Mesa Pronta
Em seguida
É o afazer,
A corrida
Permitida
Ao entender
Estendida,
Com medida
A se ter.
É um blog com artes e contos, crônicas, comentários, imagens e, arteiros em geral
Mesa Pronta
Em seguida
É o afazer,
A corrida
Permitida
Ao entender
Estendida,
Com medida
A se ter.
Eu "Acho" que é Uma Imitação Cara / Crônica do Cotidiano
Temos que nos adaptar aos conceitos jovens, imitar, nem o pensamento cogita.
Esses apartamentos modernos, chamados de inteligentes, e em bons bairros, estão sendo feitos com paredes de DryWall, gesso. Compra quem quer e não é essa a questão.
A questão é a demolição de paredes bem construídas, com 20cm de espessura, para remodelar o ambiente com DryWall, algo bastante caro para os parâmetros de qualquer bolso.
Os mais abastados constróem, e a um custo alto, paredes até mesmo de pedras, robustas, e os menos ricos constróem com o que o bolso permite.
São jovens, dizem, eles têm outro jeito de pensar, fato, mas eles mesmos inventaram uma teoria de que "velhos", pessoas de idade, têm cheiro, mas não reclamam do cheiro do guarda-cheva molhado e difícil de secar num espaço pequeno. O etarismo é mais uma polêmica dos dias atuais.
A maleabilidade das coisas têm prazo de duração e têm custo de manutenção.
Não costumo ser dura com os jovens porque eles sabem muito mais de informática que eu e me ajudam muito com o conhecimento deles.
Pode ser desconhecimento da realidade do mundo do DryWall, pois onde existe casa e apartamento com a casca de material duradouro e o recheio de material moldável. Acontece que, com os filhos, escolas, a correria, o tempo passa, e o DryWall se deteriora, e na hora de arrumar a tinta não resolve, é preciso trocar as placas, e muitas famílias ficam num local, cujo abrigo, é sofrível.
São outras teorias, e a gente tem que entender, mas certamente terá um custo dali a dez, vinte anos.
Por enquanto, penso que é falta de informação.
Opinião é opinião, e acho realmente que é uma imitação cara, e que seria melhor se os jovens gastassem um pouco com férias, sem crítica nenhuma, é ponto de vista.
Grata pela leitura.
De Papo pro Ar
Querer o tempo
A precisar,
Mas p'ra ficar
Como alimento
De se gostar,
E saborear
O passatempo
Do tempo, do ar.
Ticket de Estacionamento / Crônica de Supermercado
Supermercado também é cultura e conhecimento, não imaginado, que coloca a vontade de acreditar, seja lá no que for.
Ticket carimbado, na hora de levantar a cancela não funcionou.
Fila atrás de mim com o intuito de sair.
Saí do carro e fui conversar com a senhora que estava atrás de mim e que orientava a pegar a liberação no balcão.
Educadamente disse que a moça era estrangeira, estava começando no emprego, e talvez tivesse se enganado na hora de liberar o ticket.
Ela viu um empregado do mercado por perto e disse para que eu pedisse a ele a liberação do estacionamento sem precisar deixar o veículo sozinho.
Avistei o homem e estava me dirigindo até ele quando apareceu um segundo homem, já senhor, e disse não vá.
Perguntei se ele poderia liberar o estacionamento, pois achava que a moça não sabia liberar, e disse também que estava me dirigindo ao outro funcionário que estava por ali para pedir a liberação do estacionamento.
Ele começou a rir, e disse:
_Todas as alternativas estão erradas. A senhora errou todas.
Eu fiquei surpresa, como quem não sabe o que dizer.
_Nenhum deles pode resolver a situação. Eu fui obrigado a reiniciar o sistema de segurança, e quando o sistema de segurança é reiniciado, as saídas ficam fechadas. Em resumo, a culpa é minha,
E agora, perguntei.
_E agora vou reiniciar o sistema de saída, mais alguns instantes e todas as saídas se abrem.
Eu e a fila esperamos ele reiniciar o sistema daquela catraca, o que não demorou dois minutos.
Voltei do supermercado encantada com a lição: Para a segurança o que é tarefa dela, a segurança.
Grata pela leitura.
GPS
Caminho de chegar,
Saber onde vai dar
E essa cartografia
Necessita o mapear,
E depois, pois é, andar
Nesse traço que avia
A trilha e se espaçar
Como filmografia.
Mais Uma / Crônica do Cotidiano
Não é divertido porque a chuva é real.
Sorte que comprei sombrinha a mais quando quebrei uma, comprei duas.
Tem um ditado que diz: "Quem tem um não tem nenhum", ditado válido para objetos úteis.
Saí, e armei a sombrinha, e um dos arames ficou caído sem que a sombrinha pudesse abrir.
Pensei comigo: _ Tenho mais, não preciso me preocupar.
Não é só o vento que quebra a sombrinha, é colocar na bolsa, tirar da bolsa, deixar armada para secar, desarmar depois de seca, sair na chuva de novo, deixar no chão do táxi ou uber, cobrir com plástico ao entrar no shopping, enfim ela fica tão útil quanto um batom.
Mais uma para jogar fora.
A chuva não me desanima, estou colorindo a chuva com sombrinhas.
Hoje, especialmente com efeitos especiais, eu e mais alguns transeuntes vimos um transformador explodir no poste, um barulho de bomba.
O transformador ficou torrado e parte da rua sem luz.
E eu na chuva com uma sombrinha quebrada.
Pelo menos pulamos todos ao mesmo tempo da explosão a cinquenta metros da gente.
_Aonde foi?
_Foi ali, naquele poste.
_Ainda bem que foi só um susto.
Preciso terminar dizendo que não é pilhéria, o tempo exige cuidado.
Grata pela leitura.
Atmosfera
A chuva se supera,
É mais do que se espera,
E a boa vontade insiste
A um clima de quimera
Nas brumas, na atmosfera
Morna normal que existe,
Nas trovoadas que gera,
Pássaros sem alpiste.