Dia de Festa
Dia de festa
E seresta
Pela vida;
A palestra
D'alma em festa
Nos convida;
A fé, fresta
Do dia, ouvida.
É um blog com artes e contos, crônicas, comentários, imagens e, arteiros em geral
Dia de Festa
Dia de festa
E seresta
Pela vida;
A palestra
D'alma em festa
Nos convida;
A fé, fresta
Do dia, ouvida.
Por Falar em Reclamar / Crônica
Dificilmente reclamo, mas dessa vez não tem como.
Final do ano passado comprei um par de sandálias que chegou com uma fivela quebrada. Muito confortável, fui arrumar porque gostei muito das sandálias.
Diante das outras compras, não resta dúvida, o controle de qualidade da indústria de calçados precisa dar um jeito nessa situação.
Mês passado comprei um tamanco de marca conhecida. O tamanco descolou da sola flatform.
Comprei chinelos de borracha, esses vou jogar fora. Anabela, com as tranças sobre os pés do mesmo lado.
Este, também de marca conhecida muito embora não prometa não soltar as tiras.
A essa altura já são quatro pares de calçados.
Comprar calçados para mandar arrumar é prejuízo.
Nenhum calçado é da mesma marca, portanto não é esta ou aquela fábrica de calçados, é o controle de qualidade das empresas fabricantes que está deixando a desejar.
Chinelos são baratos, mas nem por isso merecem descaso dos fabricantes.
Quando a sandália veio com a fivela quebrada, pensei que a minha preguiça de ir até a loja de calçados é que tinha sido o problema.
Com o tamanco descolado, até mando colar novamente.
Os chinelos com as tranças viradas para o mesmo lado vou deixar de lado, embora possa ser arrumado, mas nesse caso pagaria dois pares de chinelos, e caso alguém aproveite os chinelos novos, pagará um par de chinelos no conserto.
A indústria calçadista é um fator de exportação, não pode deixar cair a qualidade.
Ontem mesmo verifiquei a compra de vários pares de chinelos, daqueles que não soltam as tiras, por uma turista latinoamericana.
É preciso ressaltar o quanto as nossas marcas são amadas pelo mundo inteiro.
A turista pagou, pasmem "R$180,00" em cada par de chinelos de borracha.
Pensei que deveria ter comprado daquela marca, e o que paguei menos de quarenta reais, ela pagou duzentos cada, mas levou em dúzia.
Vale a pena ter qualidade. Os fabricantes devem pensar no controle de qualidade como fator de vendas.
Descalça não estou, mas um bem estar imenso por haver locais para descalços.
E para terminar, uma piada de crente:
_Ele já ressuscitou. Estou feliz com a esposa, mamãe!
A mãe ligou para o crente em viagem com a esposa.
Sob as bênçãos Dele estamos bem.
Canções populares faziam a espera na representação da via sacra, à noite, com o palco montado e decorado na pracinha da cidade.
Amém. Tudo bem.
Feliz Páscoa!
Trinca
Meio copo d´água que brinca,
Copo de papel vincado,
E a água molha quando trinca
O copo de papel, lado
De chuva, jeito que brinda
A qualquer um, descuidado
Da trinca, que incolor pinta
De molhado, que o vazado
Mergulhado d´água pinga,
Desfaz seu configurado
Mais cheio ou menos cheio que ginga
Nesse papel frio e esvaziado.
Interpretação
Propósito e missão,
Questão de comunhão,
Tempo de renascer.
Cumpre-se a salvação,
Vive-se a gratidão
Do que se está a reler,
E tal ressurreição
É a palavra do ser.
Pergunta pra Deus Crônica
O bom do lugar com câmeras de segurança é que em se estar corretamente, aumenta a liberdade.
E assim foi que passei a noite olhando para o mar, agradecendo a Deus, não por estar em frente ao mar, mas por estar em liberdade junto ao infinito.
Não dá para esquecer as palavras que, embora cheias de conceitos, pareciam mais de generosidade do que estar de joelhos em oração.
Era duas da manhã e eu revisava tudo o que havia dito em meio àquele paraíso latino, depois me recolhi, dormi umas três horas, e às cinco da manhã me postei defronte ao mar, fosse nos bancos de ladrilhos, fosse nas cadeiras de tomar sol.
Continuamente agradecendo a Deus por poder ficar ali em segurança, por poder fazer orações livremente e em silêncio.
Era um dia festivo. Caminhei poucos metros até a beira do mar e a praia contava com algumas mulheres em oração. A idosa, junto com alguém que zelava por ela, ajoelhou-se defronte ao mar e orava em espanhol, a moça cantava seguidamente hinos de louvor e adoração que eu conhecia.
Pergunta pea Deus como é a sensação de comunhão às cinco e meia da manhã, quando o sol não passa de uma claridade distante vindo na direção da gente.
Qualquer lugar é lugar para que isso aconteça, mas porque eu estava naquela paisagem infinita próxima a outras mulheres que também oravam, é que não encontro resposta.
A sensação agora é que há uma impossibilidade de que tal fato possa ocorrer.
Faz dois anos, mas o universo é outro, há guerra, os problemas da humanidade são outros.
À tarde saí, mas lacrimejei de emoção diversas vezes até que o passeio foi interrompido por questões de segurança, todos os caminhos foram bloqueados e voltamos para fazer um lanche.
_É o que tememos, que isto se torne normal.
No inconsciente coletivo daqueles minutos, o paraíso iria dar vez ao jeito em que o mundo vive hoje.
Todos ficaram na memória daqueles momentos inimagináveis.
Pra quem participou daqueles momentos e sabe da impossibilidade real de que se repitam, tudo fica, as pessoas ficam, as palavras ficam, as orações ficam, as previsões ficam, o melhor de todos fica como um cristal de coleção.
Questão para Deus, algo que somente Ele pode responder.
Pergunta pra Deus.
Aos leitores, grata pela leitura.
Observação: Estávamos num barco quando caças de guerra militares passaram sobre as nossas cabeças. Do nada. Muito longe daqui, né Alice?!
Pitoreso
Pitoresco de excesso,
Quando tudo está perto,
É o som, este travesso
Permitido, de acesso
Às mãos, nesse concerto
Maestro do tempo avesso
Do bilhete não impresso,
Que se diverte esperto.