Dar Conselhos - Reflexão

Dar Conselhos - Reflexão

     Uma das tarefas mais complicadas é dar conselhos, principalmente quando sabem que a gente tem muita leitura.
     Tudo o que disse até agora, eu repeti.
     A gente deve fazer o que pode, dar o melhor da gente, mas devemos saber que não somos personagens de livros e revistas infantis. Somos gente, ou seja, humanos.
     Não adianta tentar ser super- herói na vida real. Quem faz o que pode, faz muito. Quem faz o melhor que pode, supera as expectativas. Quem vai além do melhor que pode, pode se destruir.
     Existem outros fatores em toda questão humana e esses fatores independem do esforço que fazemos.
     Onde a questão dos conselhos é necessária, cada palavra é responsabilidade de quem dá o conselho.
     Nada vale a pena quando é a qualquer preço. Eu conto história e a pessoa que tire a sua conclusão.
     Contei a história de um jovem que tinha certo conforto. Quando prestou o vestibular não passou em universidade pública. Fez outros vestibulares e passou numa faculdade particular. Tendo sido advertido pelo pai que este não conseguiria pagar a faculdade, ele vendeu o carro para pagar as mensalidades. Depois foi vendendo o que tinha e estudava na biblioteca da faculdade. Formou-se e nunca conseguiu um bom emprego. Morreu antes de completar cinquenta anos sem nunca ter se sentido realizado profissionalmente.
     São diversos os fatores que interferem na vida de cada um.
     Ontem eu disse do livre arbítrio dentro das alternativas do bem viver. Bem viver significa em primeiro lugar manter-se vivo. Em estar-se vivo e em condições de escolher o que se pode fazer é que as alternativas são cogitadas.
     Todos os planos podem ser feitos desde que preserve-se a condição de sentir-se bem dentro do desenvolvimento desses planos.
     Reafirmei que faz-se o que se pode fazer racionalmente. Porque poucas coisas se dão conforme são idealizadas. Quem já construiu ou reformou uma casa sabe disso.  É a chuva que impede o dia de trabalho. É o operário que tem problemas e vê-se obrigado a deixar a obra ou consegue um emprego numa grande construtora e abandona a obra. É o material de construção que chega fora das especificações e volta para a troca pelo material pedido.  É o engenheiro responsável, que depois dessa série de problemas, avisa que os problemas acarretam um pouco mais de verba para a conclusão da obra. É alguém da sua família que fica doente enquanto você constrói a casa. Quando a casa fica pronta a gente agradece a Deus porque conseguiu realizar o sonho da casa própria.
     Os planos possíveis já são difíceis por si mesmo, para que fazer planos que exijam mais? Os planos feitos além das possibilidades podem fracassar mais facilmente.
     Planejar é atividade para todo dia, mas planejar com certa coerência dentro das possibilidades de cada um é melhor.
     Também eu fiz o melhor que pude. É difícil dar conselhos porque os conselhos precisam de toda a humildade possível, ninguém tem essa certeza toda a respeito do outro ser humano que quer ouvir uma palavra responsável.
     Mais que isso, não é da minha escolha. Permitam-me a humildade nessa reflexão. 
     

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