Viaje por Conta/Crônica
Os algoritmos do Youtube vieram com um shortmovie mostrando uma escadaria imensa e os turistas desistindo de escalar apenas por olhar o número de degraus.
Com o slogan "Viaje por Conta", eles foram cômicos.
Ter companhia em viagem é bom, e alguns passeios precisam de guias turísticos, muito útil para quando se desconhece por completo o idioma.
No entanto, se for dentro do país, ou algum país onde se possa entender um pouco do idioma, viajar por conta e risco é bastante interessante pela liberdade que oferece ao turista. E mesmo que se viaje com parente ou amigos, pode acontecer que um se demore no museu e outro fique no hotel, em tese sem preocupação.
Houve ocasião em que na ida a um restaurante típico houvesse um aconselhamento prévio do motorista de táxi: _ Embora seja turístico o restaurante defronte à igreja, o ambiente nem sempre é tranquilo. Aconselho a entrarem no restaurante, almoçarem sossegadamente e serem ágeis na saída. O ponto de táxi fica na quadra acima.
Não estamos na sexta-feira ainda, mas a internet me fez rir.
Certa vez, na Via Dutra, e de ônibus de linha interior-capital, me recordo de um casal, que ao perceber que a velocidade chegava a 200Km/hora, quando os passageiros começaram a orar, e a esposa perguntou ao marido se o motorista estava maluco e ele respondeu que o motorista deveria estar atrasado para algum compromisso urgente, e igualmente apavorados aguardavam a chegada do ônibus na cidade de São Paulo.
Mudando de ponto de vista, com guia turístico se vê mais atrações, e por conta e risco se vê uma ou duas atrações,
Quanto a isso, posso contar dessa diferença numa viagem ao Rio de Janeiro, com guia turístico para um único dia e outro dia livre. No dia passado com o guia turístico houve um resumo da cidade com o bondinho do Pão-de-Açúcar, a subida ao Cristo Redentor, com elevador, o Sambódromo, o Maracanã, e o almoço num restaurante para turistas (com preço barato) em Copacabana e a visita a uma loja de lembrancinhas. No dia livre, ou seja, no dia seguinte passou-se numa visita ao centro histórico com um lanche no Bar do Amarelinho.
Não tenho a menor ideia como é que os guias turísticos conseguem mostrar tantos lugares em pouco tempo.
Os dias livres são bons para passeios específicos.
Em passeio turístico, caso hajam escadarias ou torres com degrau, o turista deve se negar e aguardar que os demais turistas voltem do passeio. Numa dessas negativas foi que comi uma broa de milho saborosíssima numa padaria com café e leite, e não senti o tempo passar.
Para fazer um passeio desses é preciso se programar, e levar em consideração o básico na mochila, mas com a certeza de ter o básico na mochila.
Resta agradecer ao Youtube pela inspiração.
Grata pela leitura.