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quarta-feira, 24 de novembro de 2010

A Inocência

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A Inocência

A inocência encontrada

No sorriso puro e impreciso

Da mocinha ensimesmada

Com o jovem tão indeciso,

A carência demonstrada

Ao mostrar a falta de siso;

Juventude linda e espelhada

Num desejo bom e conciso

De mãos dadas. Entre a laçada

De carinho, une um sorriso

Ao infinito em ser amada.

A inocência encontrada

No rapaz viril e preciso

Que protege a amada,

Da intempérie um improviso,

Decidido nessa empreitada

A seguir sem nenhum aviso;

Premiado em descuidada

Aventura; amor indiviso.

A inocência encontrada

Acredita, não faz juízo

De valor. Brisa delicada

Na florada do paraíso,

Traz frescor d’alma à invernada,

Recupera e dá um reviso;

Esperança tão procurada,

A Inocência inocentada.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Concurso Blooks, Obrigada!

img014Recebi o livro “Em alguma parte alguma” de Ferreira Gullar autografado. Foi o prêmio do concurso cultural da Editora Blooks em um concurso cultural. Compartilho o autógrafo com vocês. Emocionante!

domingo, 14 de novembro de 2010

Futebol X Poesia

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Futebol x Poesia

A bola

Que rola

De novo.

Um jogo

De cores

E dores.

Desata

Na cara

Do dono

Com sono,

O gol.

Jogou

A rima

Acima,

De lado,

Num brado;

Recado

De empate.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Será a Benedita?

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Será a Benedita?

Tem gente com medo de sorrir

E solta o fel e, mumifica

O céu. Sofre a dor de se iludir

Sem alma, um átrio da desdita;

Amarra cruel do existir.

Não sabe que a vida dói bendita?

Resiste, um acinte no fingir

Um pacto sem prazo de claudica.

Contar sem caução um se afligir

Constante apena, prejudica.

Em prol de querer o existir:

A reza cruzada à Benedita.

Milagre não faz, mas se a vir

Aviso-te logo da reza dita.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Seca

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Seca

Homem seco, o agir

Duro, milho empedrado,

Cactos d’água a tomar,

Gado morto, o curtir;

Triste espera. Enrugado,

Resta amor ao lugar.

Cava poço, um luzir;

Fruta-pão: o que é roçado

Quando há? Seu jantar

Todo dia há por vir.

Sonha só o alagado,

Chuva cheia de aguar.

Venha à chuva, cair!

Seca, pés no rachado.

Venha a terra molhar

Nuvem densa a fugir;

Casa, taipa, telhado...

Oh! Sertão e luar!