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segunda-feira, 16 de maio de 2011

Sete da Manhã

Sete da Manhãrelógio

Pelas ruas vazias caminham os estudantes,

Vagam pobres vadios, mendigos e meretrizes,

Cães ferozes vigiam as gatas e os seus meliantes,

Arde o passo, folia do espaço dos infelizes.

Sonha e aguarda esse dia de ruges descolorantes,

Segue o mínimo, guia o destino sem cicatrizes

Vai à cidade fria e embaçada aos seres pedantes

Fala ao amor de Maria com calma e sem chamarizes.

Centra esse ego, fatia de bolo dos comediantes,

Torta ao creme na via de agora indo aos chafarizes.

Liga a luz que o que urdia passou. Precisos, confiantes

Nesses voos com porfia e confiança, são diretrizes.

2 comentários:

Bergilde Croce disse...

Belo,triste,mas real pois é isso mesmo que significa a vida numa grande cidade.
Abraços,

POESIAS EM FOCO disse...

lindo texto parabéns sempre,