Timidez
A palavra
É o que existe
Quando insiste,
Quando é ágora
Que consiste
E que assiste
A Pitágoras,
Mesmo triste.
É um blog com artes e contos, crônicas, comentários, imagens e, arteiros em geral
Timidez
A palavra
É o que existe
Quando insiste,
Quando é ágora
Que consiste
E que assiste
A Pitágoras,
Mesmo triste.
Poesia da Canção
Obrigação
Não, poesia
Desse bom dia,
À compreensão
Da melodia
Que não se ouvia,
Essa canção
Sem nostalgia.
Temente a Deus
Volta ao normal
O sentimento
Do que é tremendo,
Mas racional
Nesse momento
Quase correndo,
Forma verbal
De estar vivendo.
Anoitecer
Boa ideia é pausar,
Parar, lanchar,
Luzes piscando
Nesse parar
Tão devagar
Imaginando
Todo lugar,
Mas descansando.
Maturidade
Maturidade,
Cansaço e idade
Para uns, caminho
D'uma vontade
E liberdade
A outros, caminho
Da não vaidade,
Devagarinho.
E As Tomadas?
É a nova geração,
De outra combustão;
Já vem modificada,
Com preço e convenção
Nessa argumentação
Do meio, eletrificada
Desde o carro ao fogão
De indução, fabricada.
Atemporal
Pensar numa palavra,
Resumir pensamento
E o que fica do tempo
Da experiência é o que abraça
Todo um conhecimento
Que já se foi a seu tempo;
Alcançada a palavra,
Ela fica sem tempo.
Tempo Refrescado
Estudar e estudar
E entender o querer
De um livro, vivenciar
A experiência, contar
Da alegria e de um sofrer
Inventado nesse ar
Parado a se frasear;
Choveu p'ra refrescar.
Ser Devaneio
Querer ser
Devaneio
Do Deus-Ser,
Dele obter
Esse enleio
Por se crer;
Ele é o Ser
Devaneio.
Um Gênio
Esse espelho chinês
Porque não sei francês,
O absurdo de Picasso
Cubista ou esse xadrez
Disforme e o belo viés
Da tinta no seu traço
Perfeito de um a dez,
Calor de um desabraço.
Repaginada
Personalização,
Porque pausar é criar,
Discreta, mas mudar,
Mãos à obra e noção;
A mente, condição
Própria de estilizar
A mesmice, e recriar
Colocando a emoção
Da humana percepção,
Frágil convencionar
Nesse meio por gerar,
Girar numa ficção.
Infinitude do Tempo
Revisitar
O manuscrito,
Mas decorar
Fica esquisito;
È o tempo a voar,
Leia-se fortuito,
Mas sem voltar
Nem por intuito,
Que ao digitar
Ruma ao infinito
Por declamar
D'alma, erudito.
Semana Outra
Se a quinta é justa,
E a terça maior,
Quarta é condor,
Ave que ilustra
O que se busca,
Seja o que for
Que seja a busca,
Sabe-a de cor.
Cultura e Carnaval
São as palavras
Confissões,
Corações
Cheios de graças
E canções,
Nos clarões
De luz, praças,
Tradições.
Esse Tempo / Crônica
Acontece depois. A conversa com Deus tem consequências.
Várias vezes repeti que em primeniro lugar é a pessoa e Deus.
Ontem não fiz blog. Já escrevi sobre a conversa e a resposta em dez ou vinte segundos.
Questão de acreditar na doutrina, o que não é fácil, pois há muitas interferências no mundo em que vivemos.
A internet caiu várias vezes seguidas, mas já sei que hoje é possível que existam "bugs" nos sistemas de internet.
Acabei usando a internet 5G, mas não sei fazer texto com o celular, ou melhor, é necessário um suporte para celular adequado.
Comprei um suporte de celular para conseguir ter as mãos livres.
Estou com ressaca tecnológica, mas aqueles dez ou vinte segundos de dois anos atrás me chamaram.
Incrível é sentir otimismo a essa altura, com ânimo para fazer coisas novas.
Por mim, tudo ficaria do jeito que era, mas Deus não quis.
A piada é pronta: se os católicos tradicionais oram para vir a eles o Reino sagrado, a nossa doutrina ensina a servir à medida em que o Reino chega a eles do jeito deles.
Somos os convidados que passam os pratos uns aos outros, e essa é a diferença.
Porque somos convidados a uma missão, e se aceitamos, cooperamos.
Pessoalmente acho bom, mas aos outros soa diferente, como se fôssemos ou quiséssemos ser diferentes.
É a doutrina que faz a diferença.
Não digo que o mundo seja melhor pela atitude gerada pela doutrina, mas o comportamento diante das situações é diferente.
Se Deus é fiel, é obrigação da gente ser fiel com uma missão recebida, seja no tempo que for, porque o tempo não nos pertence e vive-se no tempo em que o Criador deseja.
Se bem que pensei: vou pra Porto Alegre e tchau, conforme a letra da canção dos famigerados anos 80.
Essa missão, para as pessoas é particular e nem sempre tem a ver com as missões da igreja, tem a ver com o comportamento em relação àquilo que foi aceito enquanto convite.
Não vou fazer citações bíblicas, emboram me ocorram algumas, porque o objetivo não é pregar, mesmo porque a minha missão é humana, essa que aceitei como convite.
A doutrina pede que o convite seja aceito e a missão, a qual Deus nunca revela de pronto, seja cumprida.
Pode ser que essa doutrina não seja a melhor para outra pessoa, mas problema desses é única e exclusivamente da pessoa.
Grata pela leitura.
Um Tempo à Lápis
O tempo que estava sumido,
Deu volta, e mostrou o caminho
Do rumo sem ser constrangido
A ser o antigo pergaminho
Amarelado e corroído,
Guardado em algum escaninho,
Deixado num canto esquecido,
Escrito em cor azul marinho,
Sentindo-se um lápis perdido
Ao acaso, descaso de um ninho
De ideias, rabisco sem sentido
Que o tempo musicou sozinho.
Evolução
A evolução,
A construção
De todo dia
Por ser doação,
Vontade à mão
E sinergia
Por sugestão,
Que o novo avia.
Modelagem
Essa paisagem
Que se acostuma
Solta de margem,
Aprendizagem
De toda bruma
É ser moldagem,
É ver miragem,
Bolhas de espuma.
Exíguo Tempo
O tempo exíguo,
Este contíguo
Muito a fazer,
Não tem ruído,
É possuído
Dentro do ser,
Chega e fica ido
Sem se perder.
Desta Semana / Reflexão
Desta semana sobra a música, mas de um jeito diferente.
A vida de Bach em filme, e a vida de Mendelssohn em biografia.
A prática no período que deu.
Filme duríssimo de assistir e biografia questionadora.
Muitos motivos povoaram a minha cabeça, inclusive sobre a importância do meio ambiente na vida de um compositor.
As escolhas improváveis, o realismo exacerbado de um e um romantismo tolo de outro.
A inadequação entre a personalidade e a experiência de cada um.
Como cada pessoa faz a leitura individualizando-se perante uma determinada situação, sou mais Mendelssohn do que Bach.
Existem considerações que dependem da pesquisa acadêmica e nem sei como iniciar esta pesquisa.
Mendelssohn ressuscitou Bach pela música, mais pelo talento pessoal do que pelo próprio Bach.
A vida de Mendelssohn foi, em termos de cultura geral, vasta. Conheceu Goethe, aquele romântico acusado de levar milhares de jovens à tristeza, ou ao Canto do Cisne.
Entretanto, enquanto Mendelssohn teve opções além da música, Bach viveu à custa dos patrocinadores e fazia composições em acordo aos pedidos desses patrocinadores em acordo com a cultura da sua época.
Importante ressaltar que retiro do texto a religião e me atenho às atividades de ambos.
Nenhum filme sobre a vida de Bach seria feito não fosse Mendelssohn.
Filme se assiste até a última linha, o letreiro miúdo é para que se preste atenção.
Pesquisei e pesquisei e não encontrei um significado para que o compositor brasileiro Alexandre Levy estivesse ali.
Deste se sabe que aos vinte e poucos anos já era maestro, havia estudado em Paris (o filme é francês com legenda), voltou ao Brasil e morreu aos vinte e sete anos. Respirou música da infância até a juventude.
A I.A., inteligência artificial, na pesquisa, respondeu que pode ter sido confundido com um saxofonista com o mesmo sobrenome.
As más línguas dizem que o compositor brasileiro viveu um livro de Goethe.
Vergonhosamente o livro ainda está na estante para ser lido, como aqueles vídeos que se marca no Youtube para assistir depois.
Acredito que o romantismo, enquanto período histórico, teve momentos melhores, Schubert e Grieg que o digam, ou que eu diga que gosto deles.
O ambiente histórico e os compositores e suas personalidades, este é um assunto que talvez um dia possa refletir sobre.
Sei que este texto é uma catarse sobre este mergulho musical fora do programa escolar.
Qual é o nome do filme e o autor da biografia, me perguntarão, e eu respondo antecipadamente que pesquisar é a melhor ideia. Os temas de interesse são particulares e, gostem do que gostarem, divirtam-se, reflitam, e troquem ideias, que farão muito pelo conhecimento não somente seus, mas de muita gente.
Grata pela leitura.
Um Dia Normal
Um dia normal
Até findar
É sem igual;
Sol no varal,
Aroma no ar
De pouco sal,
Esse é o ritual
De um caminhar.
Verso de Deus
Com Deus faz o caminho,
E com Ele conversa
Pela manhã, sozinho
Com louvor e carinho,
Que Ele diz e se versa,
Verbo que faz raminho,
Muda do jardinzinho
Que planta na alma imersa.
Espelhado
Filme para dormir,
Portanto, adio, não agora,
A decisão é assistir
E o objetivo, dormir
Refletindo a não-hora
Sem querer persistir
Na legenda a sumir
Nas linhas, nem é hora.
Consideração
Significados
Dos desafios,
Dos superados
Traços vincados
Nos dias vazios
Preenchidos, frios
E delicados,
Versos macios.
Lua Cheia
Enquanto grão,
Sou dessa areia,
Tenho emoção
Na sensação
Que me permeia
De pés no chão
Dessa areia grão,
Mar de lua cheia.