Deus Agindo e Te Colocando no Meio da História / Por Que Não se Acusa Ninguém - Histórias Antigas
Aconteceu num dia repleto. Um familiar tinha médico, outro trabalho e outro prova na faculdade.
Lembro que fui ao supermercado às sete da manhã para ter o meu tempo e satisfazer essa alegria que é o supermercado.
Ao sair, presencio o jovem dando ré no automóvel e batendo na traseira do carro de uma vizinha.
Volto do supermercado e a maior discussão ao lado da garagem do carro (foi sorte não ter sido o carro da nossa garagem).
A vizinha do carro batido dizia horrores para uma outra vizinha, que já chorava e dizia não ter feito nada.
_Imagine se não foi você que bateu no meu carro. Você não gosta de mim porque sou casada há mais de vinte anos, e você mora com o senhor "X" e tem uma filha com ele. Aposto que foi você que separou o casal, e como eu sou a favor da família bem constituída, você veio e bateu no meu carro!
Nessas horas, a gente não fica quieta, Deus fala e age no coração da gente.
_Bom dia, professora. Não foi ela que bateu no seu carro. Às sete da manhã eu saí, e o jovem daquela garagem deu ré com velocidade e bateu no seu carro.
Vendo que estava errada, e amarga com o erro disse que mesmo não tendo sido aquela senhora, ela tinha dito como se sentia em relação a ela.
Enquanto eu conversava com a professora, a outra vizinha foi para casa.
Nisso chegou o jovem que tinha de fato ocasionado o acidente.
Vendo a professora ao lado do automóvel, perguntou:
_A senhora é dona desse automóvel?
Ela disse que sim.
_Eu preciso pedir desculpas. Eu tinha prova, tinha que correr, pois onde eu estudo o campus da faculdade é fora da cidade. Eu pago o conserto. Vou ligar para o meu pai, que é o real dono do carro, e pedir para que ele acione o seguro.
Hora de sair e vir pra casa. Cheia de coisas para fazer.
À noite, o pressuposto marido-amante da outra vizinha liga aqui pra casa. Agradece pela mulher, diz que a separação dele foi antes de conhecer a moça e que o motivo da separação não tinha nada a ver com ela, e que ela era uma boa esposa, assim ele a considerava.
Disse que ele não precisava explicar nada, que o assunto do carro estav resolvido.
Ele disse que o assunto não estava resolvido:
_Eu preciso de ajuda. Do meu primeiro casamento eu tenho uma filha. Ela faz dezoito anos e eu prometi dar um automóvel de presente a ela. Eu preciso de alguém que confirme que eu moro aqui, e se a senhora puder me ajudar, por favor confirme que eu moro aqui, que sou casado e sou conhecido como um bom pagador de contas.
Quanto a isso, tudo bem.
Ele deu o carro para a filha de dezoito anos, eu confirmei que ele morava aqui e que era um bom pagador, pelo menos enquanto vizinha, ele e a mulher causavam uma boa impressão.
A mulher dele me ligou e disse que ela exigiria o brinquedo que a pequena havia pedido para o Natal, e exclamou:
_Que confusão é essa em que estamos metidas sem nunca sequer termos conversado antes daquele dia?
Coisa de Deus, fatos que acontecem e se faz necessário agir com fé, seja em Deus, ou seja no Deus que mora em cada um de nós. A professora luterana, a vizinha espírita, o jovem sendo jovem, e que Deus abençoe os jovens que são jovens, e tudo ficando em paz, de bem com a vida.
Não se acusa ninguém, se descobre quem faz o quê, mas também se dá a mão a quem age com boa fé, pois se Deus age, a moral e a fé não se confundem.
Grata pela leitura.
