Escrito À Mão
Pensamento de verso,
Essa desconexão
Nesse tempo diverso,
Tema que desconverso,
Essa iluminação
Nesse seu metaverso,
Lápis de um universo
D'uma alma escrita à mão.
É um blog com artes e contos, crônicas, comentários, imagens e, arteiros em geral
Escrito À Mão
Pensamento de verso,
Essa desconexão
Nesse tempo diverso,
Tema que desconverso,
Essa iluminação
Nesse seu metaverso,
Lápis de um universo
D'uma alma escrita à mão.
Luz Artificial
Não é o caso daquele livro,
Semelhante e desigual,
E assim se bendiz o vidro
Quando não é um espelho igual,
É só vidro, mas sem crivo,
A janela é individual
Feita para ser abrigo,
E a esquadria a consegue igual
À noite, luz sem perigo,
Um nada, tempo normal,
Não é espelho, continua vidro;
Autor é livro, e a luz, real.
Laço de Fita
Ponto de vista,
Coisa esquisita,
Surge imprevista
E é cor de fita,
Vem e conquista,
Ou deixa aflita.
Personalista
Em seda e chita
Se faz artista,
Se faz bonita
A quem a vista,
Coisa bendita.
Pintura
Pode chover,
Tem que chover,
É natural,
Sem escolher
Enternecer
Molha o quintal,
É um chão a sorver,
Vazio é o varal.
Ler e Mudar
Não é obrigação
Acreditar,
Palavração
De Deus é a ação
Da fé a mudar
A direção,
Verbo em doação
A nos salvar.
Impactante / Crônica de Supermercado
Sinceramente, dei um tempo antes de almoçar, porque tinha uma senhora no caixa ao lado que impactou a todos a sua volta.
De onde aparece essa gente é que não se sabe, mas nem parece que é gente.
Com o intuito de ensinar o caixa a ter dinheiro e ficar bem de vida, ela ensinava sobre a sua capacidade estomacal, e diria que não sei se acredito, ou se foi somente para apavorar, mas uma coisa ela conseguiu, impressionar e calar a todos.
Preparem o estômago para ler a pretensa humilhação sobre o atendente do caixa do supermercado:
_Vocês são pobres porque não sabem lidar com a alimentação. Eu faço churrasco de preás do campo, rim de boi frito e cabeça de porco dividida ao meio assada e como os miolos.
O silêncio foi geral, mas estávamos em quatro ou cinco pessoas na fila.
Ela começou a detalhar o preparo das proteínas com as verduras e legumes que tinha no quintal. Ela não gastava em comida, e dizia que se alguém quisesse comer dos seus pratos, ela faria um almoço de degustação, mas avisava minuciosamente sobre os odores do almoço.
Segundo ela, tinha aprendido a preparar os pratos em casa, numa cidade do interior.
Contava que enquanto os demais comiam ovos fritos, cozidos, ou com legumes para acompanhar o arroz e o feijão, ela comia carne, e todos os dias.
Foi assim, segundo ela, que ficou endinheirada e hoje compra o que quiser.
Contou mais, que não consegue ficar sem o sabor daquilo que a fez endinheirada, mas que hoje compra no açougue o rim, que ao fritar, tem "odor de peixe velho" (complemento meu, ela falou a palavra urina).
Cheguei em casa e somente após uma hora depois de passada a conversa é que consegui pensar em refeição.
Riu-se do rapaz e saiu dizendo: É assim que se faz dinheiro.
Raciocinei, depois de algum tempo, que as bruxas realmente existem, exatamente como aquelas dos contos da carochinha.
Depois pensei em fábulas e histórias melhores, as de Esopo.
Consegui sair ilesa dessa conversa que não era comigo, mas que por motivos alheios, ou seja a fila, ouvi.
Por quê ela fez isso com o rapazote, não sei, mas sei que todos ficamos embaraçados.
Não sei se o contado era verdade e não me interessa saber, mas é bom saber que o supermercado sabe, e que os funcionários conversam entre eles.
Ir ao supermercado é uma arte que faz parte do cotidiano.
Grata pela leitura.
Quietude da Alma
Parei p'ra agradecer
A esse instante de ser
Com sensibilidade,
Sensível é o saber
Que nos leva a aprender
A contemporaneidade
De um novo dia ao nascer,
Do sol da boa vontade.