domingo, 13 de dezembro de 2015
Tempo Rubato
sábado, 12 de dezembro de 2015
Amém
sexta-feira, 11 de dezembro de 2015
Fé Indivisa
quinta-feira, 10 de dezembro de 2015
Educação / Reflexão
Educação / Reflexão
Pegaram-me de surpresa, mas tivemos ótimos motivos para pensar sobre o assunto.
Vamos às provocações, pois em educação, as provocações fazem parte da discussão para o melhor encaminhamento do ensino.
· O termo: há que se imporem limites, por exemplo, foi o começo da conversa. Quem impõe limites é a autoridade. Aos pais cabe ensinar o que é certo e errado e porque é bom fazer isso ou aquilo, porque as crianças precisam saber também do que é bom e do que é mau para elas. Os conceitos de certo e errado, em princípio, vêm de casa. Ao professor (a), cabe manter a sala em bom funcionamento e produtividade de ensino. As estruturas familiares diferem de aluno para aluno e, enquanto, alguns alunos têm pai, mãe, avós e avôs, outras possuem a estrutura parcial e, outras, ainda, nenhuma estrutura familiar. O professor (a) não suprirá as dificuldades familiares dos alunos e, cabe a ele (a) impor limites e disciplina.
· Sobre a flexibilização familiar. Não cabe ao professor (a) discutir a formação familiar recebida pelo aluno (a) a menos que essa formação interfira no aprendizado escolar. Famílias são estruturas complexas e não é motivo de discussão escolar. Esse é o limite que a família impõe à escola. Nenhuma professora aceita que a escola do filho interfira na educação que ela transmite em casa em circunstâncias de aproveitamento estudantil dentro do aceitável. Ou seja, se os pais educam e os avós deseducam, o problema é da família enquanto estrutura inicial de desenvolvimento da criança. A escola que interfere na vida estudantil em consequência de simpatia ou antipatia por algum membro da família da criança age equivocadamente, embora seja fato de difícil comprovação, conforme os professores (as) regulamentares especificam.
· Os deveres dos pais com a escola: cabe ao pai, mãe ou responsável, cuidar que o aluno apresente as lições pedidas pelos professores, justificando-se tanto quanto a criança pela não realização das tarefas escolares. A escola pode, a seu critério, pedir um trabalho compensatório de uma ausência de apresentação de trabalho escolar por motivo de ausência derivada de lazer, desde que previamente, ou seja, antes da ausência programada por motivo de lazer seja feito um acordo entre pais e professores. Aos professores (as) cabe tratar com isenção de ânimo as ausências por motivos de doença, cuidando, porém das tarefas compensatórias que mantém o aluno atualizado sobre as realizações dentro da sala de aula.
· Sobre os professores (as): deve-se proibir aos professores (as), qualquer responsabilidade sobre os alunos fora do horário regular da escola, não cabe ao professor (a) cuidar da criança. Essa regra, que parece austera, é um benefício para os professores, que muitas vezes sofrem pressões diversas para fazerem favores aos pais e mães dos alunos (as). É permitido, no entanto, que o professor (a) ministre aulas de recuperação aos alunos, de maneira particular e devidamente paga como função extraclasse com a devida comunicação do fato à diretoria da escola.
Criança é um ser em formação. É tarefa de mestre lidar com alunos (as), pais e mães e regulamentação da escola, todo o cuidado para que esse ser humano em formação possa receber uma boa formação é pouco e tarefa de toda a sociedade na qual o aluno (a) está envolvido, mas com regras definidas.
Assim sendo, os limites de algazarra diferem dentro de casa e na escola. Não se exime dos pais e mães a tarefa de explicar as necessidades dessa e daquela atitude. Aos pais e mães cabe ter a paciência de dizer por que é bom escovar os dentes todos os dias e comer verdura no almoço e, liberar a sobremesa conforme o costume particular respectivo á cada família. Aos professores cabe ensinar a biologia das cáries e que as verduras fazem fotossíntese.
Provocar, nós provocamos. A discussão é interminável e voltei para casa feliz com o tema.
quarta-feira, 9 de dezembro de 2015
terça-feira, 8 de dezembro de 2015
O Futebol
O Futebol
Era uma vez uma família, cujos nomes dos filhos foram tirados da Bíblia. Os dois irmãos chamavam-se Abrão e Noor.
Abrão e Noor casaram-se e tiveram respectivamente um filho cada um, cujos nomes eram igualmente bíblicos. Abrão chamou o filho de “Eisque”, pois na hora do registro do nascimento ele estava tão nervoso que não conseguia pronunciar o nome do filho. Noor se deu bem e conseguiu registrar a criança com o nome de Taás.
Taás cresceu e montou um time de futebol. Eisque não queria ser jogador de futebol, mas, por consideração ao primo, jogou por algum tempo no time dele, mas logo que conseguiu, saiu do time de futebol para se tornar eletricista de uma banda de rock’n roll.
O tempo passou e, um belo dia, veio conversar com Eisque o Reumaréu, outro crente cujo nome era o pretenso masculino de Reumá, nome da mãe dele. Aliás, os nomes diferentes, escolhidos após as leituras diárias, foram o motivo da amizade na infância.
Havia muitos anos que Eisque e Reumaréu não conversavam.
Reumaréu não foi objetivo, mas Eisque imaginou logo que se tratava do time de futebol de Taás.
Por que Reumaréu supostamente gostaria de jogar no time de Taás? Porque Reumaréu e Taás tiveram as mesmas informações educativas da escola dominical durante a infância, enquanto que Eisque fugia de qualquer padrão, sendo, por gosto excêntrico e exótico e heterossexual.
Reumaréu não fazia nada de graça, para ele, tudo tinha preço, investimento e patrocínio, amava os negócios e estava mais para Esaú do que Jacó. Eisque sabia, ouviu muitas boas histórias sobre negócios...
Reumaréu, não viria ao seu encontro se não fosse por Taás, questão de Gênesis, ou seja, questão de cromossomos.
Eisque, que não queria mais ajudar o primo Taás, tratou logo de avisar sobre as possíveis intenções de Reumaréu:
_Reumaréu é um jogador centroavante, corre pela direita e pela esquerda, competente e fiel ao patrocínio. Eu odeio fazer intermediações, mas vocês estudaram dentro à mesma escola dominical, aquela que é a vocacional e não obrigatória. A questão é entre vocês daqui em diante. Eu não pretendo jogar mais porque estou me saindo bem como eletricista de banda de rock’n roll.
Eisque, enquanto eletricista tinha conseguido até mesmo ralar o dedão do pé, de tanta tensão com a qual subia e descia as escadas para trocar as lâmpadas, além de dois dedos das mãos machucados devido ao forno micro-ondas e a um tal de glissando, que é uma luz estroboscópia muito rápida que acende e apaga e faz os jovens não perceberem como é que os outros os veem quando dançam.
Eisque era outro tipo de pessoa, bastante reflexivo quando em descanso e tinha bastante juízo para não se meter em fria.
Calmamente foi para casa, abriu a sua Bíblia e orou agradecendo a luz recebida do alto.
Primeiro a obrigação, depois a devoção. Amém.
segunda-feira, 7 de dezembro de 2015
Manhã
Manhã
Poesia, de manhã é burburinho,
Transita por todo o caminho,
Buscando o que se há de querer,
Cantando a seguir passarinho,
Seguindo o dia a fazer um ninho.
E, sem saber se vai chover,
Trazendo ao bico o seu gramíneo,
Constrói seu mundo, o seu fazer.