Lugares Bonitos

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O blog da Nina, menina que lia quadrinhos.

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Posso Ir Junto?

Posso Ir Junto?

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Era final de ano. Lúcia faria o seu curso de treinamento em "couching" em outra cidade. O futuro profissional com essa especialização poderia ser brilhante, com alto salário e reconhecimento entre os líderes da empresa onde trabalhava.

O marido ficaria com a Mônica, mas não sabia onde deixar a menina no dia da confraternização na chácara da fábrica onde trabalhava.

Lúcia pensava em deixar a filha com algum parente, mas Mônica preferia ir com o seu pai ao churrasco.

_Posso ir junto com papai? Perguntou a menina à mãe.

A mãe disse que ela não iria gostar do passeio

_Posso ir junto com você, papai? Perguntou a menina ao pai.

O pai prevendo a choradeira que iria enfrentar conversou com a mulher. Ao invés de deixar a menina na casa de alguém, ela ficaria com ele. Ambos se distrairiam e, quando chegassem a casa, provavelmente Lúcia estaria de volta. Assim o tempo passaria rápido para ambos.

Lúcia foi positiva para com o marido:

_Se você quer levar a menina, leve. Você terá que cuidar dela e não poderá ficar à vontade com os nossos amigos. Você é quem sabe.

O marido sorriu com certo ar de superioridade para a mulher:

_Meninas não incomodam. Ela leva a boneca, alguns biscoitos e suco de laranja e, eu estou resolvido. Ela irá comigo.

Lúcia também sorriu com ar de superioridade ao dizer:

_Eu te amo, mas com todo o respeito, você não sabe o que é ser mãe.

Ambos sorriram. Lúcia fez a mala e viajou.

Pai e filha comportados e cronometrados de acordo com as instruções da Lúcia.

Hora de abrir o congelador e colocar a comida no forno de micro-ondas. Hora de escovar os dentes e irem ambos cada um para o seu quarto. Hora de a Lúcia telefonar e desejar boa noite aos dois. Mônica tinha o seu celular e o pai dela também; eram dois telefonemas de um minuto para o marido e cinco minutos para a filha, que perguntava muito sobre as atividades da mãe.

Chegou o domingo da confraternização.

Boneca e biscoitos no automóvel.

Chegando à chácara, felicitações dos amigos e elogios para a menina. Wellington estava contente com a precisão do planejamento.

Mal se sentaram para conversar quando Mônica viu a aranha branca:

_Pai, olha que linda! Uma aranha branca correndo pelo campo.

Era uma aranha que trocava a casca e ninguém poderia saber se era venenosa ou não.

A esposa de um amigo disse que era melhor matar a aranha antes que a menina a colocasse nas mãos.

Meia hora de busca e, pronto, a aranha estava morta.

Voltaram-se as atenções ao churrasqueiro, com temperos e saladas e pães.

Mônica come os biscoitos e toma o suco de laranja.

Quarenta minutos depois, Mônica pergunta onde fica o banheiro.

Outra senhora amiga responde:

_O banheiro fica no lugar de sempre, a quinhentos metros daqui. Ela terá que passar pela trilha ao meio do campo das painas, que é banhado. O senhor a acompanha, ou, prefere que eu a acompanhe.

Ele disse que cuidaria da filha e acompanhou a menina até o banheiro, aguardando do lado de fora até que a garota saísse de lá.

Ele não sabia que haviam mudado o banheiro de lugar. Antes, não havia o banhado e o campo de painas no caminho do banheiro.

Voltaram para o lugar do churrasco, que estava pronto.

Havia no lugar duas bicas d’água encanadas e com torneiras. A menina pediu para pegarem os seus copos de água diretamente na bica de água.

Wellington se encantou em poder pegar água da bica e mostrar à filha o que era tomar a água fresca da nascente.

Foram os dois, pai e filha, até a bica e encheram os copos. Ele brindou com a garota e tomaram a água. Cuspiram a água, o sabor era horrível.

Wellington chegou junto aos amigos e disse que a água da bica estava estragada.

Um amigo caiu na risada e disse:

_Você pegou a água na torneira errada. Aquela é a água sulfurosa. Dizem que faz bem à saúde, mas eu não bebo aquela água. A água fresca está próxima ao churrasqueiro, mas não chegue muito próximo ao calor da brasa.

O pai ordenou à filha:

_Fique aqui que eu pego a água para nós dois. Não saia daqui e espere eu voltar.

Mônica esperou que o pai voltasse com a famosa água fresca das montanhas.

A água, de fato, era fresca, mais fria que a água da torneira de casa e, podia-se dizer saborosa, sem o gosto dos produtos que a água da torneira de casa contém.

Pães, maionese caseira, salada de tomates e cebolas, carnes.

Antes de se servirem, o pai aconselha a filha:

_Não coma maionese caseira. Eu também não vou comer a maionese.

A menina dialogava com o pai:

_Papai, eu não como cebolas. Comerei pão e bife.

O pai cortou a carne em tiras, pescou os tomates picados da salada, pegou o pão francês e disse para a menina comer o quanto quisesse. Não queria a filha usando os talheres afiados do churrasco. Depois se serviu a si mesmo, sentou-se ao lado da filha e almoçou.

Almoçaram e comeram as frutas servidas.

Eram duas horas da tarde e a conversa ficou animada.

Mônica lembrou-se que a sua mãe Lúcia, estava para chegar da viagem de treinamento, mas tinha consigo os biscoitos e nenhum telefone.

A filha pergunta ao pai:

_Mamãe estará chegando da viagem hoje. A que horas ela chegará?

Wellington sentiu saudades da mulher. Bem que a Lúcia havia avisado para ele que não seria fácil ser mãe.

_Vamos para casa esperar a sua mãe chegar de viagem!

Wellington despediu-se dos amigos e, com a filha, a boneca da filha e os biscoitos foram para casa.

Lúcia chegou meia hora depois de pai e filha terem voltado para casa. O curso foi produtivo e proveitoso. Para esperar o ônibus ela distraiu-se arrumando os cabelos e comprando o perfume novo. Entrou em casa bem arrumada e disposta.

Wellington a abraçou, feliz e disse:

_Eu fiz o melhor que pude. Veja se a Mônica precisa de alguma coisa que eu preciso tirar uma soneca. Conversamos depois que eu descansar.

Lúcia abraçou a filha, que estava contente e contou todas as novidades do churrasco. Também abriu um pacote de bombons e saboreou. Estudou tanto que não teve tempo para comer um único bombom, mas era mãe e se divertiu ao ouvir sobre os cuidados do seu marido com a pequena Mônica.

2 comentários:

Maria disse...

Adorei a história...um prazer enorme passar por aqui!
É bem verdade que por vezes é difícil perceber o trabalho de mãe, só quando ele falta mesmo!!!
Beijinhos
Maria

Imaginário disse...

Passando para desejar um feliz 2014 para você e todos os seus queridos.
Grande abraço.
Gilson.