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O blog da Nina, menina que lia quadrinhos.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

Desta Semana / Reflexão

 Desta Semana / Reflexão


     Desta semana sobra a música, mas de um jeito diferente.

     A vida de Bach em filme, e a vida de Mendelssohn em biografia.

     A prática no período que deu.

     Filme duríssimo de assistir e biografia questionadora.

     Muitos motivos povoaram a minha cabeça, inclusive sobre a importância do meio ambiente na vida de um compositor.

     As escolhas improváveis, o realismo exacerbado de um e um romantismo tolo de outro.

     A inadequação entre a personalidade e a experiência de cada um.

     Como cada pessoa faz a leitura individualizando-se perante uma determinada situação, sou mais Mendelssohn do que Bach.

     Existem considerações que dependem da pesquisa acadêmica e nem sei como iniciar esta pesquisa.

     Mendelssohn ressuscitou Bach pela música, mais pelo talento pessoal do que pelo próprio Bach.

     A vida de Mendelssohn foi, em termos de cultura geral, vasta. Conheceu Goethe, aquele romântico acusado de levar milhares de jovens à tristeza, ou ao Canto do Cisne.

     Entretanto, enquanto Mendelssohn teve opções além da música, Bach viveu à custa dos patrocinadores e fazia composições em acordo aos pedidos desses patrocinadores em acordo com a cultura da sua época.

     Importante ressaltar que retiro do texto a religião e me atenho às atividades de ambos.

     Nenhum filme sobre a vida de Bach seria feito não fosse Mendelssohn.

     Filme se assiste até a última linha, o letreiro miúdo é para que se preste atenção.

     Pesquisei e pesquisei e não encontrei um significado para que o compositor brasileiro Alexandre Levy estivesse ali.

     Deste se sabe que aos vinte e poucos anos já era maestro, havia estudado em Paris (o filme é francês com legenda), voltou ao Brasil e morreu aos vinte e sete anos. Respirou música da infância até a juventude.

     A I.A., inteligência artificial, na pesquisa, respondeu que pode ter sido confundido com um saxofonista com o mesmo sobrenome.

     As más línguas dizem que o compositor brasileiro viveu um livro de Goethe.

     Vergonhosamente o livro ainda está na estante para ser lido, como aqueles vídeos que se marca no Youtube para assistir depois.

     Acredito que o romantismo, enquanto período histórico, teve momentos melhores, Schubert e Grieg que o digam, ou que eu diga que gosto deles.

     O ambiente histórico e os compositores e suas personalidades, este é um assunto que talvez um dia possa refletir sobre.

     Sei que este texto é uma catarse sobre este mergulho musical fora do programa escolar.

     Qual é o nome do filme e o autor da biografia, me perguntarão, e eu respondo antecipadamente que pesquisar é a melhor ideia. Os temas de interesse são particulares e, gostem do que gostarem, divirtam-se, reflitam, e troquem ideias, que farão muito pelo conhecimento não somente seus, mas de muita gente.

     Grata pela leitura.

     

         

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