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sábado, 19 de novembro de 2016

Esse Mundo

Esse Mundo
     A moça de vinte e cinco anos lanchava com o pai. Em cima da mesa algumas garrafas de cerveja.
     A moça falava e o pai pensava em meio a um gole e outro.
     A moça falava como se deusa fosse.
     _Para a “senhora X” eu quero quatro anos de sofrimento. Se não há nada contra ela, que se dane. Eu sou articulada e posso fazê-la sofrer.
     O pai a ouvia, calado.
     _Para a “senhora A” eu quero uma chance de dizer algumas coisas a ela. Duvido que ela se controle se eu a provocar.
     Em meio às maldades por ela planejadas, o pai resolveu interferir:
     _Eu ouvi dizer que o “senhor C” bebeu e falou demais.
     Ela, a moça, respondeu positiva.
     _Eu não quero saber quem falou ou calou. Eu quero fazer a minha vontade. Eu ainda farei muita gente sofrer.
     O pai perguntou se ela não pensava em se distrair, em fazer alguma coisa boa para ela.
     _Algo bom para mim? Eu não preciso me preocupar. Eu recebo ligações com todas as distrações que eu possa querer. Vou fazer a festa na casa da avó, eu tenho tudo o que se pode querer para uma festa, preciso dizer mais sobre o quanto vale a pena ser dura com as pessoas?
     O pai usava um par de óculos com lentes grossas, as quais usualmente se chamam “óculos com lentes feitas de fundo de garrafa”.
     _O que você diz provavelmente significa o que o mundo chama de estar preparada para o sucesso.
     Ela sorriu para ele e disse:
     _Se depender de mim ninguém consegue nada.
     Ao lado deles um garoto de quatro anos, filho dela.
     Acabou o lanche.
     A moça convidou o pai para visitar uma conhecida da família.
     O pai respondeu:
     _Vamos e ficaremos menos de meia hora. Essa conversa é da nossa família.
      Esse é o mundo, a sugestão de todo mal, que convida o cristão a permanecer em fé e orar por eles ao invés de detestá-los.
    


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