Rio de Janeiro

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O blog da Nina, menina que lia quadrinhos.

domingo, 18 de janeiro de 2026

Rabiscos À Lápis

Rabiscos À Lápis


Imaginar

Uma canção,

Essa intenção


Que faz sonhar,

Contemplação

D'uma emoção


Ao rabiscar

A notação.

 

sábado, 17 de janeiro de 2026

Lá Longe

Lá Longe


De se mapear,

Palavra dita

Absorve a escrita

Como a piscar


Por sobre o mar

A barca e a fita

Na luz bendita

De se admirar


A noite e o luar

Numa visita

À praia, restrita

Ao exagerar.  

sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

Semana da Discussão Sobre a Tecnologia/ Comentário

Semana da Discussão Sobre a Tecnologia/ Comentário 


      Pareço ter saído de algo semelhante a Semana de Arte Moderna de 22.

     Depois de tanta tecnologia, dormi para o descanso mental, e acordei com algumas ideias novas.

     Não comprarei liquidificador sem fio, ferro de passar roupas sem fio, e uma série de outras novidades para a casa carregadas por USB.

     Não sei quando vou usar o liquidificador, mas não quero precisar plugar o cabo do liquidificador no computador por cinquenta minutos antes de fazer um pudim.

     Igualmente para o ferro de passar roupas. Já existem tecidos bons para a confecção de roupas que não precisam de ferro de passar roupas, e já neste ano usei um vestido de crepe de algodão que não amassou, nem com o esforço de deixá-lo de qualquer modo dobrado no guarda-roupas.

     A tecnologia sem fio não deveria necessitar de plugins.

     O ano também começou com frases de efeito, e mudaram todo um raciocínio, porque não se desperdiça o talento humano. Quem tem dom e talento para uma atividade, tem. Melhor é simplificar e compreender esse talento do que discutí-lo.

     O futuro das coisas está sendo conversado sobre todas as coisas que possuímos e que, antes de comprarmos as novas criações,  temos que verificar a utilidade, posto que queremos utilidades em casa, e essas utilidades devem ser realmente úteis.

     Até mesmo sobre o que não sei, ouço vários conceitos, tais como se o carro elétrico vale a compra se o consumidor não tem um abastecedor de baterias em casa - na garagem aberta, e o risco que é se ficar a pé, pela falta de um plugin adequado.

     A evolução das coisas chegou e vai afetar a vida das pessoas tanto quanto a geladeira e o fogão afetaram a vida dos nossos antepassados.

     Por outro lado, a nova tecnologia passa por adaptações, dos plugins até a energia fonte necessária, que depende da vontade do consumidor em possuir este ou aquele objeto, pois são utilidades populares que podem poluir a casa com cabos USB.

     Falta, se é que falta, inventarem a bateria por rede wifi, onde os eletrodomésticos teriam autonomia para se autorregularem, mas por enquanto poderiam inventar a geladeira sem aquele botão giratório inverno-verão, que giramos conforme o clima, para diminuir o consumo de luz.

     Intensa semana, eu diria, que não dispensa nada do que se tem, mas que exige atenção do consumidor, pois são muitas as novidades, as discussões sobre esse futuro tecnológico que alcançará a todos, e todos terão de pensar em como utilizarão, ou se valerá essa utilização no seu dia a dia.

     Grata pela leitura.  

quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

História de Sapatos Mágicos/ Crônica do Cotidiano

 História de Sapatos Mágicos/ Crônica do Cotidiano


     Fiquei sem saber se escreveria sobre o fato, ou não. Foi uma das experiências fascinantes do final do ano.

     Estava apressada, quase atrasada, e me chamaram atenção devido a hora que passava rapidamente.

     Era um passeio informal e vesti as calças jeans e disse: 

     _Vamos!

     Antes de chegar ao lugar foi que percebi os calçados de salto completamente inadequados para o passeio.

     Consegui tempo para parar numa loja de calçados e comprar o primeiro sapatênis que encontrasse.

     Ao entrar na loja, a vendedora avisou:

     _Não temos a numeração completa de todos os sapatos expostos na vitrine.

     Disse que precisava de algo esportivo e pedi a ela que dissesse quais esportivos no meu número estavam disponíveis.

     Haviam dois sapatênis na minha numeração, e pedi para experimentar o que achava mais bonito.

     Este machucou o calcanhar ao experimentar. Pedi o outro disponível, embora não tenha gostado das alças dependuradas no calcanhar.

     Vesti e fiquei confortável, e disse que iria levar, pois era uma necessidade não usar calçados de salto no campo.

     Paguei, vesti, mas antes de sair da loja, ela balançou a cabeça:

     _Se aquele, bonito, machuca o calcanhar, com esses a senhora pendura as chuteiras, servem apenas para esta emergência. As alças no calcanhar indicam que os enfeites no sapato a aniquilarão.

     Eu ouço as pessoas. Usei, mandei lavar e guardei.

     Nesse meio tempo achei outros interessantes e de preço irrisório naquele site de produtos baratos. Comprei e usei bem, mas choveu e tecido ficou encharcado, apesar do calor que fazia , outro passeio.

     Achei uma loja de sapatos duas quadras de onde estava.

     Cheguei até a loja, mostrei os meus sapatos de tecido molhados, e pedi para ver alguns dentre os que estavam na vitrine.

     Coincidentemente, ouvi a mesma resposta da lojista:

     _Eu não tenho toda a numeração dos sapatos expostos na vitrine. A senhora diga do que gosta que eu verifico se tenho a numeração.

     Desta vez porém escolhi certo, tinha o número. Último par e desconto. Conforto sem enfeites.

     Ela disse:

     _Que escolha inteligente, este fica bonito se a compradora o fizer bonito.

     Paguei, vesti os calçados, igualmente esportivos e fiquei feliz.

     Ela, ao se despedir da cliente, no caso, eu, disse:

     _A senhora comprou um espelho da vitrine. Preste atenção nisso que digo.

     Foram duas lojas diversas, em locais diversos, nas quais me deparei com a mesma situação: Sapatos Mágicos.

     Ainda me pergunto sobre as lojas e este simbolismo subjetivo atribuído aos calçados, porque as lojas normais, conhecidas e populares, aonde compro calçados, colocam em prateleiras promocionais os calçados com numeração em falta.

     Esta foi um experiência interessante.

     Grata pela leitura. 

quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

Vitrinista

Vitrinista


Exposição,

Disposição

De se extender,


Ser artesão

 D'uma intenção

Por comprender


Que nada é em vão,

Mas sensação.




 

terça-feira, 13 de janeiro de 2026

Paisagem D'alma

Paisagem D'alma


Meio devagar,

Essa expressão

Que é vaga, que é ar


Meio que a vaguear

À variação

Como amornar


No chuviscar

D'um calorão.  

segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

Constante Entendimento

Constante Entendimento


Cada lugar

É outro lugar

A se entender,


 Ensaio a ensalar

Por se anotar

Esse querer


Que é o outro lugar,

Outro entender.