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quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Ao Pequeno Jornaleiro / Em quadras

Ao Pequeno Jornaleiro

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Os seus sonhos me distraem,

Divertindo-me, te quero;

Pois sonhando c’oa tiragem,

Vai vendendo o seu mistério.

 

Entrevistas que não saem

São refeitas ao desejo

Do sucesso, uma bobagem;

Hortelã não gera gelo.

 

As revistas se comprazem

Em vender o seu brinquedo,

E, o curioso, de passagem,

Vai gastando o seu dinheiro.

 

Se soubessem que a vendagem

Independe do seu preço,

Saberiam que na abordagem

Há o convite ao jornaleiro.

9 comentários:

✿ chica disse...

Linda homenagem ao jornaleiro!!Ele vende as notícias , carrega tanta coisa... beijos,chica

aluap disse...

Presumo que os jornaleiros a que se refere em quadras sejam os que vendem jornais, que nós portugueses chamamos de ardinas.
Os homens que trabalhavam à jorna, ou seja, de sol a sol, chamamos pelo nome de jornaleiros (pequenas coisas que fazem diferença).

@té depois e bom fim de semana.

Marisete Zanon disse...

Que interessante. E o jornalista que sai ganhando...Será que entendi...? rss...
Querida, obrigada pela participação na festinha e pelo carinho. Que bom que gostou do bolo! rss.
Te desejo um fim de semana divertido e com muita paz!
Beijo

Álvaro Lins disse...

Excelente poema e uma homenagem ao "ardina":)!
Bjo

Maria Luisa Adães disse...

Lindas quadras. Eles, ardinas, me parece que em Lisboa deixaram de existir à muito.

Linda recordação.

Maria Luísa

Artes e escritas disse...

Não encontrei no dicionário brasileiro a palavra ardinas, mas ainda hoje vi jornaleiros nas esquinas, o que foi bonito porque pensei neles e em vocês. Obrigada pelos comentários. Um abraço a todos, Yayá.

mfc disse...

Aqui foi uma profissão que já desapareceu!

Beijos,

Elisa T. Campos disse...

Gosto de encontrar nos faróis os homens entregando jornais.
Um verso bem alegre, Yayá.

Parabéns
bjs

aluap disse...

Embora o nosso ouvido esteja muito familiarizado com a pronúncia brasileira e com algumas palavras, pois por cá passam muitas novelas da Globo e música brasileira, algumas palavras em português são diferentes do brasileiro, como “jornaleiro”, o nosso ardina, vendedor de jornais de rua que apregoando a notícia chama a atenção do potencial cliente. Nos dias que correm, com o aparecimento dos quiosques e outros postos de venda e até devido à Internet já se não encontram os ardinas nas ruas, contudo ficaram nas ruas de algumas cidades estátuas de ardinas.
Aqui onde moro, pela manhã ainda se vê distribuidores de jornais gratuitos.