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quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Seca

seca_nordeste

Seca

Homem seco, o agir

Duro, milho empedrado,

Cactos d’água a tomar,

Gado morto, o curtir;

Triste espera. Enrugado,

Resta amor ao lugar.

Cava poço, um luzir;

Fruta-pão: o que é roçado

Quando há? Seu jantar

Todo dia há por vir.

Sonha só o alagado,

Chuva cheia de aguar.

Venha à chuva, cair!

Seca, pés no rachado.

Venha a terra molhar

Nuvem densa a fugir;

Casa, taipa, telhado...

Oh! Sertão e luar!

Um comentário:

BIBINHOPOETA disse...

adorei seu poema,nos faz lembrar do Nordeste Brasileiro e do livro Vidas Secas,continue escrevendo sempre coisas bonitas.