Rio de Janeiro

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O blog da Nina, menina que lia quadrinhos.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

A Realidade da Alma

A Realidade da Alma


Uma delicadeza
Que pode transcender,
É ao destino a beleza
Que não se pode ver.

Descuidada leveza
É esse incompreender
Na alma dessa estranheza,
Lembrança de viver

O espírito em certeza
De luz a surpreender,
Pois, nítida é a estreiteza
Entre o que é real e o ser.






domingo, 20 de janeiro de 2019

Eclipse Oculto

Eclipse Oculto


Pata amanhã,
Nenhum afã,
Porque sem lua,
Restará a chuva.

É tanta a lã,
Que o cardigã
Soletra e sua
A letra nua,

Sem talismã
À sorte vã;
Descrente é a lua
Que se excetua.






sábado, 19 de janeiro de 2019

Algo a se Notar

Algo a se Notar


Que distração
O calor causa!
Parece em vão
A água sem pausa.

Não via verão
Até essa pauta
Com acepção
Literal. Falta

A abreviação
Do clima em alta
 Numa amplidão
De visão em balsa.







sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

Boa Pergunta / Crônica do Cotidiano


Boa Pergunta ? Crônica do Cotidiano

     Essa é uma pergunta que se deve fazer: Quais são os seus planos para depois de completar setenta e três anos?
     A pergunta me fez pensar e responder que é difícil pensar em ter planos pessoais aos setenta e três anos.
     A "pessoa em questão" respondeu que é absolutamente errado não ter planos para depois dos setenta e três anos de idade.
     Fui irônica:
     _Está bem, mas, e se eu não estiver mais nesse mundo aos setenta e três anos?
     Aí é que está me respondeu a "filósofa". A senhora pode estar aqui e ainda querer alguma coisa boa, pois a evolução humana é uma constante e as vontades são para a vida toda.
     Ela realmente me surpreendeu quando continuou o pensamento:
     _Mas, se não estiver, também é possível que deixe planos para que outras pessoas os desenvolvam, afinal, os gênios da humanidade deixaram os seus pensamentos, os seus cálculos matemáticos, as suas teorias para que fossem aperfeiçoadas por outras pessoas. O importante é querer se desenvolver como se eterna fosse aqui nesse mundo.
     Perguntei a ela se não havia um pouco de tristeza nesses pensamentos.
     _Todos temos as nossas tristezas. Uma das minhas é pensar que a senhora poderia estar sentada na minha cadeira e eu não conseguisse esta vaga por ter alguém que sabe tanto quanto eu, mas mais ponderada nas ideias.
     A ponderação vem da idade, respondi.
     Os planos são necessários, respondeu ela. Esses planos de longo prazo servem a qualquer idade. Quem é que me garante que a senhora não ultrapasse a barreira dos cem anos com as evoluções da ciência?
     Saí dali cheia de pensamentos atualizados, pensando em fazer algum plano.
     Contei a conversa em casa, bastante reflexiva sobre a realidade e os planos.
     Pessoa que estuda filosofia sabe das coisas, pensei.
     Posso fazer uma sugestão, me perguntaram?
     Para os setenta e três anos? Pode, posso muito bem estudar a sua sugestão, respondi com ironia, novamente.
     _Compre um apartamento em Laranjeiras, aquele bairro simpático do Rio de Janeiro.
     Muito bem, disse eu. E o problema da violência no Rio de Janeiro?
     _Até lá, com toda a evolução da ciência, da tecnologia e da segurança, tudo terá sido resolvido. Até me convido para estar junto.
     Vamos pensar no assunto.
   
     

quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

Castiçal

Castiçal


Todo dia é um desafio
Em meio ao calor e o frio.
Sem querer sou aprendiz
Sem saber porque quis

Preencher tanto vazio,
Porta-velas de um trio
Em outra luz me fiz
Brilhante, mas não atriz.

Seguindo a fé fio a fio,
A lua, onde era o sombrio
Mar, com brilho e verniz,
Me diz pra ser feliz.


quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

Ah, Não / Crônica de Supermercado

Ah, Não / Crônica de Supermercado

     Ouvir a música I Wnant You Break Free enquanto comprava os pães foi demais.
     Eu tenho roupas coloridas. Bastou-me a lojista advertir que usar roupa na cor vermelha era constrangedor. Pronto, comprei rosa.
     Hoje, me sentindo até mesmo bonita, vou ao supermercado e um jovem gay chora, magoado e com raiva.
     Do que? Pergunto eu.
     A cor da minha roupa não deveria ofender ninguém. Para dizer o fato até mesmo gostei da polêmica das cores para usar todas elas.
     É bem verdade que fiquei ruborizada por vestir rosa,  porque é vergonhoso que coloquem símbolos, signos e segundas intenções em tudo.
     Na saída, encontrei com uma mãe vestindo trajes longos e burka. Respeito.
     É o respeito pelo gosto e vontade dos outros que têm que ser respeitados.
     A cor da roupa não deveria ofender ninguém.
     Ou, pior, antes que outro se magoe por me vestir de rosa do que eu receber insultos por usar alguma peça vermelha.
     O que se vê é a falta de capacidade de enxergar no outro um ser humano.
     Não foi o que cantou o que derramou uma lágrima de mágoa.
     Aproveito para dizer aos leitores que usem a roupa que quiserem, senão, daqui a pouco, o único a usar rosa e saias longas pretas será...
     Misericórdia!
     Ah, grata pela leitura dessa cônica que é mais um desabafo. 

segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

Pensamento Interessante

Pensamento Interessante


Eu queria dizer algo,
Mas parece que salgo
Se disser por favor.

Desse jeito cavalgo,
Sem jeitoso fidalgo
Com cão farejador.

O pensamento é galgo,

Mas não sou o seu criador.